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Dilma troca Joaquim Levy por Nelson Barbosa na Fazenda

Matéria publicada em 18 de dezembro de 2015, 18:23 horas

 


Trocou: Joaquim Levy deixa o Ministério da Fazenda e Nelson Barbosa ssume

Trocou: Joaquim Levy deixa o Ministério da Fazenda e Nelson Barbosa ssume


Brasília –
A presidente Dilma Rousseff decidiu tirar Joaquim Levy do Ministério da Fazenda e substituí-lo pelo atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa. Para o lugar de Barbosa, Dilma nomeou o ministro da Controladoria Geral da União (CGU), Valdir Simão.

A troca no comando da equipe econômica foi anunciado nesta sexta-feira pelo Palácio do Planalto, por meio de nota à imprensa, e ocorre após uma semana conturbada no Congresso Nacional, onde esteve em votação a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Plano Pluriananual (PPA) e o Orçamento de 2016.

Aprovada na quinta-feira pelo Congresso Nacional, a LDO trouxe como novidade, em relação ao texto aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em novembro, a redução da meta do superávit primário do governo federal de 0,7% para 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sem deduções (R$ 24 bilhões). A mudança foi apresentada pelo relator da proposta, o deputado Ricardo Teobaldo (PTB-PE), depois de negociações com o governo, com o objetivo impedir o corte de R$ 10 bilhões do programa Bolsa Família.

Levy sempre defendeu que a meta fiscal ficasse em 0,7%, tendo, inclusive, feito um apelo aos líderes partidários, na última segunda-feira (14), para que trabalhassem pela aprovação de três medidas provisórias que aumentariam receitas, evitando, assim, o corte do Bolsa Família e de outros programas sociais, proposto anteriormente pelo relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR). Na ocasião, Levy também reafirmou o compromisso do governo com a meta de esforço fiscal em 0,7% do PIB (PIB).

A demissão de Levy vem ao encontro da demanda de vários movimentos sociais, que criticavam a condução do ajuste em prejuízo a direitos dos trabalhadores. Por diversas vezes, especulou-se que o próprio Joaquim Levy pudesse pedir demissão, já que algumas de suas opiniões, no sentido de aumentar o rigor do ajuste fiscal, eram contestadas pela própria presidente Dilma. Levy, que ocupou o cargo por menos de um ano, foi o responsável pela execução de medidas de ajuste fiscal do governo praticadas nos últimos meses, algumas das quais ainda não foram aprovadas pelo Congresso Nacional.

Perfil

Ex-secretário executivo do Ministério da Fazenda, Barbosa deixou o cargo ao lado do então ministro, Guido Mantega, em 2013. Durante a participação no primeiro governo da presidenta Dilma Rousseff, elaborou estudos de medidas de desoneração para estimular a economia e formulou uma minirreforma tributária para acabar com a guerra fiscal entre os estados.

No início deste ano, substituiu a então ministra Miriam Belchior como titular do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Antes, havia participado da equipe econômica do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outros ocasiões. Em 2003, integrou a equipe de Guido Mantega no Planejamento. De 2004 a 2006, trabalhou no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), também junto com Mantega.

Barbosa também esteve à frente da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, em 2007 e 2008, e da Secretaria de Política Econômica, de 2008 a 2010. Ele é professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em economia pela New School for Social Research, nos Estados Unidos.


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3 comentários

  1. Avatar

    Muda o boneco, mas não muda o ventríloquo. Ele sozinho não tem poder de mudar a política econômica brasileira, afetada por toda uma conjuntura que extrapola as atribuições da pasta…

  2. Avatar

    Em tudo que ele mexe mostra incompetência.

    Colocar um filhote de banqueiro e capitalista para comandar um órgão público. Não pode dar certo né?

    A exceção foi o Henrique Meirelles que aceitou o cargo com a condição do LULA não dar nenhum palpite no Banco Central , e ele contou com o Tombine que conhece a Administração Pública e entende de Gestão Pública. Com a saída do HM, o Tombine assumiu o BC e vinha fazendo um bom trabalho, mas

    a petista economista meteu o nariz onde não devia e abaixou a SELIC num momento que devia ELEVAR ÀS NUVENS.

    Conclusão: Temos de trocar é ela, não os ministros. Esse daí vai ser mais um queimado.

  3. Avatar

    ELE SABE A PICA QUE ESTA POR VIR, ANO QUE VEM O BRASIL AFUNDA !!!!!

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