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Movimento informa oficialmente Ataíde sobre assembleia que o depôs do sindicato do funcionalismo

Matéria publicada em 18 de fevereiro de 2019, 19:45 horas

 


Presidente assina recibo de cópia de ata, mas afirma que discorda do documento e se dispõe a brigar na Justiça pela permanência

Tensão marcou presença da junta governativa na sede do sindicato

Volta Redonda – Integrantes da junta governativa nomeada na assembleia geral extraordinária realizada pelo movimento “O Sindicato é Nosso” entregaram na tarde desta segunda-feira (18) cópia da ata da assembleia e do termo de posse da junta governativa escolhida na reunião para promover eleições, uma vez que a diretoria foi destituída. O presidente do sindicato, Ataíde de Oliveira, que foi deposto junto com os demais diretores, assinou uma cópia do documento, mas deixou registrado que não concorda com a decisão e que pretende discutir o caso na Justiça.

Para deixar o sindicato nas mãos da junta governativa, Ataíde exige que a ata seja registrada no cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Esse procedimento leva aproximadamente doze dias. Ao mesmo tempo, o presidente deposto deve manter seus esforços na Justiça para anular a assembleia que o retirou do poder.

Durante a tarde, a Justiça indeferiu um pedido para que a assembleia fosse anulada e outro para negar o registro da ata. A questão das contas bancárias do sindicato continua pendente: por enquanto, nem a junta governativa nem a diretoria deposta podem movimentar o dinheiro do sindicato, exceto por uma permissão dada pela Justiça à atual diretoria, dentro de determinados limites.

 

Tensão

 

A presença de integrantes da junta governativa na sede do sindicato, no Aterrado, levou a momentos tensos. Primeiro, Ataíde se recusou a assinar o recibo da ata e do termo de posse, dizendo que o advogado do sindicato que atua no caso precisaria estar presente. Depois, dois policiais militares chegaram à sede do sindicato.

Conversando com integrantes da junta governativa e com um advogado que trabalha no sindicato, mas não era o que estava encarregado do caso relacionado à deposição da diretoria, eles convenceram Ataíde a passar um recibo em uma cópia da ata, com o termo de posse da junta governativa em anexo, o que fez com que os integrantes da junta governativa se dessem por satisfeitos e deixassem o sindicato.

Ao saírem, contudo, os policiais interpelaram Ronaldo Rodrigues, um dos líderes do movimento “O Sindicato é Nosso” e fotografaram seu documento de identidade, afirmando que o qualificariam como solicitante. No entanto, o grupo ligado ao movimento afirma que  não foi Ronaldo quem chamou a polícia, mas sim o próprio Ataíde.

 

A  junta

 

Na assembleia que depôs Ataíde e seus companheiros de diretoria, foi decidido que a junta governativa teria seus integrantes nomeados por entidades de grau superior que apoiaram o movimento “O Sindicato é Nosso”.  A presidência da junta está com Wilton de Mello Peixoto, indicado pela UGT (União Geral dos Trabalhadores); a tesoureira é Rejane do  Couto Araújo, indicada pela Confederação dos Sindicatos de Servidores Públicos Municipais, e a secretaria-geral fica com Nilton dos Santos, indicado pela Federação dos Sindicatos de Servidores Públicos do Estado do Rio.


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2 comentários

  1. Avatar

    QUERO ENTRA TAMBÉM NO SINDICATO E MUITO BOM FICA FORA DO SERVIÇO,E COLOCAR A FAMÍLIA TAMBÉM MUITO BOM.

  2. Avatar
    Funcionários público

    Palhada ,isto o povo tá afim e de grana e não de lutar pelo servidor público. E tudo faria do mesmo saco.

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