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Empresários da região esperam alta nas exportações nos próximos meses

Matéria publicada em 12 de setembro de 2018, 21:16 horas

 


Elevada cotação do dólar frente ao real é um dos fatores que beneficia as vendas externas

Volta Redonda – Os empresários do Sul Fluminense estão otimistas para os próximos meses. É o que revela a terceira edição da pesquisa ‘Retratos Regionais: Cenário Econômico’, divulgada nesta quarta-feira, 12 de setembro. A expectativa é positiva, principalmente, em relação ao setor externo. Na pesquisa, especialistas da Federação das Indústrias analisaram dados exclusivos sobre os 17 municípios da região, além dos cenários econômicos internacional, do Brasil e do Estado do Rio.

O Sul Fluminense é o 4º maior polo industrial do estado do Rio de Janeiro. A indústria corresponde a 25% do Produto Interno Bruto (PIB) da região. Entre os setores mais fortes, vale destacar o automotivo, metalurgia e naval, o que justifica que Volta Redonda, maior economia da região, Angra dos Reis e Resende, respondam pela metade do PIB regional.

Apesar da confiança para os próximos meses, o momento atual ainda é desafiador. A Sondagem Industrial mostra que, em junho, a indústria do Sul Fluminense apresentou queda na produção e a demanda foi atendida com os produtos em estoque, cenário semelhante ao observado no estado. Dentre os entraves que impactam a recuperação, a carga tributária e a demanda insuficiente foram os itens mais apontados na pesquisa. A greve dos caminhoneiros também teve impacto significativo na produção, com a falta ou o alto custo da matéria prima.

Além da conjuntura internacional mais favorável que a nacional, a elevada cotação do dólar frente ao real também é um fator que beneficia as vendas externas, de acordo com os empresários da região. Para o presidente da Firjan Sul Fluminense, Antônio Carlos Vilela, embora a pesquisa tenha sinalizado otimismo entre empresários da região, principalmente pelas oportunidades das exportações diante de um cenário favorável da taxa de câmbio, o momento ainda é de muita apreensão.

— A incerteza política impacta no crescimento econômico e nas decisões de investimentos por parte das empresas. O verdadeiro otimismo e o retorno aos investimentos somente serão percebidos após as eleições e diante de movimentos concretos para uma estabilidade fiscal, no país e no estado do Rio de Janeiro. Isto somente será possível diante da retomada das reformas necessárias, fiscal e previdenciária — detalha Vilela.

Nesse cenário, mesmo com a expectativa para o segundo semestre de 2018 de aumento da demanda por produtos e aumento na compra de matérias primas, apoiada nas exportações, os industriais continuam pessimistas quanto a novos investimentos. A ainda lenta retomada da atividade econômica, a situação financeira das empresas e as incertezas no cenário político mantém a maioria dos empresários céticos em aumentar a capacidade produtiva de suas indústrias.

Em relação à situação financeira, a principal queixa dos empresários na pesquisa é a dificuldade de acesso ao crédito e a baixa margem de lucro. Na medida em que as empresas não conseguem vender, elas têm dificuldades em ter dinheiro em caixa e, sem garantias de pagamento, a taxa de juros do crédito fica ainda mais elevada. As empresas de médio e pequeno portes, que correspondem a mais de 90% das empresas da região, são as que mais sofrem com a falta de capital em caixa, já que o financeiro ativo das mesmas é inferior ao das grandes empresas.

Dessa forma, entre os investimentos mapeados na região, que somam R$ 1,7 bilhão, a maior parte se concentra nas empresas maiores. Destaque para o ciclo de investimentos na MAN Latin America, ampliação da capacidade da fábrica da Nissan. Por fim, vale também destacar o investimento público na recuperação da RJ-163, que liga a Via Dutra à Visconde de Mauá, em Resende.

Os dados de mercado de trabalho do Sul Fluminense revelam a oscilação da atividade econômica. Nos primeiros seis meses de 2018, a região apresentou saldo positivo, com a criação de 55 vagas. Entretanto, esse resultado se deu por conta do setor de serviços, que gerou mais de 900 vagas no período, concentrados nas áreas de educação e transporte. A indústria, por sua vez, fechou -294 vagas no período, principalmente nas atividades de equipamentos de transporte e metalurgia.

Entre as cidades, Angra dos Reis foi o 5º município que mais fechou postos em todo o estado do Rio nesse período, no setor de equipamentos de transporte (-474). Entretanto, a maioria dos municípios da região gerou vagas, com destaque para Volta Redonda, na indústria de manutenção e reparação, e Barra Mansa, em serviços de transporte e educação.

Na vertente segurança pública, especificamente roubo de cargas, a região apresentou resultados melhores que a média do estado. Entretanto, enquanto o estado apresentou queda no número de ocorrências desse tipo de furto no segundo trimestre deste ano, o Sul Fluminense registrou aumento de 5%, comparado ao mesmo período em 2017. O aumento é reflexo da situação alarmante em que Angra dos Reis se encontra: a cidade da Costa Verde corresponde a quase metade dos registros de furto (43%).

Um comentário

  1. Só não podem apitar na política. Por favor, fiquem de fora de indicação de candidatos. O Pezão foi o pior exemplo da indicação dos empresários. Se o empresariado perdeu riquezas e ainda está perdendo é devido a indicação de vocês.

    Após as eleições tudo muda na área econômica. Não se sabe como diante das mudanças. Abaixem a bola para não perderem mais riquezas depois.

    É uma LOUCURA investir em época de incertezas. Repetindo aqui o mesmo de 2013 quando estavam apoiando o Pezão.

    Só para lembrar: hoje a inflação e a taxa SELIC estão baixas é devido as eleições para talvez enganar até os empresários. Após as eleições se preparem para a escalada sem rumo desses dois indicadores. Até quando não se sabe.

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