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Juros do rotativo do cartão de crédito ficam em 481,5%

Matéria publicada em 29 de março de 2017, 18:36 horas

 


Rotativo é o crédito tomado quando o consumidor paga menos que o valor integral

Rotativo é o crédito tomado quando o consumidor paga menos que o valor integral


Rio – 
A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito recuou em fevereiro e chegou a 481,5% ao ano, após atingir o recorde de 486,8% ao ano, em janeiro, informou ontem o Banco Central (BC).

O rotativo é o crédito tomado quando o consumidor paga menos que o valor integral da fatura do cartão. A taxa do crédito parcelado subiu 1,6 ponto percentual e ficou em 163,5% ao ano.

Já a taxa do cheque especial caiu 1,3 ponto percentual, para 327% ao ano, de janeiro para fevereiro. A taxa média de juros para as famílias ficou em 73,2% ao ano, em fevereiro, com alta de 0,5 ponto percentual em relação a janeiro.

A inadimplência do crédito, considerados atrasos acima de 90 dias, para pessoas físicas ficou em 5,9%, com queda de 0,1 ponto percentual. A taxa de inadimplência das empresas caiu 0,2 ponto percentual para 5,2%. A taxa média de juros cobrada das pessoas jurídicas caiu 0,1 ponto percentual para 28,7% ao ano.

Esses dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No caso do crédito direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros para pessoas físicas foi reduzida em 1,3 ponto percentual para 9,1% ao ano. A taxa cobrada das empresas caiu 1,6 ponto percentual para 10,9% ao ano. A inadimplência das famílias subiu 0,2 ponto percentual para 2% e das empresas aumentou 0,1 ponto percentual para 1,9%.


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4 comentários

  1. Avatar

    Os caloteiros não pagam o que devem e as operadoras repassam para todos os outros que arcam com os prejuízos. Os banqueiros e financistas NUNCA deixam de receber o deles. Dias desses a CAIXA anunciou elevação de crédito conseguido e os lucros bilionários em cima dos pegadores de empréstimos.

    O governo devia colocar rum limite e exigir mais seriedade desses agiotas legalizados na oferta de créditos.

    Essa foi a mesma prática dos subprime dos EUA que estourou em 2008 onde os banqueiros de lá emprestavam dinheiro para todo mundo que não tinham como pagar.

    Resultado: repassaram o prejuízo para o resto do planeta, inclusive os brasileiros pagam até hoje e ainda vamos pagar por algumas décadas as dívidas dos caloteiros americanos.

  2. Avatar

    O governo deveria sim fiscalizar e cobrar uma atitude de moral e ética quanto as cobranças exorbitantes sem lógica,sem nexo destas operadoras.É inacreditável,chega ser imoral uma situação calamitosa desta em um país
    de 5º Mundo.Sim! de 5º, pois deixamos de ser de 3º a exatos 13 anos de roubalheira desenfreadas,de um
    governo comunista .Infelizmente são estes e mais os próprios bancos junto aos governos cúmplices destes
    empresários inescrupulosos os grandes responsáveis pela falência da maioria das famílias brasileiras.

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    Como sair fora destes Bandidos Banqueiros.Será que eles estão devendo a Previdência?

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    Porque sera que sera que nao tem fiscalizacao desses agiotas?

    sera quee nao precisa colocar um limite nesse abuso?

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