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Greve Geral: Concessionária consegue liminar contra interdições na via Dutra

Matéria publicada em 28 de abril de 2017, 12:23 horas

 


Rio e São Paulo –  A CCR NovaDutra informou nesta quinta-feira (27), por meio de nota, que, em virtude do anúncio de eventuais paralisações da rodovia Presidente Dutra pelos movimentos de trabalhadores destinados a participar da “greve geral” desta sexta, conseguiu liminar favorável à petição de Interdito Proibitório contra esses eventos.

A nota diz que a liminar foi concedida nesta quinta-feira, pelo Juiz Federal Marcelo da Fonseca Guerreiro, titular da 30ª Vara Federal do Rio de Janeiro e é válida para toda a rodovia Presidente Dutra, nos 402 quilômetros da via, nos trechos do Rio de Janeiro e São Paulo. De acordo com a liminar “em caso de desobediência, que os réus sejam compelidos ao pagamento da multa em valor não inferior a R$ 100.000,00 por ato de descumprimento”.

“A CCR NovaDutra faz questão de ressaltar que respeita o direito democrático de manifestação dos cidadãos, mas não pode permitir que os direitos de ir e vir de seus usuários sejam prejudicados”, diz a nota.

Ações programadas

Sem previsão de parar a Dutra, movimentos sindicais atuantes na região se mobilizaram ao longo da semana para a greve geral desta sexta-feira. Os manifestantes querem mostrar a insatisfação contra as reformas Trabalhista e da Previdência, enviadas ao Congresso pelo governo de Michel Temer (PMDB). A reforma Trabalhista passou na quarta-feira pela câmara dos Deputados e agora segue ao Senado. A reforma da Previdência ainda será analisada na primeira Casa.

A greve deve ter apoio ainda de movimentos sociais, além de associação de moradores. Em Volta Redonda serão diversos atos ao longo do dia. Às 7 horas haverá uma concentração de professores e associações na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, onde também estarão metalúrgicos. Já às 15h acontecerá outro ato da categoria na Praça Sávio Gama, em frente à prefeitura, no Aterrado. Às 8h da manhã, na Praça da Prefeitura, o sindicato dos servidores municipais e o Sinpro informaram que pretendem fazer um protesto. Ás 14h, outro ato está previsto para acontecer na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, com os integrantes da Frente Unificada. A maior parte das ações foi decidida em reuniões na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense.

O Sindicato dos Bancários sinalizou que vai suspender os serviços, o que deve ocorrer entre 11 e 13 horas.

Com relação ao comércio, o sindicato da categoria diz que pretende aderir ao movimento, mas carros com som alertavam com orientação das associações e câmaras patronais que tudo funcionaria normalmente.

Repartições públicas, justiça federal e estadual devem ficar fechadas.

Em Volta Redonda, o presidente da Câmara Municipal, Sidney Dinho (PEN), decretou ponto facultativo para, segundo ele, preservar a Casa, medida que foi mantida também por outros órgãos públicos de vários municípios e estados do país.

A Igreja também participará ativamente da mobilização. O bispo da diocese Barra do Piraí- Volta Redonda, dom Francisco Biasin, convocou os fiéis de 30 paróquias das 12 cidades da região para participarem da greve geral nacional. Durante as pregações no final de semana, os padres criticaram duramente as reformas que estão sendo propostas pelo governo federal, principalmente as da Previdência e a Trabalhista.

Em Barra Mansa, às 8 h da manhã acontecerá um ato na Praça da Matriz, com a participação de integrantes do movimento Frente Brasil Popular.

Contrários

As sete instituições que compõem o Fórum Permanente das Entidades Empresariais de Volta Redonda – Sicomércio VR, CDL VR, ACIAP VR, Metalsul, Sinduscon-SF, Aescon VR e Sipacon SF – se manifestaram nesta quinta-feira (27) contrárias à greve e ao bloqueio de ruas, estradas e espaços públicos previstos para o dia 28 de abril. O Fórum considera que essas ações afetam o direito de ir e vir dos cidadãos e prejudicam a liberdade de escolha do trabalhador.

Para as entidades, em um momento de crise como vive o país, atos que envolvam a paralisação de atividades produtivas são inadmissíveis. O Fórum defende que esse mesmo movimento poderia ser realizado, de forma organizada, em datas que não interfiram nas atividades dos cidadãos e do setor produtivo, quando as pessoas poderiam participar sem prejuízo a qualquer parte.


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Um comentário

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    Nem precisava. Meia dúzia de baderneiros kkkkkkkkkkkk

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