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CSN tenta retomar as obras da ferrovia Transnordestina

Matéria publicada em 16 de setembro de 2019, 15:55 horas

 


Já foram investidos na obra R$ 6,2 bilhões e ainda faltam R$ 6,7 bilhões para concluir os 48% da ferrovia que restam para ser feitos.

São Paulo – A CSN confirmou na última sexta-feira (13) que vem negociando com o governo federal para retomar as obras da Transnordestina, ferro via que vai ligar o interior do Piauí aos portos de Pecém, no Ceará e de Suape, em Pernambuco . Já foram investidos na obra R$ 6,2 bilhões e ainda faltam R$ 6,7 bilhões para concluir os 48% da ferrovia que restam para ser feitos.

A empresa corre o risco de perder a concessão devido a dois processos administrativos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O processo mais avançado envolve a malha em operação da chamada velha Transnordestina – resultado da privatização da malha ferroviária do Nordeste na década de 1990. Quem decidirá o futuro da ferrovia será o Ministério de Infraestrutura.

O caso mais grave envolve a nova Transnordestina, em construção há 13 anos. Desde o ano passado, as obras estão paralisadas por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que viu problemas “de ordem técnica e financeira”. Segundo a Corte, o andamento das obras é incompatível com a execução financeira inicialmente prevista.

Iniciado em 2006, o projeto teve seu orçamento revisto algumas vezes. Os primeiros estudos apontavam que o valor mais razoável girava em torno de R$ 8 bilhões. Mas o Governo pediu mudanças e reduziu para R$ 4,5 bilhões. Em 2012, o orçamento já estava em R$ 5,4 bilhões e subiu para R$ 7,5 bilhões depois de uma série de negociações entre os acionistas. Hoje, o empreendimento está em R$ 11,2 bilhões.

Do montante investido até agora, R$ 1,3 bilhão – 20% do total – saiu dos cofres da CSN. Outros 61% foram financiados por fundos públicos destinados a projetos no Nordeste, como Finor, FNE e FDNE e pelo Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estatal Valec colocou R$ 1,2 bilhão no empreendimento.

A continuidade das obras da Transnordestina foi elencada por representantes dos nove estados nordestinos, mais Minas Gerais e Espírito Santo, como uma das ações prioritárias do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) a serem incluídas no Plano Plurianual (PPA).


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4 comentários

  1. Avatar

    Antes da CSN pegar dinheiro com banco estatal , o governo Federal ! poderia exigir dela ! pra pagar as dívidas trabalhistas, o Juizes batem o martelo, ela a CSN , fica enrolando os trabalhadores, não paga e ainda não cumpre o acordo das privatizações, que todo funcionário que trabalhou na CSN e aposentou nela, tem direito ao plano de saúde ” gratuito” e ela simplesmente manda cortar…isto é um absurdo de injustiça com tantos ex colaboradores e atuais colaboradores, já que está no acordo no edital das desestatizações o direito ao plano de saúde vitalício.

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    Mas o pessoal fala que é só privatizar ou fazer a concessão para o setor privado que tudo se resolve.

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      Quem está emperrando é a burocracia estatal. Leu a matéria?… O problema é que esse projeto já nasceu viciado, mas cancelá-lo agora é estupidez. O Brasil necessita que o Nordeste se desenvolva para que outras regiões não arquem com os custos de sua pobreza. São quase 60 milhões se um total de 200 milhões de brasileiros. Não há no mundo uma disparidade regional tão grande nem tão onerosa… Não fosse o dreno de recursos para aquela região, além da migração maciça de pessoas sem qualificação, o Sul e o Sudeste teriam indicadores sociais e econômicos de países como Espanha e Itália… O Nordeste é para o restante do país o que o México é para os EUA e o Leste Europeu é para o Ocidente…

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      Qual estatal criou os problemas de ordem técnica e financeira?

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