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Ceia de Natal fica mais cara

Matéria publicada em 12 de dezembro de 2015, 15:02 horas

 


Produtos típicos do fim de ano podem ficar até 30% mais caros este ano se comparados com 2014

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Opção: Algumas lojas passaram a oferecer outras opções para o cliente que busca alguma economia (Foto: Paulo Dimas)

Volta Redonda – A ceia de Natal ou Réveillon ficou mais cara este ano. Quem planeja fazer algo tradicional poderá gastar até 10% a mais do que em 2014. O aumento incide ainda mais sobre produtos importados, devido à alta do dólar. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), frutas secas, castanhas e nozes, por exemplo, podem sair até 30% mais caros do que ano passado; vinhos importados estão com aumento de 24,3%; e o preço do bacalhau subiu 14%. De acordo com pesquisa do Instituto Datafolha, a ceia para 25 a 30 pessoas está 24,7% mais cara este ano, em relação ao ano passado.
De acordo com José Carlos Pereira, proprietário de loja especializada em frios, alimentos e bebidas importadas, a alta do dólar influencia diretamente nos preços desse tipo de produtos. Mas, ele adotou algumas estratégias para evitar que o consumidor sinta essa diferença na hora de preparar a ceia de Natal.
– A variação cambial é uma realidade, mas a loja vem tentando se ajustar a essa situação desde agosto, quando começamos a antecipar as compras para o fim de ano. A ideia é tentar diminuir o impacto, embora seja inevitável não sentir os aumentos nos preços de produtos até nacionais – afirmou.
A crise econômica foi sentida, segundo o comerciante, na forma de oscilações, desde o mês de agosto. Apesar de não ter observado uma queda drástica nas vendas, a loja passou a oferecer outras opções para o cliente que busca alguma economia.
– Nossa alternativa foi rever linhas de produtos, oferecendo novas marcas, com preços acessíveis, inclusive na nossa linha de vinhos. Mas, sempre priorizando a qualidade – ressaltou.
De acordo com Pereira, as cestas de Natal, que são um dos grandes atrativos da loja nesta época do ano, não sofreram aumentos significativos. A estratégia, segundo ele, foi incluir produtos mais acessíveis, com qualidade semelhante, e praticamente repetir os preços do ano passado.
– Entrou o mês de dezembro e já sentimos o aquecimento típico desta época. Nossa expectativa este ano é superar ou, pelo menos, igualar o número de vendas de 2014 – concluiu o comerciante.

Ceia mais saudável também para o bolso

A sugestão do nutricionista Jair Antônio de Carvalho, de Volta Redonda, é procurar montar uma ceia mais saudável, com legumes e frutas da época. O resultado, automaticamente, é uma comemoração mais econômica.
– Comer bem, na realidade, não significa comer caro. Quando adotamos o recurso da alimentação mais saudável, temos como retorno o menor custo – afirmou.
Para o nutricionista, o costume de consumir no Natal alimentos como nozes, castanhas, avelãs, que são típicos de clima frio, vem do hemisfério Norte, onde normalmente é inverno nesta época do ano. A ideia é nacionalizar um pouco a ceia montada no Brasil.
– A realidade do brasileiro é outra. Acredito que, mudando um pouco essa tradição que herdamos forma errada, também despertamos para a nossa identidade de país tropical, que tem como opções frutas e legumes, e não produtos que não fazem parte da nossa realidade – opinou Carvalho.
Ele explicou que os alimentos chamados oleaginosos, como as castanhas e nozes, também são saudáveis, pois são ricas em ômega 3 – uma espécie de gordura boa para o organismo. A diferença, porém, entre essas e as frutas tropicais, é que as últimas são fonte de vitaminas e minerais, o que fortalece o sistema imunológico.
– As oleaginosas são muito gordurosas e oferecem muito pouca quantidade de vitaminas e minerais. Por isso, uma ceia à base melancia e melão, por exemplo, deve ser objetivo e não uma alternativa à inflação – defendeu o nutricionista.
Outra vantagem da ceia saudável é o dia seguinte. De acordo com Carvalho, o consumo de frutas e legumes típicos também reduz a probabilidade de uma infecção estomacal ou aquela má digestão – geralmente causadas pela mistura de alimentos diferentes ou pela falta de hábito de consumo de determinado produto.
Na hora do brinde, muita gente não abre mão de espumantes ou vinhos. A recomendação é atenção na escolha dos rótulos e, mais ainda, na quantidade ingerida.
– Vinhos são aconselháveis, mas o benefício está diretamente relacionado à qualidade da uva. Mesmo que seja de boa qualidade, porém, não aconselho o consumo exagerado. Moderação deve ser a palavra de ordem quando o assunto é bebida alcoólica – reforçou.


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Um comentário

  1. Natal 2015 no lugar de peru, frango,no lugar de bacalhau, sardinha,no lugar de tender ,mortadela, no lugar de nozes, amendoim, no lugar de panetone, pão doce.
    Natal da Dilma 2015…
    Se sobrar pro Ano Novo churrasquinho de gato com guaranita.

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