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Economista dá dicas de planejamento financeiro para o início do ano

Matéria publicada em 19 de janeiro de 2019, 11:01 horas

 


Segundo especialista, reservas financeiras ajudam no pagamento de contas como IPTU e IPVA

Volta Redonda- O ano mal começou e as pessoas já ficam se questionando sobre a vida financeira e como elas devem se preparar para iniciar 2019 com um planejamento econômico. A ideia é acumular o menor volume de dívidas possível. Na opinião da economista, Sônia Cristina Vasconcelos Vilela, professora de economia do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), planejar não é uma matéria fácil, mas extremamente necessária.
Ela alerta para os riscos do descasamento entre renda e consumo, que acaba por descontrolar e reduzir a capacidade de custo futuro, promovendo com isso o endividamento e, por consequência o empobrecimento da população.
– Portanto, é necessário montar uma planilha do total da renda e de todas as despesas, tanto as fixas quanto as variáveis. Ter a preocupação em controlar as despesas com o firme propósito de ter superávit (receita maior que despesa) promovendo uma Poupança mensal. É necessário também disponibilizar uma reserva financeira para os sonhos, por exemplo, para as férias. Caso planeje uma viagem, é importante, pagar primeiro e viajar depois, e não o contrário. Com o planejamento e as reservas financeiras, a possibilidade de fazer grandes economias e melhorar o resultado obtido é muito significativa. O prêmio obtido se traduz em melhoria de qualidade de vida – opinou a economista.
Segundo a economista, vale mais a pena pagar as contas do início do ano à vista, como são os casos dos boletos de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto Sobre Propriedades de Veículos Automotores).
– Sempre que houver desconto é melhor pagar à vista, se as pessoas tiverem reservas financeiras disponíveis. Ainda que as pessoas acreditem que o percentual seja pequeno, ainda é um bom negócio. Principalmente em comparação com a Poupança, que rendeu em 2018 menos de 0,5% ao mês. Um rendimento de Renda Fixa de 1% ao mês foi extremamente rentável. Assim, quaisquer descontos que sejam maiores que 1% são atraentes no cenário econômico atual – destacou.
A economista lembrou que se o IPVA vier com um desconto de 3%, é um bom negócio pagar à vista. Quanto ao IPTU, a maioria dos municípios da região tem oferecido cerca de 10% no pagamento à vista, que também é muito favorável, caso o número de parcelas seja de no máximo 10 vezes.
Agora, para quem não tem reservas para tais compromissos, Sônia orientou que é melhor pagar parcelado e não se deve cogitar – em hipótese alguma – fazer qualquer tipo de empréstimo para pagar à vista.
– Todas as modalidades de crédito são exponencialmente maiores do que quaisquer descontos – disse.

De olho no material escolar

Em relação ao material escolar, a economista aconselhou primeiramente fazer pesquisa de preços, tentar comprar à vista e pechinchar o máximo possível.
– É bom verificar também se existem materiais do ano passado em bom estado, pois passando esse momento inicial, os preços tendem a baixar. Principalmente itens mais caros como: mochilas, calçados, uniformes de frio. Outra saída é procurar comprar por atacado, juntando um número de pais para ganhar na quantidade – recomendou.
A compra de livros usados é outra opção bem válida e vantajosa, destacou Sônia.
– A compra de livros usados traz uma economia fantástica, principalmente para os literários. Alguns didáticos também, exceto para aqueles que são utilizados para anotações e resoluções de exercícios. A negociação de livros usados pode ser feitos na própria escola, nos grupos de negociação via web ou por aplicativos. Ou ainda, de forma direta, possibilitando o contato interpessoal que é o mais interessante sob o ponto de vista de ampliação das relações humanas – defendeu a economista.
Na opinião da professora de economia, sempre compensa comprar à vista. E caso o consumidor tenha uma boa capacidade de negociação, isso vai acarretar num desconto significativo.
– Pechinchar é a ordem do dia, uma prática que deve constituir no dia a dia das compras. Quaisquer compras – finalizou.

Consumidores divergem sobre
pagamento à vista ou parcelado

Para a dona de casa Alexandra da Cunha, a opção de pagar à vista o material escolar da filha vai depender da quantidade de mercadorias compradas.
– No caso de uma compra com um valor alto, prefiro parcelar, mas como estou indo em vários locais para pesquisar, nas pequenas quantidades de mercadorias prefiro pagar a vista – opinou.
Já a estudante do segundo ano do ensino médio, Lívia Viana de Oliveira, que prefere comprar o seu próprio material, afirmou que sempre opta por pagar à vista devido aos descontos.
– Vejo mais vantagens na compra à vista – disse.
A dona de casa Gina dos Santos comentou que sempre pechincha para obter descontos e sempre faz pesquisa de preços antes de comprar o material escolar.
– Gosto de pagar à vista por achar melhor comprar tudo de uma vez só – afirmou.


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