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Montadoras da região têm quedas de vendas menores que a média nacional

Matéria publicada em 16 de julho de 2016, 20:30 horas

 


Exceção é a MAN Latin America, que tem resultados alinhados com as demais integrantes de seu segmento

Alto luxo: Carros produzidos pela Jaguar Land Rover garantem rentabilidade à montadora inglesa (Foto: Arquivo)

Alto luxo: Carros produzidos pela Jaguar Land Rover garantem rentabilidade à montadora inglesa (Foto: Arquivo)

Sul Fluminense – Embora a crise econômica continue afetando as montadoras de automóveis com fábrica na região, elas estão apresentando resultados melhores do que a média nacional. PSA Peugeot Citroën, Nissan e Jaguar Land Rover tiveram quedas nas vendas de junho e do acumulado no primeiro semestre, em comparação com 2015, mas essas reduções foram inferiores às registradas pela média das montadoras, de acordo com os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

onsiderando os resultados acumulados do primeiro semestre, os dados apontam queda de 23% no licenciamento de automóveis e comerciais leves: foram 844.116 unidades este ano contra 1.103.657 em 2015.

A recém-chegada Jaguar Land Rover fechou o semestre com 3.933 unidades vendidas, contra 4.226 no mesmo período do ano passado. A queda foi de 6,93%, menos de um terço da redução geral. Os números aparentemente pequenos da montadora anglo-indiana correspondem ao fato de se tratar de uma empresa do segmento premium, com veículos de entrada em patamares de preço próximos ou mais altos dos valores dos “topos de linha” da concorrência.

A PSA Peugeot Citroën registrou 24.709 emplacamentos no primeiro semestre deste ano, contra 27.235 no mesmo período do ano passado. A redução foi de 9,27%.

A Nissan, com vendas de 22.711 na primeira metade deste ano e  27.625 no mesmo período do ano passado, teve a maior redução entre as moradoras locais: 17,79%.

Caminhões e ônibus

Já os resultados de vendas da MAN Latin America, no setor de caminhões, correspondem ao mesmo patamar registrado pela média das demais montadoras. A montadora registrou 6.954 emplacamentos no primeiro semestre deste ano, contra 10.226 no ano passado.

O licenciamento de caminhões no primeiro semestre de 2016 registrou 25,6 mil unidades e retraiu 31,4% frente as 37,3 mil unidades do mesmo período de 2015. Apenas em junho foram vendidos 4,2 mil caminhões, maior em 3% contra maio, com 4,1 mil unidades, e menor em 32% sobre junho do ano passado, com 6,2 mil unidades.

A produção no sexto mês apresentou alta de 4,5% com relação a maio – 5,6 mil unidades contra 5,3 mil – e de 5,4% ante junho do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 5,3 mil caminhões. O total de unidades produzidas no semestre, de 31,3 mil unidades, ficou 24,8% abaixo das 41,6 mil do ano passado.

As exportações registraram baixa de 7,5% no resultado mensal, com 1,7 mil unidades em junho e 1,9 mil em maio, e de 13,2% na comparação com junho do ano passado, com 2,0 mil unidades. O resultado no acumulado é de 9,4 mil unidades, 8% inferior as 10,2 mil de 2015.

No segmento de ônibus, o licenciamento ficou 7,8% abaixo na análise mês a mês – foram 982 unidades em junho e 1,1 mil em maio. Ao defrontar o resultado com junho do ano passado, quando foram vendidos 1,4 mil ônibus, a queda é de 32%. No acumulado a retração é de 41,2%: 5,7 mil este ano e 9,7 mil em 2015.

Saíram das fábricas pouco mais de 1,8 mil chassis para ônibus em junho, o que significa uma elevação de 22,3% na produção frente a maio, com 1,5 mil unidades, e de 1,4% na análise contra junho de 2015, com quase 1,8 mil unidades. No semestre o balanço aponta diminuição de 33,4% – 9,2 mil unidades este ano e 13,9 mil no ano passado.

As exportações de 3,8 mil chassis para ônibus no acumulado de 2016 indica aumento de 17,7% sobre os 3,3 mil de 2015.

Números nacionais

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, divulgou na quarta-feira, 6, em São Paulo, o balanço da indústria automobilística brasileira no primeiro semestre. Os dados apontam queda de 25,4% no licenciamento de autoveículos novos: foram 983,5 mil unidades este ano contra 1,32 milhão em 2015.

Em junho foram vendidas 171,8 mil unidades, aumento de 2,6% frente as 167,5 mil unidades de maio, e baixa de 19,2% contra as 212,5 mil de mesmo período do ano passado. Para o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o desempenho segue ritmo estável, mas ainda preocupa:

“Os números de junho representam o segundo melhor mês do ano e confirmam a estabilidade de mercado dos últimos meses, mas a situação vivida pela indústria automobilística brasileira é preocupante, pois os patamares atuais são os mesmos de dez anos atrás. É importante notar que tivemos feriados religiosos, as famosas festas juninas, em diversas cidades e paralizações pontuais nos licenciamentos no Estado de São Paulo em função de algumas greves, que impactaram o balanço do mês. Não fosse isso, o desempenho teria sido ainda melhor”.

A produção encerrou o sexto mês do ano com 182,6 mil unidades fabricadas, o que significa expansão de 4,2% ante as 175,3 mil unidades de maio e retração de 3% se defrontado com as 188,2 mil de junho de 2015. No acumulado a diminuição foi de 21,2%, com 1,0 milhão de unidades este ano e 1,3 milhão em igual período de 2015.

As exportações permanecem em alta: de janeiro a junho 226,6 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras, aumento de 14,2% frente as 198,5 mil unidades exportadas no primeiro semestre de 2015. Na análise mensal as 43,4 mil unidades de junho representam baixas de 7,5% sobre as 46,9 mil de maio e de 9,6% se comparado com as 48,0 mil unidades do mesmo mês do ano passado.

Caminhões e ônibus

Já os resultados de vendas da MAN Latin America, no setor de caminhões, correspondem ao mesmo patamar registrado pela média das demais montadoras.

O licenciamento de caminhões no primeiro semestre de 2016 registrou 25,6 mil unidades e retraiu 31,4% frente as 37,3 mil unidades do mesmo período de 2015. Apenas em junho foram vendidos 4,2 mil caminhões, maior em 3% contra maio, com 4,1 mil unidades, e menor em 32% sobre junho do ano passado, com 6,2 mil unidades.

A produção no sexto mês apresentou alta de 4,5% com relação a maio – 5,6 mil unidades contra 5,3 mil – e de 5,4% ante junho do ano passado, quando saíram das linhas de montagem 5,3 mil caminhões. O total de unidades produzidas no semestre, de 31,3 mil unidades, ficou 24,8% abaixo das 41,6 mil do ano passado.

As exportações registraram baixa de 7,5% no resultado mensal, com 1,7 mil unidades em junho e 1,9 mil em maio, e de 13,2% na comparação com junho do ano passado, com 2,0 mil unidades. O resultado no acumulado é de 9,4 mil unidades, 8% inferior as 10,2 mil de 2015.

No segmento de ônibus, o licenciamento ficou 7,8% abaixo na análise mês a mês – foram 982 unidades em junho e 1,1 mil em maio. Ao defrontar o resultado com junho do ano passado, quando foram vendidos 1,4 mil ônibus, a queda é de 32%. No acumulado a retração é de 41,2%: 5,7 mil este ano e 9,7 mil em 2015.

Saíram das fábricas pouco mais de 1,8 mil chassis para ônibus em junho, o que significa uma elevação de 22,3% na produção frente a maio, com 1,5 mil unidades, e de 1,4% na análise contra junho de 2015, com quase 1,8 mil unidades. No semestre o balanço aponta diminuição de 33,4% – 9,2 mil unidades este ano e 13,9 mil no ano passado.

As exportações de 3,8 mil chassis para ônibus no acumulado de 2016 indica aumento de 17,7% sobre os 3,3 mil de 2015.

 


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12 comentários

  1. Avatar
    ENGENHEIRO MECÂNICO

    Sou engenheiro Mecânico e tenho que viajar diariamente para ITAGUAI para trabalhar. São 200 Km ida e volta diariamente. Sabe porque???? Volta Redonda só gera sub-emprego e a CSN, a única grande empresa da Cidade, remunera muito mal….

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      liberdade e propriedade

      O que te impede de se mudar para próximo do seu trabalho? Um dia VR foi longe para vários moradores de cidades mineiras, mas se mudaram para VR, e fizeram família. Talvez seu pai ou avô foi um deles.

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      Nessa tenho que concordar com o Liberdade e Propriedade. Se fizerem uma pesquisa entre as grandes empresas e órgãos públicos do país, acho que 90% dos ocupantes dos cargos melhor remunerados são de pessoas oriundas de outras cidades…

      Quem tem obrigação de gerar emprego é o Estado (país), não o município. Do mesmo jeito que vc trabalha em Itaguaí, milhares de outras pessoas trabalham em VR, tanto na CSN quando nos vários órgãos públicos e privados sediados no município… Como diz o ditado, Deus ajuda a quem cedo madruga. O sucesso não bate à sua porta…

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      Eu não entendo esse povo que acha que VR tem que receber tudo o que chega na região. Quantas cidades tem uma empresa igual a CSN, que gera mais empregos que todas essas montadoras juntas?… Será que Barra Mansa, Barra do Piraí, Valença, Vassouras, Angra, Piraí, etc. têm uma grande siderúrgica e montadoras? Eles ficam reclamando por isso?… O povo volta-redondense reclama de barriga cheia. Se não quer trabalhar a 20km de sua casa, que se mude para o lado do local de trabalho, afinal o salário compensa, né (ou não)?!…

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    O voraz apetite tributário do Governo não deixa o preço final não só dos veículos mas de todos os bens de consumo, pelo menos 40% mais caro para o consumidor. É o país campeão de impostos…. Uma vergonha…

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      liberdade e propriedade

      Parabéns pelo comentário, mas o cenário é ainda bem pior, pois cada peça, pneu, etc, é taxada em 40% em suas fábricas e depois o carro montado é taxado novamente em 40%, sendo que as peças que já haviam sido taxadas, então o imposto total é de cerca de 80%. E essa aberração acontece com todo tipo de máquina montada no Brasil. Imagina você “montar” um carrinho de compras no mercado, e além de pagar o imposto de cada produto, ter que pagar mais 40% do total da conta.

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      liberdade e propriedade

      O certo seria o governo taxar 40% apenas sobre “fabricação”, por exemplo um pneu, um parabrisa, etc. Já para “montagens” não se taxaria nada, pois nada está sendo fabricado, apenas agrupado.

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    VOLTA REDONDA TAMBÉM TEM QUEDA NAS VENDAS...

    Não é apenas nas montadoras a queda de vendas. Em Volta Redonda também teve queda de vendas nas pastelarias, botecos, shopping, mercados, barbearias….. Nós não temos montadoras…. INDÚSTRIA??? Só a rainha da Sucata CSN…. Vai vendo aí

  4. Avatar
    E VOLTA REDONDA ?????

    E em Volta Redonda????? As montadoras estão como????? Não tem montadora???? E os profissionais da cidade trabalham onde????? Fora???? Em outras cidades???? Que Horror!!!!

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    O brasileiro tem que parar de ser trouxa , tem que deixar esses carros apodrecer nos pátios das montadoras , ate que um dia esses governantes desse pais parem de colocar tantos encargos nos preços e que realmente o valor desses carros um trabalhador possa comprar

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    Os preços só aumentando…

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