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Economistas falam sobre expectativa no setor comercial pós-pandemia

Matéria publicada em 4 de setembro de 2020, 09:04 horas

 


Comércio terá que se adequar a nova realidade-Foto: Paulo Dimas

Sul Fluminense –Após meses em isolamento social, medidas restritivas sobre o comércio, aumento do desemprego e diminuição do poder de compras das pessoas, a pandemia também acabou mexendo nas relações comerciais. A  economista Sônia Cristina Vasconcelos Vilela, professora do Centro Universitário de Barra Mansa (UBM), acredita que, após a pandemia, o consumismo e compras desenfreadas não terão lugar mais na economia.

Na opinião dela, as atividades comerciais deverão ir ao encontro do público mais voltado em suas casas, que tenderão a se aglomerar menos.

– A pandemia permitiu aflorar a parcela importante que está na economia informal, sem direitos trabalhistas e sociais, alijados dos processos de crescimento. Porém, o que a crise deixou transparente e límpido, é que é tempo de mobilizar recursos para colocar na saúde e na garantia do trabalho das pessoas, imediatamente e em primeiro lugar. Mudamos nossa existência e nossa forma de trabalhar de um dia para outro, sem nenhum direcionamento, apenas com o instinto de sobrevivência – destacou.

Recuperação mais lenta

De acordo com a economista, a recuperação tenderá a levar pelo menos dois ou três anos. “De qualquer forma, o atendimento às necessidades básicas continua. Os gastos com tecnologia aumentaram significativamente, bem como os bens para atender ao bem estar. Em compensação grandes eventos e viagens em Cruzeiros demandarão um tempo maior para voltarem a fazer parte do objeto de desejo dos consumidores”, ressalta.

Para ela, as empresas já perceberam que existem muitos trabalhos que podem ser feitos em casa, economizando combustível e tempo de deslocamentos, ou mesmo, tempo destinado ao atendimento de um consumidor.

-É fato que as pessoas terão mais tempo para a casa e para as famílias. Uma preocupação de vários pensadores é a possibilidade de transformar atividades humanas de extrema importância para a construção do ser humano, como a educação, em acesso remoto ou EAD – opinou.

Em relação aos pontos positivos que o comércio pode tirar da pandemia, a economista acredita que tanto o comércio como as pessoas tiveram que buscar soluções imediatas para problemas nunca vistos.

– Há uma demanda reprimida, como nos serviços de estéticas, cirúrgicos, cuidados pessoais e outros sociais, que foram reduzidos a níveis jamais vistos, prontos para serem retomados. Porém, depois do impacto inicial, o instinto e a veia empreendedora tomaram o seu lugar para buscar saídas para a situação inusitada. Ademais, a flexibilidade, com restrições, deverá eclodir com as festas do Natal. Que deverá ser inesquecível, depois desse ano inimaginável – concluiu.

Comércio terá que se adequar ao novo perfil de cliente

Para a economista Paloma Lopes, professora do Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB), aquelas pessoas que gostaram de comprar online dificilmente retornarão às compras presenciais. Então, para que o comerciante não perca o cliente, ele deverá identificar o novo perfil do seu público.

-Acredito que compras online com entrega em loja ganharão cada vez mais espaço. As lojas físicas deverão se reinventar, fazendo com que o cliente se sinta chamado a entrar nas lojas. Vitrines bem montadas serão fundamentais – recomenda.

Na opinião da economista Paloma, entre os pontos positivos que o comércio poderá retirar desse período pós-pandemia, está no fato de que o comerciante poderá reestruturar seus estoques e até reduzir custos com isso.

– Conhecer o cliente e idealizá-lo é o primeiro passo para a sustentabilidade do negócio. Se eu sei exatamente quem são meus clientes não ficarei com peças “encalhadas” no estoque e o meu giro será muito melhor. Os investimentos realizados no e-commerce trouxeram novos clientes e fidelizaram os antigos, o que foi muito bom para os comerciantes – destaca Paloma.

 


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3 comentários

  1. Avatar

    Mas não foi o posto ipiranga que dizia que o Brasil iria decolar 90 dias após o término da pandemia ? Isso é que dá ser gado. Por culpa de voces jajá o arroz tá 30 reais o quilo. A proposito, por que a esposa do presidente recebeu 89 mil do Fabricio Queiroz ?

  2. Avatar

    Acho que o setor que crescerá no pós pandemia será o turismo.

    As pessoas viram que não precisam de roupas de marca, de casas grandes e com luxo.

    As pessoas irão querer viver o que não viveram , pois protelaram para o amanha .

    Se deram conta que a vida é um sopro e que caixão não tem gaveta .

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