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Pezão cita empresas e montadoras da região para defender incentivos

Matéria publicada em 28 de outubro de 2016, 21:46 horas

 


No período entre 2010 e 2015, as isenções fiscais para empresas somaram R$ 33,2 bilhões

Pezão: ‘Esses incentivos é que possibilitam que diversas empresas ajudem na nossa arrecadação’ (Foto: Divulgação)

Pezão: ‘Esses incentivos é que possibilitam que diversas empresas ajudem na nossa arrecadação’ (Foto: Divulgação)

Rio – O governador licenciado Luiz Fernando Pezão defendeu nesta sexta-feira (28) a política de incentivos fiscais para atrair empresas e gerar empregos. Segundo Pezão, que volta na próxima segunda-feira após sete meses licenciado para tratar um câncer, a concessão dos incentivos contribui para a movimentação da economia e aumento da arrecadação. Ele negou ainda que os incentivos foram responsáveis pela crise financeira do estado.

– Esses incentivos é que possibilitam que diversas empresas, diversos segmentos ainda estejam ajudando na nossa arrecadação e gerando emprego. Não teríamos a Nissan, todo o setor leiteiro, a fábrica de carnes que será inaugurada no distrito industrial de Queimados, todo o polo da Michelin, a L’Oréal. Temos todos os inventivos discriminados. Ou a gente faz um pacto entre os estados e ninguém mais dá incentivos ou a guerra fiscal vai continuar. E nós não vamos ficar de fora. A gente só cresce com a geração de empregos, com a renda circulando, e isso é possível através das indústrias que se instalaram aqui – afirmou.

No período entre 2010 e 2015, as isenções fiscais somaram R$ 33,2 bilhões. De acordo com Pezão, os critérios de concessão foram baseados em leis aprovadas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

– Nós temos confiança nos nossos números e nós mostramos que não foram dadas isenções. O estado reduziu o imposto. A gente recebe o imposto. Quando nós damos incentivos a Nissan, a Peugeot Citroën, a Volkswagen, a Land Rover, essas empresas têm o incentivo financeiro. Ficam ali dez anos pagando o imposto menor, mas depois elas vão recolher esse imposto. Nós utilizamos o recurso desse fundo. Então o estado não está abrindo mão de impostos. Nosso incentivo é financeiro, a empresa recolhe o ICMS. Nós vamos abrir todos os nossos números, prestar todos os esclarecimentos. Uma coisa que eu mais estou lutando dentro do governo hoje, e a gente já evoluiu na transparência, eu quero chegar ao final de 2018, com todo governo do estado – não sei se vai ser o maior – mas eu quero chegar ao que tem de melhor dentro do país na transparência – destacou.

O governador disse ainda que esteve essa semana em Brasília com o presidente Michel Temer, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, discutindo a reforma da previdência pública. Segundo Pezão, os estados devem fechar uma proposta no próximo dia 4 para levar ao governo federal.

– Eu e o governador Raimundo Colombo ficamos encarregados pelo presidente Michel Temer de fecharmos uma proposta dos estados para apresentar a ele e à equipe do ministro Eliseu Padilha. A gente tem um fórum dia 04 com todos os secretários de Fazenda e as equipes de administração dos estados para fechar essa proposta. O governo fez a proposta do regime geral deles, do INSS. Nós estamos colocando a nossa proposta da previdência pública. Essa discussão que a gente quer fazer. Nós não queremos penalizar o servidor público, mas nós temos que ter uma previdência equilibrada atuarialmente – contou.
Pezão informou também que a arrecadação diminuiu e que o Rio voltou ao custeio de 2013. Segundo ele, novas medidas serão anunciadas na próxima semana.

– Tem uma série de medidas que o estado vai tomar, vamos enxugar mais ainda. A arrecadação não está se recuperando. Não é só no Rio. Eu estava falando com o governador Geraldo Alckmin. São Paulo é um termômetro para nós no país. A arrecadação não está crescendo. A gente viu ontem os números do governo federal da arrecadação não se recuperando. Então, temos que arrumar um jeito de equilibrar as nossas contas – explicou.

O governador participou da abertura do seminário “Infraestrutura Fluminense – desafios e oportunidades”, promovido pela FIRJAN. Durante o encontro, Pezão afirmou que é preciso concluir as obras necessárias para eliminar os gargalos nas rodovias fluminenses.

– Não dá para a gente abrir mão da duplicação da Serra das Araras, de terminar o túnel da Rio-Petrópolis – falta 1km para ser terminado -, tem uma série de investimentos aí. Tem a duplicação de Rio Bonito até Itaboraí para tirar esse gargalo da ponte Rio-Niterói. Isso já está pronto. Já poderia estar gerando emprego, gerando renda. Eu acho um absurdo a gente estar com algumas obras paralisadas e outras não iniciadas – disse.

Participaram ainda do seminário o secretário do Programa de Parcerias e Investimentos do governo federal, Moreira Franco, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Bastos, e o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugênio Vieira.


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10 comentários

  1. todos voces tem que ter um minimo de bom senso nao esta escrito na testa de nonguem quem e corrupto ou nao esse negocio que o povo nao sabe votar,tem e que criar leis severas para os ladroes dessse pais,prender os ladroes politicos desse pais por no minimo 20 anos confiscar todos os bens deles,e,dos seus laranjas,pois eles estao la para representar a populaçao dando um salario justo para todos ,educaçao,segurança e saude e emprego,e uma aposentadoria digna para aqueles que trabalharam tanto e chega depois de 35 anos de contribuiçao poder ter o direito de disfrutar do seu esforço,cadeia para os mal feitores politicos do brasil.

  2. Samuca Baltazar Neto

    Pezão, então pra bombar de verdade, temos que dar mais incentivos ainda para as grandes empresas: o estado é que deve pagar impostos às empresas, e estas correriam para se instalar aqui e reverteriam todos os recursos para seus empregados!

  3. SAI FORA... SUA BATATA JÁ ASOU E AGORA VAI TORRAR.

    JÁ TIVESTE A DEMONSTRAÇÃO QUE O MAL NÃO É LEGAL… SE CONTINUAR VAI PRA CADEIA. TORÇO PARA SUA MELHORA PORQUE SOMOS TODOS UM. MAS QUERO MINHA PARTE RUIM PRESA NA CADEIA E NÃO NA DOMICILIAR.

  4. Liberdade e Propriedade

    Parabéns pelas isenções Pezão!
    Vocês não entendem nada de economia! Me digam o que o Estado PERDE com isenções? Nada. Agora eu digo o que ganha! Ganha as fábricas, porque sem isenção perde todas para SP, ainda ganha muitos impostos, os empregos, injeta dinheiro na economia através dos salários, movimenta outras redes como do comércio, hotéis, transportadoras de cargas e pessoas, etc.

    Numa coisa o Pezão está errado, ao propor o fim da guerra fiscal. Se o imposto for o mesmo no Brasil inteiro, SP e Sul leva todas as novas fábricas, e quem já viu a estrutura e IDH deles sabe do que eu estou falando.

    Não tem que aumentar impostos ou manter estratosféricos para salvar o Brasil, tem é que reduzir as despesas.

  5. Montadoras montadas no lombo do povo que paga imposto…

  6. Esse senhor é o supra sumo da incompetência, povo, aprendam a votar!

  7. Absurdo é o Senhor querer diminuir o salário do trabalhador e continuar bancando empresas.
    Absurdo eh o Senhor deixar faltar na minha mesa o que é meu por direito, faltar remédio nos postos e por aí vai…..eu duvido que na sua casa falta algo.
    Nasceu na região e só faz vergonha, só traz desgosto p povo.
    Meu esposo sai de casa arrisca a vida dele p ganhar uma merda de salário que já não teve aumento e agora o Senhor quer baixar o salário.
    Se o Senhor não sabe tem famílias passando fome, casamentos sendo destruídos pq a sua falta de sabedoria atingiu as contas da casa.
    Eu queria ver se fosse o senhor no nosso lugar.
    Homem sem coração, sem caráter.
    Mas eh isso ai, o político corrupto ganha nas nossas custas um absurdo e ainda rouba o povo.
    Tudo aumenta nesse país somente o salário que não.
    Minha revolta eh que além de ver meu esposo arriscando a vida dele já não ganha direito, corre risco de não ter 13, trabalha igual um condenado p governador querer abaixar mais o salário.
    Meu esposo trabalha em outra cidade ganha 100 de passagem e gasta 300, paga p trabalhar pq nem comida ele tem se não comprar.
    P senhor querer abaixar o salário do trabalhador.
    Engraçado que baixar o salário dos seus companheiros isso não acontece.
    Os cargos comissionados o senhor n quer mecher.
    Olha senhor Pezão que Deus te de em dobro tudo que o Senhor está dando p servidor público, melhor p estado.

    • É isso aí, Lara! Mas, infelizmente, o culpado por tudo isso é o próprio eleitor (não todos, mas uma boa parte dele, a olhar pelos candidatos vencedores) que continua trocando o seu voto por 50 ou 100 reais, ou por qualquer outra porcaria. Ele se esquece de que esse dinheiro é tirado do nosso bolso, pois a maior parte dos eleitos são os que já estão no poder, ajudando o prefeito, governador e presidente da república, na aprovação de medidas em troca de dinheiro, para daqui a quatro anos, ter como pagar o voto dele, deixando as UPAS, as farmácias municipais, os postos de saúde, em situação calamitosa. A Bíblia diz que se o governo for justo, a população prospera! O povo tem uma arma poderosa na mão: o voto! O dia em que aprender a dar valor a ele, a prosperidade virá! Simples assim!

  8. Empresas que recebem milhões em incentivos para gerar uma quantidade de empregos muito aquém do esperado… O custo/benefício para a sociedade e o poder público está se mostrando ruim, só é interessante para o empresário, que ou lucra muito ou perde quase nada acaso o negócio não dê certo…

  9. Senhor Pezão, o senhor está se esquecendo de uma coisa, de governar o nosso Estado, que se encontra em completo abandono.

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