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Em tempos de crise, trabalho de costureiras de Volta Redonda dobra

Matéria publicada em 19 de julho de 2015, 18:09 horas

 


costureira volta redonda

Volta Redonda – Vários setores da economia, do automobilístico até o alimentício, passando pelo comércio, vêm sofrendo com a instabilidade econômica do país. No meio dessa tempestade muitas pessoas têm alterado os hábitos e a rotina de consumo. E mais: a mudança tem contribuído para o aumento de trabalho das costureiras.

Segundo Cleuza de Paula Ramos, que é costureira há 18 anos e possui um ateliê na Vila Santa Cecília, com o momento econômico atual as pessoas têm optado por “reciclar” uma roupa ou até mesmo aproveitar as promoções da internet, e por isso, às vezes, é necessária a realização de alguns ajustes.

– Todos estão aproveitando suas roupas ao máximo, passam de mãe para filha, de uma amiga para outra… Enfim, estão reciclando. Fora isso, uma tendência atual é que as pessoas andam comprando muitas roupas em promoção na internet e acabam precisando consertar depois. A crise só está me beneficiando – disse Cleuza, que atualmente trabalha com uma equipe de 10 pessoas e a demanda diária é de 200 ou mais peças.

As amigas Olga e Nancy se conhecem há 13 anos e em oito deles mantém juntas um ateliê de costura no “beco da bicicleta”, no Aterrado. Elas disseram que a procura por seus trabalhos aumentou nos últimos meses.

– Não estamos em crise, não. Nós queremos trabalhar e todos continuam nos procurando. Às vezes temos que fazer até ‘serão’ (trabalho em hora extraordinária). Em relação aos clientes, o máximo que pode acontecer é alguns deles pedirem desconto no final valor da peça, mas isso é negociável – contou Nancy, ao mesmo tempo em que costurava uma das muitas peças de sua bancada.

As costureiras disseram que com tanta demanda fica até difícil precisar quantas peças são consertadas por dia, mas contaram que são calças, blusas, roupas sociais e até vestidos de noiva, reparados ou restaurados, e até a confecção de novas peças também cresceu.

Outra que também está aproveitando o momento de crise para lucrar é a costureira Maria José da Silva, que está no ramo há quase 40 anos. Ela lembrou que sai muito mais em conta consertar ou mandar fazer uma roupa, do quê comprar em uma loja.

– Eu, particularmente, não compro roupas. Vale mais a pena consertar as antigas e mandar fazer as novas na costureira. Talvez seja por isso que o meu trabalho não tenha sido afetado – concluiu.


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3 comentários

  1. Alô revisor do Diário! Serão, no sentido de hora extra, se escreve com S, conforme aqui eu escrevi. Favor corrigirem o texto.

  2. cada um puxa a sardinha pro seu lado.

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