quinta-feira, 6 de agosto de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Economia / Crise internacional e problemas internos são causas do desemprego no Brasil

Crise internacional e problemas internos são causas do desemprego no Brasil

Matéria publicada em 1 de maio de 2016, 22:26 horas

 


Especialistas dizem que países emergentes têm falta de empregos; País sofre com problemas políticos e fiscal

Em queda: Segundo dados do Caged, 1,85 milhão de vagas de trabalho formal foram fechadas em 12 meses (Arquivo/Agência Brasil)

Em queda: Segundo dados do Caged, 1,85 milhão de vagas de trabalho formal foram fechadas em 12 meses (Arquivo/Agência Brasil)

Brasília – O Brasil chegou ao Dia do Trabalho, neste 1º de maio – comemorado neste domingo -, com taxa de desemprego de 10,9%, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já os números de março do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mostram supressão de 1,85 milhão de vagas formais em 12 meses. O aprofundamento do desemprego atinge as economias emergentes em geral. Mas o caso brasileiro é agravado pelas crises política e fiscal.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) projeta aumento em 2,4 milhões no número de desempregados nas economias emergentes em 2016. Steven Tobin, do Departamento de Pesquisa da OIT, explica que a deterioração do mercado de trabalho nesses países está ligada à redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos em um país). Na América Latina e Caribe, a situação é considerada mais grave, com contração do PIB em 2015.
– Enquanto as economias emergentes navegaram pela primeira fase da recessão global relativamente bem, elas recentemente experimentaram marcada deterioração nas perspectivas econômicas e do mercado de trabalho. A situação é particularmente crítica na América Latina e Caribe. A região deve crescer significativamente abaixo da média mundial nos próximos anos – destacou Tobin.
O pesquisador ressaltou que, dadas as características de alguns países emergentes, os efeitos sociais do desemprego podem se tornar mais nefastos.
– Desde que muitas dessas economias não têm um sistema de benefícios abrangente, ou políticas ativas para o mercado de trabalho, os efeitos de um aumento do desemprego nesses países pode afetar negativamente os padrões de vida e a qualidade dos empregos – afirmou citando com uma das consequências o aumento do emprego informal.
Particularmente no Brasil, Tobin citou a diminuição da demanda externa, em especial da China, e a queda nos preços das commodities (produtos primários com cotação internacional) como fatores que contribuíram para o aumento da taxa de desemprego. No entanto, diz ele, esse cenário acabou revelando fraquezas estruturais do país, como a baixa produtividade. Segundo o pesquisador, o Brasil teve “excessiva confiança” na exportação de commodities durante os anos de prosperidade.

Crise interna

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a situação do país se torna mais difícil devido a uma crise fiscal. O governo tenta cortar despesas para equilibrar as contas públicas, afetadas por gastos elevados e também pela queda na arrecadação tributária causada pela recessão. Paralelamente, o Brasil vive uma crise política que impacta a economia e cujo episódio mais recente, a aprovação do pedido de abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, paralisa as ações que poderiam melhorar o cenário econômico.
– Há um travamento da economia brasileira que é um terço decorrente da crise internacional e dois terços, dos nossos problemas internos. Associada à crise internacional, temos a crise fiscal, hídrica e a Operação Lava Jato. Ao atuar no sentido de coibir a corrupção, ela trava o setor da construção, que era muito forte. Vários fatores estão atuando simultaneamente – afirmou o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio.
Para o economista Gilberto Braga, professor da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas Ibmec, o quadro é “desorientador”. Ele diz que só haverá perspectiva de melhora no emprego com a solução da crise política. – É preciso que o imbróglio político seja resolvido para que exista a possibilidade de a economia se reaprumar. O nível de emprego demora a reagir. Quando os índices macroeconômicos pioram, o emprego é o último cair. E também é o último a voltar ao normal – destacou
Braga recomendou também que quem perdeu o emprego nunca perca de vista a qualificação.
– O importante é se qualificar, sempre. Hoje em dia, com o mercado mais fechado, quem tem o currículo melhor tem mais chances. Não se deve desistir de fazer cursos, estágios e de procurar emprego – aconselhou. Ele lembrou que o empreendedorismo é uma tendência em épocas de desemprego alto.
– Entretanto, justamente por ser tendência, há muita concorrência – alertou.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

4 comentários

  1. Avatar

    >>>>>>> A PREMISSA NAO PARECE CONDIZER COM A REALIDADE DOS FATOS ORA ACONTECEM!!!!!!!!!!!

  2. Avatar
    José Carlos Viana

    Antigamente, tudo de ruim que acontecia no Brasil, colocavam a culpa nos Estado. unidos e no FMI…..
    Agora, com esse Desgoverno, querem,mais uma vez, colocar a culpa no Exterior….
    A mentira é tão escandalosa que, basta vez os países vizinhos que estão crescendo,com taxas baixas de desemprego….e, inflação controlada.

    ,

  3. Avatar

    Ué, mas a crise internacional já existia desde 2008 e não afetou o Brasil até 2013 quando em 2012 a Dilma mexeu e abaixou a SELIC. (ela não devia abaixar a SELIC em plena crise mundial)

  4. Avatar

    Agora a culpa não é mais do Moro? da globo? dos coxinhas?da oposição? da corrupção? É da crise internacional? kkkkkkkkk

Untitled Document