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Inflação que mede os preços ao produtor varia menos no primeiro bimestre do ano

Matéria publicada em 31 de março de 2015, 12:30 horas

 


A queda do preço do petróleo no mercado internacional, com reflexos nos seus principais derivados, vem segurando a alta do Índice de Preços ao Produtor (IPP) e compensando a elevação do câmbio, que influencia negativamente o indicador, com alta de preços de produtos como o fumo, equipamentos para aviões e suco de laranja.

A avaliação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (31) oÍndice de Preços ao Produtor (IPP) de fevereiro deste ano. A alta dos preços ao produtor foi 0,26% em relação a janeiro, levando o acumulado dos primeiros dois meses a 0,28%.

Ao comentar o comportamento do indicador, o gerente do IPP, Alexandre Brandão destacou a queda do preço do petróleo vem segurando a inflação. “Eu diria que o efeito petróleo está, até agora, segurando mais o IPP, do que o efeito câmbio está exercendo pressão de alta”.

Para o IBGE, houve uma forte influência do setor refino de petróleo e produtos de álcool na variação do IPP. Na comparação com janeiro, os preços do setor chegaram a ter a maior taxa negativa da série (-2,41%). Com isso, o acumulado no ano alcançou -3,77%.

Igualmente, o resultado obtido no indicador acumulado em 12 meses (-2,26%) é a maior taxa negativa da série, que só registrou resultado negativo em abril de 2012 (- 0,39%). Ao destacar os produtos que tiveram maiores variações de preços e os que mais influenciaram o resultado do indicador mensal, três são comuns nas duas listas: naftas, querosenes de aviação e álcool etílico (anidro ou hidratado).

O Índice de Preços ao Produtor mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e sem fretes, de 23 setores da indústria de transformação. Os dados de fevereiro indicam alta de preços em 17 das 23 atividades, contra 16 do mês anterior.


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