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Comércio mantém vendas através de delivery

Matéria publicada em 10 de abril de 2020, 10:12 horas

 


Volta Redonda – Para sobreviver a quarentena decretada por conta da pandemia de Covid-19, comerciantes da região, seguem a tendência mundial e se reinventam para manter as vendas. O delivery, utilizando anteriormente pelos setores de alimentação como restaurantes e bares, se tornou também a principal estratégia da maioria dos comerciantes. Um deles é o proprietário de uma sapataria, Jairdo Severino da Silva, que optou por esse canal de vendas para não perder o faturamento.

“O comerciante tem dois caminhos: ficar lamentando esse limão que caiu no seu colo ou fazer uma limonada. Então escolhemos fazer uma limonada e atender de forma mais personalizada nossos clientes, tanto em vendas como no recebimento de prestações de crediário. Disponibilizamos receber em casa, num horário específico na loja ou mesmo incentivando depósitos e transferência bancária. Para tudo temos que ter um plano B”, afirmou o empresário.

A empresária Gleice Meira, também teve que se adaptar e remontar a sua rotina de trabalho. “Tenho trabalhado em home office mandando mensagens para as minhas clientes e em redes sociais durante o dia. E no final da tarde, vou até a loja para separar os pedidos e enviar via motoboy aqui em Volta Redonda e Barra Mansa”, contou, ressaltando que na opinião dela as vendas online e por delivery terão uma força muito maior com o fim dessa quarentena. “As pessoas estão se acostumando a comprar dessa forma devido a vida corrida e praticidade de receber em casa ou no trabalho”, afirmou Gleice.

Quem já utilizava o delivery, aposta nas alternativas como a pronta entrega, para se destacar já nesse momento. “Esse serviço já era feito antes e sempre funcionou. As pessoas querem comodidade e atendimento personalizado. Nesse campo de vendas pela internet, o cliente ter o produto na mão, poder tocar, sentir, experimentar faz toda a diferença. Preço é  relativo e o atendimento personalizado é o fator determinante para o sucesso das vendas”, disse Jairo.

Expectativa para o setor pós-quarentena

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Volta Redonda (CDL-VR), Gilson de Castro, disse que o momento é muito grave para a economia não só do país, como da cidade, por conta do fechamento do comércio, que vai provocar prejuízos incalculáveis, com uma projeção de mais de 3 mil demissões, das quais 1.759 se consolidaram nos primeiros dez dias da quarentena.

 “Nos preocupamos com a vida, mas, não há como não avaliar os impactos na economia. Mais de 80% do nosso comércio é formado por 80% de microempresas, que não estão recebendo ajuda dos governos e muitas delas não só vão demitir como talvez não consigam reabrir as portas depois dessa quarentena. Temos pelo pior, mas não podemos perder a esperança”, disse.

Segundo ele, os setores que conseguem trabalhar com delivery devem investir nesse serviço não só para manter as vendas como para fortalecer suas marcas por meio das mídias digitais. “Sabemos que é preciso ter os dois meios, o físico e o digital, funcionando, porque um complementa o outro, mas se, neste momento, o único meio de atender for por entrega, o lojista que puder trabalhar desta forma, precisa fazer e adotar outras medidas como usar mão de obra em home office, suspensão de contrato e redução de jornada e salário, conforme possibilita a Medida Provisória 936/20, que já está em vigor. É um momento de usar todas as ferramentas como plataforma de sobrevivência. Enquanto isso, continuamos lutando pela a reabertura do comércio o mais rápido possível de forma segura”, acrescentou.


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13 comentários

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    Essa crise foi criada pela mídia e políticos canalhas esquerdista, quero ver os desempregados, vamos falar de gripe?

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    Óticas estão funcionando?

    O óculos de grau do meu esposo quebrou e sem ele ve muito mal.

    Tem 6 graus de miopia

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    Gostaria de saber o percentual de infectados de pessoas que trabalham em caixas de supermercados…

    Os caixas de supermercados não são blindados contra corona e tem contato com centenas de pessoas diariamente.

    Acredito que muitos podem ter tido, mas por serem jovens foram assintomáticos.

    Acho que a prefeitura deveria fazer testes neles para ter um parâmetro para estudo.

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    O MPRJ age por interesse próprio, se quer mostrar serviço de qualidade e beneficiando o consumidor denuncia a loja Atacadão Móveis no aterrado que vendeu móveis, recebeu e não entregou lesando inumeros consumidos.
    E só entrar no site do TJRJ e não vem responder com mimimi pq é publico a consulta.

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    Capeta da grota do Santa cruz

    Isso e só uma MAROLINHA

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    Podiam liberar o salão com hora marcada.
    Sou da área de serviços essenciais e preciso cortar o cabelo e fazer a raiz.

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    Cadê as pessoinhas que estavam querendo fazer máscaras pra doação mas o comércio tava fechado? Ah?em? Hein? Cadê? Oi?

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      Não é máscara para doação.
      É pra vender, mesmo.
      Afinal não é todo mundo que costura e cada um tem que virar do jeito que pode.

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    É isso aí, se a maneira de vender já estava mudando antes, depois dessa pandemia a evolução no jeito de comercializar vai ser ainda mais rápida.

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      Vida que não segue

      Só tem um detalhe em casa as pessoas comprar o imprescindível.
      Não estão saindo, não usam.
      Compram comida e só.
      Vai comprar o resto pra quê?
      Em casa ficamos de roupa puida ou pijama.

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    Conheço o assunto porque vi

    Senhor Jair.

    Você confessou uma ilegalidade.

    Não está permitido abrir com horário específico na loja.

    Sua loja está PROIBIDA DE ABIR PARA CLIENTES.

    Diante disso, peço que reveja essa sua atitude.

    Não faça como o proprietário da ORTOBOM e outros estabelecimentos, que estão abrindo escondidos.

    Alguns já foram fechados, interditados, multados.

    Outros terão o alvará cassado.

    Esses comércios estão sendo monitorados, e serão denunciados ao Ministério Público, que pode implicar criminal e civilmente os responsáveis.

    Por isso, seu Jair, repense.

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