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Indústria é contra venda de GNV por quilo

Matéria publicada em 29 de janeiro de 2020, 21:03 horas

 


Empresas consideram medida proposta pelo Inmetro prejudicial a toda a cadeia produtiva do gás, além de poder encarecer o combustível ao consumidor final

Cobrança de GNV por quilo poderia confundir consumidores, diz Firjan

Sul Fluminense – A Firjan e o Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Rio de Janeiro (Sindirepa) apresentaram nesta terça-feira (28/1) as razões contrárias à proposta de alteração da unidade de medida do Gás Natural Veícular (GNV), que na bomba passaria para reais por quilograma (R$/Kg), conforme portaria do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia), que está em consulta pública até meados de fevereiro.

Na exposição de motivos contrários à medida do Inmetro, a Firjan e o Sindirepa destacam: a distorção econômica que será criada, prejudicando a transparência e clareza no mercado, já que toda a indústria, desde a origem da produção de gás natural até a sua distribuição opera em metros cúbicos; o GNV ficará aparentemente 35% mais caro para o consumidor, em função da alteração proposta; haverá perda estimada em mais de R$ 1,3 bilhão com desestímulo ao uso e à instalação de novos kits do GNV, frustrando os planos de investimentos de distribuidoras e montadoras; a redução potencial de empregos, novos ou existentes, seja por uso direto do insumo ou na indústria associada.

Presidente do Sindirepa, Celso Mattos afirmou que haverá prejuízo para os donos dos postos, que serão obrigados a adaptarem as bombas para quilos dentro de um período de até seis anos. “Esse custo poderá ser repassado para o consumidor final”, afirmou. “Precisamos dar transparência para o consumidor final, deixando que o mesmo faça a opção do combustível”.

As duas entidades propõem ainda maior fiscalização para combate às fraudes, justificativa apontada pelo instituto como um dos motivos para a alteração da metodologia de preço.

— Caso seja necessária alguma mudança, que se adote o uso do Litro de Gasolina Equivalente (LGE), modelo aplicado nos Estados Unidos, que traz o valor de combustível consumido em equivalência energética, ou seja, valor necessário para percorrer a mesma distância com um litro de gasolina — destaca o coordenador de Conteúdo de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Thiago Valejo Rodrigues.


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5 comentários

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    Primeira ponderação: se a Firjan e os donos dos postos estão reclamando é porque esta medida será ruim pra eles e boa para os consumidores. Se fosse o contrário eles estariam apoiando. Segunda ponderação: O kit GNV na verdade nem deve ser considerado uma opção pois entre as infinitas “vantagens” que proporciona ao usuário estão: custo elevado para aquisição e homologação do sistema, longas filas nos postos, menos espaço no porta-malas, várias idas as oficinas para regulagem e correção de falhas, dificuldade na hora de revender o carro, aumento no valor do seguro, redução da vida útil do motor, perda de garantia, explosões inesperadas que destroem o posto inteiro e quem estiver por perto no momento do abastecimento, redução da potência dos motores, pneus, velas, cabos de vela, válvulas e sedes, filtro de ar terão vida útil reduzida, custo para troca de documentação, vistoria anual do kit e re-teste do cilindro e incêndios isso mesmo incêndios que consomem o veículo e o que mais estiver na redondeza. Há muitas reportagens documentando incêndios e explosões fatais em postos e veículos com GNV!!! Acha pouco??!! E quando o proprietário do kit gnv leva seu possante carro de mil cilindradas em uma oficina de carros “normais”, ou seja, aqueles que não são equipados com GNV, afim de sanar uma falha ou defeito qualquer. Eis q o mecânico, da oficina normal, diz pra ele q o problema é no kit Gás e que ele não trabalha com GNV, então o proprietário leva no mecânico do gás e o mesmo diz pra ele q o kit está perfeito e o pede pra ir numa oficina normal. Se GNV fosse um bom negócio como muitos defendem, ele viria instalado de fábrica ao menos como opcional!!!!! Considere INVISTR EM VEÍCULOS COM BOA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA AO INVÉS DE EXPOR SUA FAMÍLIA AO RISCO!!

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    Para a economia não será bom, pois os consumidores serão lesados bruscamente no valor, assim haverá desistência de consumidores em adaptarem seus veículo no GNV e com isso o meio ambiente perde também com o aumento da poluição, todavia há uma suspeita muito grande de políticos envolvidos mais uma vez para lucrar encima desta mudança como ocorreu outras vezes criando leis para alterar comportamento veicular!
    Pense bem e não deixe eles conduzir o caos mais uma vez na nossa vida urbana!
    Por isso sou a favor de reduzir ou seja enxugar o quadro de políticos em todos os seguimentos!

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    Se os empresários são contra então pode implantar que é bom para o consumidor. É fato!

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