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Delivery: praticidade ao cliente e economia aos comerciantes

Matéria publicada em 30 de junho de 2019, 13:00 horas

 


Correria do dia-a-dia e explosão de aplicativos estão entre causas da busca pela comida no lar ou no trabalho

Até mesmo frutas e legumes são entregues a partir de pedidos por aplicativos
(Foto: Pollyanna Moura)

Volta Redonda- Cada vez mais comerciantes estão optando por trabalhar com serviços de Delivery, alguns exclusivamente com esta modalidade. Em Volta Redonda, proliferam os aplicativos e panfletos que mostram esta tendência em alta. Seja pelo telefone, mensagens ou redes sociais, nunca foi tão fácil pedir comida em casa. De todo tipo: do sushi ao churrasco. A tradicional pizza e os sandubas, no entanto, não podem ser menosprezados.
Para o sushimam Thiago Medeiros Pereira, que há dois anos resolveu deixar de atuar em restaurantes para abrir o seu próprio negócio, a opção por trabalhar só com Delivery foi pelo fato de exigir um custo menor de investimento.
– O capital que tinha disponível não dava para montar um restaurante, mas como eu já tinha boa parte do material e maquinário – como facas, fogão industrial, freezer – optei por trabalhar só com entregas. Como já trabalhava fazendo eventos, só faltava alugar um ponto para que eu e o meu sócio iniciássemos o nosso negócio – disse.
Segundo Thiago, o crescimento do serviço de delivery é sem dúvidas impulsionado pelos diversos aplicativo de comida, lembrando que no seu caso ele criou o seu próprio sistema.
– Outra grande vantagem do delivery é a praticidade e rapidez nos pedidos. A praticidade do aplicativo possibilita que várias pessoas solicitem pedidos ao mesmo tempo. Pelo meu aplicativo, em um dia de pico já cheguei a receber mais de 30 pedidos em meia hora, sendo que a nossa média semanal é de 27 entregas por dia – explicou.
Quem também resolveu apostar nos serviços de delivery foi o comerciante Paulo Ricardo Carneiro, que há cinco anos montou uma quitanda no Jardim Amália II, onde trabalha vendendo produtos da roça e artigos artesanais, como queijo, linguiça, doces, feijão, fubá, biscoito amanteigado, sucos naturais, além de frutas, legumes e verduras.
– A ideia do delivery surgiu depois que criamos um grupo de clientes pelo WhatsApp para divulgar a quitanda. Aos poucos o número de pedidos de entregas pelo grupo foi aumentando se utilizando o WhatsApp. Atualmente estou utilizando os serviços de um aplicativo de moto boy, onde só pago a taxa de entrega pelo serviço e está valendo a pena. O delivery é o que nos mantém e graças a esse serviço entregamos pedidos em Volta Redonda e Barra Mansa. Se não fosse o serviço de entregas, já teríamos fechado as portas, lembrando que 70 a 80% de nosso faturamento hoje vem do delivery – afirma satisfeito o comerciante Paulo.
A confeiteira Nancy Monteiro confessa que é uma assídua utilitária dos serviços de delivery por aplicativo ou telefone, mas afirma que é bem exigente.
– Acho uma grande vantagem, pois além de ser mais cômodo e não precisar sair de casa, caso eu não goste do produto ou do serviço de entrega, posso usar o aplicativo para escolher o produto do concorrente.

Crescimento do serviço de delivery na região

Para a analista do Sebrae na região do Médio Paraíba, Marilza Dutra Reis, o serviço de delivery tem crescido não só na região, mais em todo território nacional. Com o dia a dia cada vez mais corrido, o atendimento se torna prático, pois o cliente não precisa enfrentar filas e se livra do stress do trânsito. “O Delivery é um facilitador na vida das pessoas e tende a crescer cada vez mais”, admiti.
Segundo Marilza, com a utilização da internet, os aplicativos são grandes facilitador nesse processo. Estudos recentes comprovam que as pessoas confiam mais em equipamentos habilitados para internet para fazer pedidos de comida e demais produtos, para levar ou entregar, do que outros métodos de pedidos.
Mas a analista do Sebrae alerta: nem tudo é alegria. “A maioria dos empresários não percebem que os pedidos realizados através destes serviços não garantem que os consumidores se tornarão clientes. No fim, eles não passam de usuários daquele aplicativo e dificilmente serão fidelizados”, destaca.


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