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Maiores cidades da região registram perda de 2 mil empregos em março

Matéria publicada em 23 de abril de 2016, 11:47 horas

 


Setor de serviços passa a ser o que mais fechou vagas em Angra dos Reis, Barra Mansa, Resende e Volta Redonda

Sul Fluminense O conjunto das maiores cidades da região (Angra dos Reis, Barra Mansa, Resende e Volta Redonda) continua a sentir os efeitos da crise econômica e, acompanhando o cenário nacional, as quatro fecharam, juntas, 2.059 empregos com carteira assinada em março. Os números foram divulgados nesta sexta (22) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

A diferença em relação aos meses anteriores é que, em vez da Indústria de Transformação, o setor que está “puxando” o desemprego em março é o de Serviços, com 990 postos de trabalho eliminados no conjunto das quatro maiores cidades do Sul Fluminense. O Comércio, com saldo negativo de 400 empregos, também fechou mais empregos que a Indústria (-388).

Volta Redonda

O maior saldo negativo foi registrado em Volta Redonda. A cidade teve 863 demissões a mais do que admissões durante o mês de março, sendo 626 no setor de Serviços. A Indústria fechou 211 empregos. O Comércio apresentou saldo positivo de 32 vagas, no que foi acompanhado por Agropecuária (4) e Administração Pública (1).
Se em termos absolutos Volta Redonda é a cidade mais afetada pelo fechamento de postos de trabalho, em termos relativos é a menos atingida: em março, foram fechados 0,37% dos empregos que existiam no município no mês anterior; em 2016, o acumulado chega a 1,72% das vagas existentes no início do ano, e em 12 meses o percentual chega a 5,18%.

A explicação para essa aparente discrepância é simples: o grande número de empregos existente na cidade – eram 69.077 em janeiro de 2016 – faz com que as demissões efetuadas representem um percentual menor do universo de trabalhadores com carteira assinada, na comparação com outros municípios.

Resende

Com um saldo negativo de 601 empregos, Resende foi a segunda cidade mais afetada pela contração no mercado de trabalho, em termos absolutos. O setor de Serviços foi o que mais registrou redução no número de postos de trabalho, com 256 empregos a menos, acompanhado de perto pelo Comércio, com 247.

Em termos proporcionais, Resende perdeu em março 1,99% dos empregos existentes no mês anterior. No acumulado do ano, a cidade registra o fechamento de 3,19% das vagas formais existentes em janeiro, e em um ano houve uma retração de 8,18% no mercado de trabalho.

Angra dos Reis

As 313 demissões a mais do que admissões ocorridas em março colocam Angra dos Reis em terceiro lugar entre as cidades mais afetadas pela crise no mês passado. O setor mais atingido foi a Construção Civil, que eliminou 102 empregos. Os setores de Comércio e Serviços, cada um com saldo negativo de 54 postos de trabalho, se seguem na lista.

Em termos proporcionais, Angra dos Reis é a cidade mais atingida pela crise atual. Em março, foram fechadas 0,91% das vagas existentes no mês anterior, acumulando 5,78% no ano e 14,54% em 12 meses.

Barra Mansa

Em números absolutos, Barra Mansa foi a cidade menos atingida pelo fechamento de postos de trabalho em março: o Caged registra 282 empregos com carteira assinada a menos no município, quase metade deles sendo fechada no Comércio (-131), seguida pelos setores de Serviços (-54), Construção Civil (-49) e Indústria (-47).

Em termos relativos, a cidade fechou, em março, 0,92% dos empregos existentes no mês anterior. No acumulado de 2016, o percentual chega a 1,90%, e em doze meses, atinge 5,45%.

Brasil fecha 118 mil empregos em março

O Brasil teve a maior perda de vagas formais para meses de março em 25 anos, segundo dados divulgados nesta sexta (22) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada.

Nos últimos 12 meses, já foram suprimidas 1.853.076 vagas formais. Os números levam em conta a diferença entre demissões e contratações. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4,3 mil vagas a mais no mês.

Maioria

O comércio e a indústria de transformação fecharam o maior número de vagas, respectivamente, 41.978 e 24.856. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com supressão de 24.184 vagas.

Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram São Paulo (-32.616 vagas), Rio de Janeiro (-13.741) e Pernambuco (-11.383). Apenas quatro estados contrataram mais que demitiram: Rio Grande do Sul (4.803 vagas criadas), Goiás (3.331), Roraima (220) e Mato Grosso do Sul (187 postos criados).

Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.


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Um comentário

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    Isso sim é jornalismo com “J” maiúsculo… Barra Mansa nunca varia muito seus empregos, nem pra mais nem pra menos, porque só tem comércio e empresas pequenas… Cidades com empresas grandes, como VR, Resende, Angra e PR, naturalmente oscilam mais, ao sabor do desempenho das grandes corporações e do mercado de seus produtos…

    Aliás, independente do tamanho de suas populações, sugiro ao DV incluir PR e Itatiaia em suas próximas matérias sobre o tema, afinal elas também são grandes centros empregadores. Itatiaia, inclusive, fiquei sabendo que vai receber a fábrica da Arno, que está saindo de São Paulo por questões de logística e custos. Será a primeira indústria da chamada “linha branca” no estado e já chega com a promessa de mil empregos diretos. Vamos ver…

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