FIRJAN apresenta diagnóstico sobre empresas metalmecânicas do Sul Fluminense - Diário do Vale
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FIRJAN apresenta diagnóstico sobre empresas metalmecânicas do Sul Fluminense

Matéria publicada em 14 de setembro de 2016, 18:46 horas

 


Volta Redonda – Após quatro anos de trabalho junto a 19 empresas do APL Metalmecânico do Sul Fluminense, o Sistema Firjan apresentou o resultado do projeto ‘Gestão Sustentável para a Competitividade de Micro e Pequenas Empresas (MPEs)’. Desenvolvido pelo SESI em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), foi realizado o diagnóstico da situação atual das empresas, com o objetivo de dar um passo adiante a partir de uma gestão estratégica.

De acordo com o analista de responsabilidade social do Sistema Firjan, Alarcon Silva, foram realizados três tipos de diagnóstico: análise setorial, Modelo SESI de Sustentabilidade e análise de valor, que gerou um plano de ação que contribuiu para a melhoria da gestão das empresas da região. A análise setorial apontou que o grau de competitividade das empresas do setor metalmecânico do Sul Fluminense (30,9%) é maior que a média geral das empresas dos diversos setores analisados pelo projeto no Brasil (26,5%).

Trabalhado tanto no ambiente interno quanto externo, O Modelo SESI de Sustentabilidade identificou quatro indicadores prioritários como base para o plano de ação junto às empresas do APL Metalmecânico: legalização da empresa junto a órgãos públicos; mapeamento de principais públicos de relacionamento e diálogo transparente com os mesmos; programas de parcerias estratégicas com empresas ou outras organizações, além da capacitação e treinamento dos empresários e executivos.

“Algumas demandas surgiram a partir dessas práticas e, paralelo a isso, foi feito um mapeamento, em parceira com o Sebrae, tanto de demandas das grandes empresas da região, quanto da oferta, por meio de diagnósticos em MPEs para a identificação da estrutura comercial e do que elas podem ofertar”, explica Alarcon.

Das grandes empresas demandantes, 56% são indústrias e 44% de serviços, com mais de 200 colaboradores e faturamento acima de R$ 20 milhões anual. Ao menos 78% dos pedidos de compra concentram-se na matriz ou unidade local, sendo 89% de contrato pontual. E das MPEs ofertantes, 46% ficam em Barra Mansa, 33% em Volta Redonda e 13% em Resende. Dessas, 42% são indústria, 54% serviços, sendo que 55% tem faturamento acima de R$ 1,2 milhão.

Apenas 23% das demandas de comprar são realizadas na região por conta da distância entre as exigências e as prioridades das grandes empresas, e da estrutura oferecida pelas MPEs. Quase a metade das grandes empresas (44%) têm dificuldade de encontrar micro e pequenas qualificadas, 34% têm dificuldade na entrega do prazo e 22% encontram preços mais competitivos. Das principais exigências, a qualidade, prazo, preço, confiabilidade e flexibilidade são avaliados na hora da compra.

“O resultado mostra que as grandes empresas exigem certificações de qualidade, habilitações técnicas, controles legais financeiros e dizem que encontrar MPEs com nível exigido na região é hoje a principal dificuldade. A maioria das MPEs possuem certificações ou habilitações técnicas, mas poucas possuem certificações de qualidade e uma gestão de documentos legais para fornecer para grandes empresas”, detalha Ana Nascimento, gerente de responsabilidade social do Sistema FIRJAN.

Consolidada a partir de pesquisa realizada com os empresários, funcionários e clientes para identificar os riscos e oportunidades, a análise de valor, apresentada pelo consultor da DOM Strategy Partners, Pedro Mello, mostrou que o setor está em 61,1% em termos de sustentabilidade para a competitividade.

“Isso mostra que de uma forma geral elas estão acima da média, mas é necessário buscar sempre aumentar essa evolução, principalmente no que tange a oportunidade de geração de negócios”, ressalta Mello, acrescentando que das empresas do setor avaliadas na região, houve uma melhora de 10% na competitividade aliada à sustentabilidade. “Mostra que o projeto já trouxe um resultado positivo de que elas puderam evoluir de forma sustentável”, salienta.

Nesta quarta-feira, 14 de setembro, as micro e pequenas empresas da região tiveram a oportunidade de se preparar em um workshop em parceria com o SEBRAE para apresentar seus produtos e serviços na rodada de negociação que acontecerá na próxima semana, em Porto Real, das 14h às 20h, com empresas âncoras de grande porte, durante a Semana de Negócios. Diferente das feiras, que são focadas na exposição, o evento tem como ferramenta principal reunir potenciais compradores e fornecedores.

Sobre o Projeto Gestão Sustentável para a Competitividade – Iniciado em 2012, o projeto é realizado em seis estados brasileiros e no Distrito Federal, com o objetivo de ampliar a capacidade competitiva de micro e pequenas empresas ligadas aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) por meio da difusão de uma cultura empresarial comprometida com o desenvolvimento sustentável. No Rio de Janeiro, dois polos foram contemplados: os setores metalmecânico, no Sul Fluminense, e o de moda íntima, em Nova Friburgo.


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Um comentário

  1. kkkkk… vcês empresários que incentivaram e apoiaram o golpe, ainda vão implorar pela volta do Lula ao poder. Daqui a 2 anos saberão o porque.

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