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Comércio e serviços reduzem vagas

Matéria publicada em 24 de abril de 2015, 19:40 horas

 


Número de empregos formais tem redução em Volta Redonda e Resende e alta em Angra dos Reis e Barra Mansa

Sul Fluminense –  As quatro maiores economias da região tiveram resultados diferentes no mercado de trabalho em março, de acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho. Em Barra Mansa, houve 140 admissões a mais que demissões, expandindo o número de empregos com carteira assinada. Angra dos Reis também teve resultado positivo, com 31 admissões a mais que demissões. Em Resende, o saldo foi negativo em 218 postos de trabalho e em Volta Redonda, a redução foi de 70 vagas.

Em Barra Mansa, o resultado positivo foi puxado pelos setores de Serviços, que teve um saldo positivo de 200 empregos, e Construção Civil (34). O Comércio, com saldo negativo de 66, foi o setor que mais reduziu o número de postos de trabalho.

Em Angra dos Reis, o Comércio (74), os Serviços (67) e a Indústria de Transformação (46) foram os setores que mais contribuíram para o saldo positivo. A Construção Civil, que teve 149 demissões a mais que admissões, foi o setor que mais reduziu o número de postos de trabalho.

O saldo negativo de 218 vagas em Resende veio principalmente dos setores de Serviços (-111) e Comércio (-86), mas os cortes atingiram praticamente todas as atividades. Só a Indústria, com saldo positivo de 15, contribuiu para reduzir o encolhimento do mercado de trabalho.

Em Volta Redonda, os saldos positivos do setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública (2030, da Indústria de Transformação (75) e da Construção Civil (43) foram insuficientes para contrabalançar os cortes puxados pelos setores de Serviços (-284) e Comércio (-106).

 No Brasil

O mercado formal de trabalho gerou em março 19.282 empregos com carteira assinada, um crescimento de 0,05% em relação ao estoque do mês anterior. O crescimento, segundo o ministro, ressalta o reaquecimento do mercado de trabalho, que voltou a gerar vagas após 3 meses consecutivos de queda. O resultado é superior ao registrado em março de 2014, quando foram gerados 13.117 postos de trabalho.

A expectativa, segundo o ministro é que em abril essa trajetória continue e o mercado siga nessa tendência de crescimento e reverta o quadro negativo dos dois primeiros meses do ano. “Tivemos um janeiro negativo, um fevereiro que estabilizou e março já geramos emprego. A expectativa é de um abril ainda melhor”, avaliou.

 Emprego Setorial

Em termos setoriais, os dados mostram que dos 8 setores da economia, 4 registraram crescimento, com destaque para o setor de Serviços (53.778 postos ou 0,31%) – saldo superior ao registrado no mesmo mês em 2014, quando foram gerados 37.453 postos; Administração Pública (3.012 postos ou +0,33%); Comércio (2.684 postos ou +0,03%) – saldo positivo após três meses de queda e superior a março de 2014 quando o setor perdeu 26.251 postos. A Construção Civil ainda não teve recuperação, perdendo 18.205 postos, uma queda de 0,60% e Indústria de Transformação com queda de 0,18%, perdeu 14.683 postos de trabalho no mês.

A elevação do emprego no setor serviços decorreu principalmente da expansão do emprego em quatro dos seus cinco ramos, com um deles, o de serviços médicos e odontológicos, apresentando saldo recorde (9.234), um crescimento de 0,48%. O crescimento ocorreu ainda nos setores do Ensino (18.325 postos ou + 1,11%), Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (15.429 postos ou +0,31%), Serviços de Transportes e Comunicações (7.592 postos ou +0,33%) e Serviços de Alojamento e Alimentação (3.758 postos ou +0,06%). As Instituições Financeiras, com perda de 567 postos ou -0,08%) foi o único ramo dos Serviços que registrou declínio no emprego.

Os setores que tiveram perdas no mês foram o da indústria de transformação (-14.683 postos ou -0,18%) – com diminuição do emprego em oito dos seus doze segmentos que o integram e Agricultura (-6.281 postos ou – 0,41%), proveniente, segundo análise técnica do Ministério, principalmente do desempenho negativo dos ramos de atividades econômicas de cultivo de frutas de lavoura permanente.

No recorte geográfico, a expansão do nível de emprego ocorreu em três das cinco grandes regiões, tendo o crescimento ocorrido no Sul (26.362 postos ou 0,35%), Sudeste (12.072 ou +0,06%) – desempenho resultante do aumento do emprego principalmente em São Paulo (12.907 postos ou +0,10%), que liderou a geração de postos de trabalho entre as UFs. O Centro Oeste também gerou postos de trabalho (6.196 ou +0,19%) com destaque para Goiás que sozinho gerou 6.176 postos. No Nordeste houve perda de 19.138 postos e no Norte a perda foi de 6.210 postos.


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2 comentários

  1. Avatar

    Como se não bastasse a economia ruim, desemprego batendo na porta….. foi aprovado hoje pela câmara dos deputados o projeto de terceirização, o que está ruim pode piorar.
    18 deputados do estado do RJ votaram a favor..

  2. Avatar

    A crise atingiu a todos.
    O governo federal tem grande responsabilidade diante do que tem ocorrido em nosso país por conta de corrupções, embates políticos.
    A iniciativa privada fica insegura para investir.
    Além disso, as grandes empreiteiras estão “endividadas” e as obras estão em ritmo lento, causando desemprego, menos vendas.

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