Mauro Campos elogia as novas regras do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ - Diário do Vale
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Mauro Campos elogia as novas regras do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’

Matéria publicada em 6 de fevereiro de 2017, 21:11 horas

 


Empresário afirma que ampliação das faixas de renda e limites de financiamento permitirão melhores empreendimentos

Da esquerda para a direita: O ministro das Cidades Bruno Araújo, o diretor de habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, e  Mauro Campos

Da esquerda para a direita: O ministro das Cidades Bruno Araújo, o diretor de habitação da Caixa, Nelson Antonio de Souza, e Mauro Campos

 

Volta Redonda e Brasília – O empresário Mauro Campos, presidente do Sinduscon-SF, afirmou nesta segunda (6) que as novas faixas e novos limites do programa “Minha Casa, Minha Vida” permitirão que os empreendimentos beneficiem um grupo maior de pessoas e com mais qualidade. Mauro também afirmou que espera mais rapidez e menos burocracia na liberação e licenciamento dos empreendimentos imobiliários em Volta Redonda.
— As novas faixas de renda criam boas possibilidades para que as pessoas realizem o sonho da casa própria, e com mais qualidade, já que os limites de financiamento ampliados permitem que os empreendedores agreguem mais valor aos imóveis. Por exemplo, a empresa que dirijo está construindo um condomínio com prédios de oito pavimentos, elevadores, piscinas e demais equipamentos de lazer que se enquadrarão nos critérios do programa. E, com a nova administração, acredito que o ambiente de negócios em Volta Redonda se tornará mais propício, com mais rapidez e menos burocracia na emissão das licenças para os empreendedores — disse Mauro Campos, que compareceu ao evento a convite do ministro das Cidades, Bruno Araújo.

As mudanças

Famílias com renda de até R$ 9 mil poderão ter acesso aos financiamentos do Minha Casa, Minha Vida. Atualmente, o limite para participar do programa é R$ 6,5 mil. As faixas de renda do programa habitacional tiveram os limites reajustados em 7,69%, equivalente à variação da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que encerrou o ano passado em 6,57%, mais 1,12 ponto percentual. O programa tem condições de financiamento mais vantajosas que o crédito imobiliário tradicional.
A ampliação atinge as faixas 1,5; 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida. Com a mudança, o limite para a faixa 1,5 passará de R$ 2.350 para R$ 2,6 mil por família. Para a faixa 2, a renda de enquadramento passou de R$ 3,6 mil para R$ 4 mil e para a faixa 3, de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil.
O valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo Minha Casa, Minha Vida também subiu, e varia de acordo com a localidade. No Distrito Federal, em São Paulo e no Rio de Janeiro, o teto passará de R$ 225 mil para 240 mil. Nas capitais do Norte e do Nordeste, o limite subirá de R$ 170 mil para R$ 180 mil. O último reajuste tinha ocorrido em 2015, no lançamento da terceira etapa do programa.
— O que vemos hoje é uma combinação virtuosa de estímulo ao setor com fortalecimento de um programa social da maior relevância, que é o Minha Casa, Minha Vida — afirmou nesta segunda (6) o presidente Michel Temer, durante o anúncio das mudanças, no Palácio do Planalto. Segundo ele, a preocupação do governo reúne as necessidades da iniciativa privada e a responsabilidade social com a geração de empregos.
Em seu discurso, Temer voltou a dizer que “há sinais” de que o crescimento econômico do Brasil seja retomado “já no começo do ano”.
— Tenho certeza que, com a valiosa contribuição de todos, o país vai derrotar a recessão, retomar crescimento e gerar emprego. As condições para a revirada estão [postas]. O governo tem coerência, povo tem força e o Brasil tem rumo — disse o presidente.
De acordo com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, os novos limites do Minha Casa, Minha Vida são resultados de um “pacto” entre o governo e o setor da construção civil, mediante o que classificou como “revigoração” do programa habitacional.
— Tenho certeza que o governo espera que com essa iniciativa possa ser incrementado o número participações de imóveis, [a geração de] emprego, renda e permitir que centenas de milhares de famílias brasileiras terem acesso ao sonho da casa própria — afirmou.
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, informou que as mudanças foram aprovadas nesta manhã de forma unânime pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Construção Civil

Durante o evento, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, elogiou as medidas. “Nos últimos tempos o setor perdeu muito empregos e agora começamos a estimular [novamente a expansão por meio da construção].”
O governo também anunciou a meta de contatar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida para este ano. O número inclui todas as faixas do programa habitacional. Desse total, 170 mil moradias serão contratadas na faixa 1, para famílias com renda mensal bruta de R$ 1,8 mil; 40 mil imóveis para a faixa 1,5 do programa e 400 mil para as faixas 2 e 3.
Em relação à faixa 1, o Ministério das Cidades informou que 35 mil imóveis devem atender à modalidade entidade rural; 35 mil para a modalidade entidades urbanas e 100 mil por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

 

Ampliação do Minha Casa, Minha Vida custará R$ 8,5 bilhões

A ampliação do Minha Casa, Minha Vida custará R$ 8,5 bilhões ao governo, informou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, após anúncio de mudanças no programa. Segundo ele, a maior parte do dinheiro virá do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
As medidas farão o orçamento do programa habitacional subir de R$ 64,4 bilhões para R$ 72,9 bilhões. Do reforço de R$ 8,5 bilhões, o FGTS arcará com R$ 7,1 bilhões para a ampliação do crédito e R$ 1,2 bilhão para o aumento dos subsídios para cobrir as taxas mais baixas dos financiamentos. O Tesouro Nacional entrará com R$ 200 milhões para cobrir subsídios.
Mais cedo, o presidente Michel Temer e a equipe econômica anunciaram a ampliação das faixas de renda das faixas 1,5; 2 e 3 do programa, o que permitirá a inclusão de famílias com renda bruta mensal de até R$ 9 mil. Atualmente, o limite é R$ 6,5 mil. O governo também anunciou a meta de contratar o financiamento de 610 mil unidades habitacionais em 2017.
Apesar de a maior parte das contratações previstas este ano estar destinada a famílias das faixas 2 e 3, com renda entre R$ 4 mil e R$ 9 mil, o ministro do Planejamento negou que o programa esteja sendo desvirtuado para atender a famílias de renda mais alta.
“Não há desvirtuamento. O programa tem três faixas. As faixas 2 e 3 são destinadas a famílias de renda um pouco menor, mas com alguma capacidade para arcar com financiamento. As mudanças permitem que o Minha Casa, Minha Vida atenda a mais pessoas e ajude a retomada da atividade de construção e do crescimento econômico”, disse Oliveira.

Saque do FGTS

O ministro do Planejamento também negou que a liberação dos saques das contas inativas do FGTS, cujo calendário será anunciado nas próximas semanas, afete o volume de financiamentos disponíveis para o programa habitacional. Segundo Oliveira, o Conselho Curador do FGTS analisou com cuidado o impacto das medidas anunciadas hoje sobre o orçamento do fundo.
— Todas as simulações foram feitas com cuidado. Estamos seguros de que a liberação das contas inativas é uma medida correta e justa. O dono do dinheiro sofre hoje de restrição de crédito e poderá usar o dinheiro ou para pagar dívidas ou para aplicar com uma remuneração melhor que a atual [Taxa Referencial (TR) + 3% ao ano].


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6 comentários

  1. Negativo Luiz Carlos. Ensina para os leitores, o que um empresário como o citado por vc. tem que fazer, com seu dinheiro, suas terras e seu dna produtivo, para lhe agradar.Podem haver muitas teses, mas na prática é melhor aprender com ele por enquanto. Vc.deve ser jovem, aproveite. Quem sabe vc se nivele ao Trump.Fala inglês ou mandarin?

  2. Que Volta Redonda se torne um grande canteiro de obras!!!

  3. Excelente explicação. Quero comprar um imóvel e nunca tinha entendido direito como funcionava esse programa Minha casa minha vida.

  4. Com uma vasta experiência no mercado imobiliário Mauro nos passa confiança. Sempre foi um empresário que investiu na cidade. Parabéns.

  5. Meu nome é Zé Pequeno!

    Eu gostaria que os imóveis fossem melhor construídos…

  6. Luís Carlos frustney

    Mauro Campos pode rir agora vc é quem manda na cidade, vc investiu em Samuco agora tem 4 anos para colher , o investimento arrumado.

    Só povo kkkkkkk coitado do povo.

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