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Número de desempregados chega a 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro

Matéria publicada em 16 de outubro de 2020, 11:47 horas

 


Resultado é estatisticamente estável em relação à semana anterior

Brasília-

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19, divulgada hoje (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados chegou a 14 milhões de pessoas na quarta semana de setembro, ficando estatisticamente estável em relação à semana anterior (13,3 milhões).

Com isso, a taxa de desocupação (14,4%) ficou estável em relação à semana anterior (13,7%) e cresceu frente à primeira semana de maio (10,5%), quando o levantamento foi iniciado.

Esta é a última divulgação da Pnad Covid-19 semanal. A coleta de dados por telefone continuará para subsidiar as edições mensais da pesquisa, que devem continuar até o fim do ano.

“Embora as informações sobre a desocupação tenham ficado estáveis na comparação semanal, elas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas”, disse, em nota, a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira.

A população ocupada ficou em 83 milhões, estatisticamente estável na comparação com a terceira semana de setembro. “Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro, a variação foi negativa, mas sem qualquer efeito na taxa de desocupação”, afirmou a pesquisadora.

Flexibilização do distanciamento

Maria Lucia também destacou que a flexibilização das pessoas quanto ao distanciamento social continuou aumentando no fim de setembro. O grupo de pessoas que ficou rigorosamente isolado (31,6 milhões) diminuiu em 2,2 milhões, na comparação com a semana anterior.

Também aumentou o número pessoas que não tomaram qualquer medida de restrição para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Esse contingente cresceu 937 mil em uma semana, chegando a 7,4 milhões.

Segundo o IBGE, a maior parte da população (86,7 milhões) afirmou ter reduzido o contato com outras pessoas, mas continuou saindo de casa ou recebendo visitas na quarta semana de setembro, 1 milhão a mais na comparação com a semana anterior. Quem ficou em casa e só saiu em caso de necessidade somou 84,6 milhões, ficando praticamente estável em relação à semana anterior.

A pesquisa ainda mostrou que, na quarta semana de setembro, dos 46,1 milhões de estudantes que estavam matriculados em escolas e universidades, 39,2 milhões (85%) tiveram alguma atividade. Outros 6,4 milhões (13,9%) não tiveram atividade. O restante estava de férias (1,1%).

Segundo o levantamento, apenas 26,1 milhões (66,7%) tiveram atividades escolares durante cinco dias da semana. Outros 807 mil estudantes (2,1%) só tiveram atividades uma vez por semana.

As informações são da Agência Brasil*


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3 comentários

  1. Avatar

    Devo lembrar que o pais estava em uma curva de crescimento antes da pandemia , não foi o presidente que orientou todo mundo a fecharem suas empresas, não foi o presidente que orientou todo mundo a ficarem em casa. Vejam o que está acontecendo agora, mais gente na rua e voltando ao trabalho , algumas empresas voltando a funcionar, acredito que o Brasil vai ser o país da américa do Sul que vai sair melhor dessa crise.

  2. Avatar
    Eu não tenho culpa. Votei no Amoedo.

    E vai piorar. Essa pandemia serviu para encobrir que parte do aumento do desemprego se deve à Reforma Trabalhista, ao corte de investimentos estrangeiros devido a uma governança fraca e instável e a uma ausência completa de planos para fazer a economia crescer e gerar empregos.

  3. Avatar

    Fique em casa , a economia a gente ver depois, pois é , a conta chegou. Para as mídias malditas que só pregam o pessimismo , continuam com seus teatros dos horrores, pois os seus ganhos estão garantidos, apesar do governo ter cortado a maioria de suas verbas.

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