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Consumidores sentem “peso” da inflação ao irem às compras

Matéria publicada em 21 de março de 2015, 11:31 horas

 


Alternativa: Compra semanal pode ser boa oportunidade de se aproveitar promoções Foto: arquivo

Alternativa: Compra semanal pode ser boa oportunidade de se aproveitar promoções
Foto: arquivo

Barra Mansa –

A dona de casa, Marlene Nazaré Dias da Silva, de 55 anos, faz parte dos milhares de brasileiros que, a cada dia se assustam mais com os preços de produtos que compõem a cesta básica, sempre que vão aos supermercados. Embora a inflação oficial brasileira em fevereiro, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tenha ficado em 1,22%, apresentando leve recuo em relação à taxa de 1,24% de janeiro, a alta de preços dos produtos tem feito com que as donas de casa, assim como outros chefes de família, pesquisem preços, antes de efetuarem suas compras.

– Até o ano passado eu fazia a compra somente uma vez por mês no mesmo supermercado, e só e nos finais de semana comprava as frutas, frios e carnes. Agora que a cada dia as coisas estão mais caras, eu faço uma lista do que preciso, passo de supermercado em supermercado pegando os encartes e depois volto pra comprar. Pode parecer cansativo, mas é a melhor forma de você economizar em tempos em que os preços estão de assustar – enfatiza Marlene que, também como forma de economizar, compara a variação de preços de frutas, verduras e legumes, vendidos em hortifrutis e supermercados.

Encarregado de fazer toda a compra da casa, já que a esposa não gosta de encarar as inúmeras gôndolas e filas dos supermercados, o comerciante Nilton César da Cruz, de 41 anos, conta que desde o segundo semestre de 2014 tem observado uma grande variação nos preços de produtos consumidos no dia a dia. Conforme destaca, o que se percebe é uma grande diferença de preços de um determinado estabelecimento para o outro e, por isso, o jeito foi começar a fazer as compras “picadas”, para aproveitar as promoções.

– Minha esposa não gosta de fazer as compras, mas um dia antes de eu ir, ela pega vários encartes e nós vemos onde estão as coisas mais em conta. No dia seguinte eu vou de carro e percorro todos os supermercados. Teve um dia que cheguei ir a quatro lugares até finalizar toda a compra. Realmente neste ano, a cada ida aos supermercados é um grande susto, porque está tudo muito caro. Por isso não adianta, para economizar o jeito é correr atrás de preço – ressalta o comerciante garantindo que conseguiu reduzir seus gastos com alimentação em até 30% optando pela ‘maratona’ aos supermercados.

Substituição

A dona de casa Erica Dias da Rocha, de 40 anos, afirma que a melhor saída que ela e o marido adotaram para economizar na hora de fazer as compras, foi deixar os três filhos em casa e substituir produtos de marca por outros mais simples. Ela, que até outubro do ano passado gastava em média 550 reais, com toda compra do mês, disse que viu esse valor chegar próximo de 750 reais, no início deste ano.

– Realmente as coisas estão mais caras e isso deve tá pesando no bolso de todos os pais de família, assim como no nosso. Para que não falte nada para os nossos filhos, e eles não deixem de consumir o que já estão acostumados, optamos em comprar produtos de marcas mais baratas, mas que também tenham qualidade como, por exemplo, refrigerantes, biscoitos, iogurtes e sucos. E para que isso seja possível, nos não levamos mais eles, porque aí evitamos essa coisa da escolha. Hoje levamos apenas o que cabe no nosso bolso – destacou a dona de casa.

 Cesta básica

Responsável pela pesquisa de preços mensal da cesta básica, divulgada em Barra Mansa, o coordenador do Procon (Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor), Bruno Volpe Maciel, reconhece a alta nos preços, nos últimos meses. De acordo com ele, um levantamento feito pelo órgão, apontou um aumento de 12,97% no valor da cesta, se comparado o período de março de 2014 a fevereiro de 2015, no município. Na pesquisa de preços feita em fevereiro deste ano, o preço médio da cesta básica foi de R$ 184,81. Já em 2014, o preço médio era R$ 163,59. A pesquisa sempre é realizada em 11 estabelecimentos da área central, bairros e distritos do município.

– Para economizar e tentar fazer com que a alta dos preços não pese tanto no bolso, os consumidores devem optar por produtos da época e que não tenham preços interferidos por períodos de entressafra.

De acordo com ele, também serve como orientação, para que as donas de casa se esquivem dos preços altos, as pesquisas que podem ser feitas por encartes, sempre levando em conta que a variação de uma loja para outra pode chegar até 40%. Além disso, Maciel também destaca a que a aquisição de produtos alternativos ou de marcas próprias da rede de supermercados também é uma ótima alternativa para quem quer economizar.

– Comprar por semana pode ser uma boa oportunidade de aproveitar as promoções que os supermercados oferecem. O país vive um momento difícil, mas ainda não há necessidade das pessoas fazerem estoque de comida, comprando tudo de uma vez, com receio de uma variação que seja muito absurda, como já houve em outros tempos – finalizou o coordenador, ao informar que qualquer pessoa pode ter acesso à pesquisa de preços da cesta básica do município.

O levantamento é feito mensalmente e pode ser obtido na sede do Procon, que funciona em um prédio no pátio da prefeitura. Na próxima semana o órgão fará a pesquisa referente ao mês de maio, na qual também estarão incluídos os preços de produtos da Páscoa.

Por Roze Martins

(ESPECIAL PARA O DIÁRIO DO VALE)


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Um comentário

  1. ÊTA POVINHO corrupto

    Ué, votaram nos mesmos, querem o quê?

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