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Consumidores fluminenses estão com menos medo de perder o emprego, segundo pesquisa da Fecomércio RJ

Matéria publicada em 29 de junho de 2022, 18:20 horas

 


Na pesquisa feita entre os dias 15 e 19 de junho, 37,1% dos entrevistados disseram ter muito medo de ficar desempregados, contra 40,3% do levantamento anterior feito em maio-Foto: Arquivo.

Estado do Rio- Sondagem feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) com 318 consumidores do estado do Rio de Janeiro mostra que o medo de perder o emprego caiu nos últimos três meses. Na pesquisa feita entre os dias 15 e 19 de junho, 37,1% dos entrevistados disseram ter muito medo de ficar desempregados, contra 40,3% do levantamento anterior feito em maio. 18,6% afirmaram ter pouco medo de perder o emprego, enquanto 44,3% não têm esse receio.

Em relação aos próximos três meses, 32,4% dos consumidores disseram estar com muito medo de perder o emprego, índice acima do verificado na pesquisa anterior, que foi de 30,9%. Porém, o número de pessoas com pouco medo de ficar desempregado apresentou queda. Em junho, ficou em 21,1%, contra 27% de maio. Não estão com medo de perder o emprego, 46,5%.

Medo era maior há um ano

Se comparado a junho de 2021, o número de entrevistados com muito medo de perder o emprego nos últimos três meses teve queda significativa. No ano passado, eram 52,2%, contra os atuais 37,1%. A confiança em não perder o emprego aumentou muito em relação ao mesmo mês de 2021. Atualmente são 44,3%, e em junho do ano passado eram 29,6%.

Retomada econômica

Em relação à expectativa da retomada econômica brasileira para os próximos três meses, a pesquisa mostra a pesquisa mostra a desconfiança dos consumidores aumentando em relação à sondagem de maio. Estão pessimistas ou muito pessimistas 50,7%. Em maio, esse índice era de 46,8%. Os confiantes ou muito confiantes, em junho, somaram 33,3%, contra 33,7% da pesquisa anterior. Os que acreditam que a situação não irá se alterar são 16%.

Sobre a retomada da economia do estado do Rio nos próximos três meses, o número de pessimistas ou muito pessimistas ficou em 49,1%, enquanto em maio foi de 47,5%. O número de consumidores confiantes ou muito confiantes é, atualmente, de 28,3%. Na pesquisa anterior, os que estavam confiantes ou muito confiantes somaram 30,2%. 22,6% dos entrevistados acham que a situação não irá se alterar.

Renda familiar

A quantidade de consumidores fluminense que afirmaram ter sofrido diminuição na renda familiar nos últimos três meses apresentou queda, indo de 53,7% em maio para 51,6% agora em junho. Os índices mostram que também houve queda na porcentagem dos que relataram aumento da renda familiar: 13,9% (maio) para 12,3% (junho). 36,2% disseram que a renda familiar continuou como está.

Para os próximos três meses, 46,5% acham que a situação vai continuar como está. Já 24,2% acreditam que a renda familiar vai aumentar ou aumentar muito. Os que acreditam que vai reduzir ou reduzir muito somam 29,2%.

Endividamento e inadimplência

O número de consumidores não endividados ou pouco endividados nos últimos três meses ficou em 59,1%. O percentual de endividados caiu de 29% em maio para 21,7% neste mês. O mesmo ocorreu com os muito endividados que em maio eram 23,5% e agora em junho são de 19,2%.

No novo levantamento do IFec RJ, 56,9% disseram não ter ficado inadimplentes nos últimos três meses, enquanto 27,3% afirmaram que tiveram dívidas. 15,7% ficaram pouco inadimplentes.

Entre os que se declararam inadimplentes, o cartão de crédito continua sendo o vilão, com 67,4% da inadimplência, seguido pelas contas de luz, gás, telefone, água e internet (34,8%), crédito pessoal (30,4%), cheque especial (29,6%) e IPVA (25,2%).

Consumo de bens duráveis

Perguntados sobre os gastos com bens duráveis, 36,7% afirmaram que irão manter seus gastos nos próximos três meses, enquanto 36,3% diminuirão e 27% aumentarão.

Nos últimos três meses, 48,9% disseram que os gastos foram menores com bens duráveis. 27,7% gastaram mais e 23,5% tiveram os gastos iguais.


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Um comentário

  1. Principalmente os empregados da CSN. Mesmo depois do gordo aumento salarial que receberam.

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