quinta-feira, 6 de agosto de 2020

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CDL pede para governador agilizar situação do Hospital Regional

Matéria publicada em 6 de julho de 2020, 17:24 horas

 


Volta Redonda – A Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL-VR) enviou nesta segunda-feira, dia 06,  ao governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, um ofício solicitando que seja solucionada o quanto antes a situação do Hospital Regional Zilda Arns, que deixou de atender pacientes com Covid-19 em leitos de UTI, há cerca de 15 dias.

O objetivo, segundo nota da entidade, é fazer com que com a unidade volte a receber pacientes, “baixando assim a ocupação dos leitos municipais”. É que por conta da taxa de ocupação em leitos da UTI destinadas exclusivamente para pacientes com a Covid-19, o comércio de Volta Redonda ficará fechado por mais uma semana. O fechamento foi determinado com base no acordo feito entre a prefeitura e o MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro), que determina a paralisação das atividades comerciais que não sejam essenciais, caso a ocupação nas UTIs para Covid-19 passe de 50%.

Em nota, o governo do Estado afirmou que ” pagamento de uma parcela em atraso, no valor de R$ 2.952.343,38, foi autorizado semana passada, e a verba será depositada nesta terça-feira, entrando conta da OS Apmim até sexta-feira, em virtude dos trâmites bancários normais. Outros parcelas devidas, no valor total de R$ 19,5 milhões, estão em fase final de aprovação e serão liberadas nos próximos dias, para pagamento até a semana que vem”.

Ainda de acordo com a nota, “a SES garante que o Zilda Arns continuará atendendo os pacientes de Covid-19, e que os atrasos decorrentes da revisão dos contratos está sendo equacionado”. O governo conclui informando que “já foi quitado parte dos R$ 2,9 milhões”.

Leia a íntegra da carta da CDL:

“Considerando que mais uma vez o comércio de Volta Redonda está sendo sacrificado pela falta de medidas eficazes de controle da pandemia do novo coronavírus na cidade, que acarretam em falta de leitos de UTI suficientes na rede pública de saúde do município para atender pacientes graves com Covid-19, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL-VR) vem por meio deste ofício fazer um apelo ao governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, para agilizar o pagamento da OS que administra o Hospital Regional Zilda Arns.
A falta de atendimento nesta unidade de saúde tem sido o motivo usado pelo prefeito Samuca Silva para a sobrecarga dos leitos municipais, levando o fechamento por mais sete dias do comércio, totalizando 14 dias diretos. O setor vem sofrendo com prejuízos incalculáveis com o abre-fecha provocado por um acordo de flexibilização firmado com o Ministério Público do Estado do Rio, sendo que um dos eixos é justamente que a ocupação dos leitos de UTI não ultrapasse 50% da capacidade de atendimento, atualmente, está em 62%, conforme divulgado pela administração municipal.
Sendo assim, é de extrema urgência que o Estado volte a honrar com o pagamento dos prestadores de serviços do Hospital Regional, visando desta forma voltar a receber os pacientes, mantendo a rede municipal de saúde com capacidade de atendimento e dentro do eixo estipulado no acordo com o MP.
O comércio de Volta Redonda tem aproximadamente 10 mil estabelecimentos, dos quais 80% são pequenos e microempresas, empregando mais de 40 mil trabalhadores, sendo o principal gerador de postos de trabalho do município. Desde o início da pandemia, a estimativa é de que mais de 3.500 pessoas já tenham sido demitidas e pelo menos 200 empresas tenham fechado as portas definitivamente por conta da crise econômica que se estabeleceu na cidade por conta do caos na saúde.
A CDL de Volta Redonda sempre esteve aberta ao diálogo com o Poder Público, enviando diversas propostas para o funcionamento do comércio com medidas preventivas, além de contribuir com mais de R$ 40 mil para o Hospital de Campanha, montado no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, mas infelizmente, não tem sido ouvida pela atual gestão.
Aguardamos o mais rápido possível por uma solução para que a nossa economia não sofra mais e possamos proteger vidas, empresas e empregos”.


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