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Exportações fluminenses têm o melhor desempenho desde 2013, segundo Firjan

Matéria publicada em 10 de setembro de 2019, 18:08 horas

 


De acordo com o boletim Rio Exporta, produzido pela federação, saldo comercial do Rio de Janeiro foi de US$ 5,7 bilhões no primeiro semestre do ano

Rio – O estado do Rio registrou saldo comercial de US$ 5,7 bilhões no primeiro semestre do ano, puxado pelo aumento de 17% nas exportações – o melhor desempenho desde 2013 – e queda de 3% nas importações. O resultado manteve o Rio como segundo estado brasileiro com maior fluxo internacional, atrás apenas de São Paulo. A corrente de comércio atingiu US$ 22,1 bilhões, sendo US$ 13,9 bilhões em exportações e US$ 8,2 bilhões em importações. Os dados são do Rio Exporta, boletim de comércio exterior do estado, elaborado pela Firjan.

-O resultado se deve, sobretudo, às vendas externas de produtos básicos, que vêm aumentando desde 2016 e somaram, no período, US$ 9,3 bilhões – conta Flavia Alves, especialista em Comércio Exterior da federação. O item líder da pauta continua sendo o petróleo, destinado principalmente à China e aos Estados Unidos. Houve uma expansão de 19% nas vendas do produto, que em valores somou para o estado US$ 9,1 bilhões.

Mas os manufaturados também apresentaram crescimento: alavancaram 47% no semestre e bateram recorde de vendas no período (US$ 3,7 bilhões). Os semimanufaturados, entretanto, registraram queda de 13% de janeiro a junho deste ano. Na avaliação do fluxo internacional exclusive petróleo, houve aumento de 13% nas exportações e queda de 4% nas importações.

Para a Argentina, em função da crise enfrentada no país vizinho, as exportações caíram 53% no semestre. Paulo Penna, gerente de Logística da Spice Indústria Química / Archroma na América Latina, conta que a empresa, de fato, vendeu menos para o país vizinho, mas a recuperação do mercado peruano e chileno compensou. “Com isso, mantivemos o nosso resultado no que tange à exportação. Entretanto, estamos apreensivos com a questão política e econômica argentina neste momento. Temos receio de que o país volte a colocar barreiras às exportações, o que impactaria os negócios”, avalia.

A companhia, instalada na Região Sul Fluminense, vende produtos químicos, como corantes e branqueadores, para as indústrias têxtil, de papel, de adesivo e para a construção civil. Para lidar melhor com esse momento, Penna diz que seria necessário melhorar a infraestrutura do estado do Rio e os custos portuários e tributários. “Se isso acontecer, poderia canalizar de 60% a 70% das nossas exportações atuais para o Porto do Rio. Hoje, essas questões nos levam a usar o Porto de Santos”, ressalta ele.

Destaques da pauta exportadora do Rio

Entre os demais destaques da balança comercial do semestre estão os avanços de 383% em equipamentos de Informática e eletrônicos; de 90% em máquinas e equipamentos; e de 89% em coque e biocombustíveis. Esses resultados compensaram as quedas de 46% nas exportações de veículos automotores e de 23% de produtos químicos.

Quanto às importações, houve queda de 21% nas compras de bens de consumo, especialmente de veículos automotores. Já os bens de capital tiveram redução de 2%, segundo Flavia, como reflexo da diminuição de aquisições de máquinas, aparelhos, material elétrico, equipamentos de informática e produtos eletrônicos. Por outro lado, houve aumento considerável de importação de tubos flexíveis de ferro e aço (+ 287%), possivelmente reflexo da disputa comercial entre EUA e China, conforme explica Flavia. As compras de petróleo estrangeiro, por sua vez, caíram 0,7%.

O semestre terminou com a finalização das negociações do acordo comercial Mercosul-União Europeia, em 28/06, tornando-se um importante marco para o comércio internacional. “A parceria entre estado do Rio e UE já tem bastante destaque atualmente. Neste ano, as exportações fluminenses para o bloco europeu, exceto petróleo, somaram US$ 967 milhões, ultrapassando países e blocos da Ásia”, ressalta Flavia. Os principais itens da pauta foram tubos flexíveis de ferro ou aço (US$ 483 milhões) e partes de turborreatores ou de turbopropulsores (US$ 115 milhões). As importações alcançaram US$ 1,5 bilhão, com destaque para partes de aviões ou de helicópteros (US$ 80 milhões) e tubos flexíveis de ferro ou aço (US$ 70 milhões).


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