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Preços do leite e feijão disparam e fazem a inflação de julho subir

Matéria publicada em 13 de agosto de 2016, 20:30 horas

 


No acumulado do ano, alimentos têm alta de 8,79%, com destaque para os dois produtos

Em alta: Vilão da inflação de junho, o feijão-carioca também continuou pressionando o IPCA em julho (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Em alta: Vilão da inflação de junho, o feijão-carioca também continuou pressionando o IPCA em julho (Foto: Marcelo Camargo/ABr)

Brasília – Mais uma vez, os preços dos alimentos foram determinantes para a alta da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A pesquisa foi divulgada esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Sozinho, o grupo já acumula alta de 8,79% de janeiro a julho.

Em junho, os preços dos alimentos subiram 1,32%, exercendo impacto de 0,34 ponto percentual para a alta de 0,52% do IPCA, contribuindo com mais da metade da inflação oficial do país em julho. Com 65% de participação no IPCA, o grupo alimentação e bebidas registrou a mais elevada variação para os meses de julho desde 2000, quando a alta atingiu 1,78%.

Ao contrário de junho, quando a alta do feijão foi determinante para a variação de 0,35% do IPCA frente a maio, agora em julho o principal vilão foi o leite, com contribuição individual de 0,19 ponto percentual. Os preços do leite aumentaram 17,58% de um mês para o outro. Segundo o IBGE, em quatro das treze regiões pesquisadas, o litro do leite acusou alta superior a 20%: Belo Horizonte (23,02%), Rio de Janeiro (22,47%), Brasília (21,76%) e Vitória (21,76%).

Feijão

Vilão da inflação de junho, o feijão-carioca também continuou pressionando o IPCA em julho, fixando-se na segunda colocação entre os alimentos ao subir 32,42%. A alta exerceu um impacto de 0,13 ponto percentual na inflação do mês. Em Curitiba e São Paulo, o preço do quilo subiu 45,20% e 43,98%, respectivamente. O feijão-preto também subiu, passando a custar, em média, 41,59% a mais, enquanto o mulatinho ficou 18,89% mais caro e o fradinho, 14,72%.

Além dos expressivos aumentos dos diversos tipos de feijão, mais uma vez o arroz também se destacou, com preços elevados em 4,68% na média, atingindo 8,27% em Goiânia, 7,49% em Fortaleza e 6,84% em Belém. Com isto, o feijão com arroz, prato típico da mesa do brasileiro, passou a custar bem mais.

Assim como os alimentos, que passaram de 0,71% em junho para 1,32% em julho, outros três grupos mostraram aceleração na taxa de crescimento de um mês para o outro: Despesas Pessoais (de 0,35% para 0,7%), Artigos de Residência (de 0,26% para 0,53%) e Transportes (de -0,53% para 0,4%).

Preços em queda

Todos os demais grupos de produtos e serviços pesquisados fecharam julho com queda de preços em relação a junho: o grupo saúde e cuidados pessoais caiu de 0,83% para 0,61%; Educação (de 0,11% para 0,04%) e Comunicação (de 0,04% para 0,02%). Já Habitação (de 0,63% para -0,29%) e Vestuário (de 0,32% para -0,38%) fecharam junho com desaceleração em relação a junho.

Inflação oficial do país – e utilizada pelo Banco central para balizar o plano de metas inflacionárias – o IPCA diz respeito à variação de preços juntos às famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande e Brasília.

Inflação

A inflação oficial do país voltou a subir ao passar de 0,35% para 0,52% entre junho e julho deste ano, uma alta de 0,17 ponto percentual no período.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que, com a alta de julho, a taxa acumulada nos últimos doze meses (a inflação anualizada) ficou em 8,74%, abaixo, no entanto, dos 8,84% relativos aos doze meses imediatamente anteriores: 0,1 ponto percentual.

Nos primeiros sete meses do ano (janeiro/julho) a inflação medida pelo IPCA acumula alta de 4,96%, resultado também inferior aos 6,83% de igual período de 2015. Neste caso, a queda é bem maior do que a taxa anualizada: 1,87 ponto percentual. Em julho de 2015, o IPCA registrou variação de 0,62%.

As informações são da Agência Brasil.

 


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12 comentários

  1. sindicato das vacas

    Aumento pra vaca que é a produtora nada né?

  2. Parabéns, coxinhas, trouxinhas e escondidinhos…pobre de direita precisa ser congelado pra estudo.

  3. Nada mais do que justo o aumento do preço do leite, durante anos os produtores rurais foram massacrados pela política assistencialista do PT, ninguém reclama de pagar R$ 5,00 na latinha de coca cola, que por sinal é um veneno, mas pagar R$ 5,00 no litro do leite todo mundo reclama, alguém ai sabe que nessa época de pouca chuva os custos para a produção do leite aumenta? Quem acha que o leite está caro então que vá beber refrigerante.

    • Tal qual o veneno coca cola é o veneno leite consumido pela população com soda cáustica e grande quantidade de água

  4. Geraldo Claret Plauska

    De coxinhas, idiotas, viraram trouxinhas, enganados, e agora são escondidinhos, talvez com vergonha. Não sei se já perceberam que a naba está entrando devagarinho. VAI PR’A RUA, COXINHA !

  5. Ganância exacerbada dos empresários e imaturidade dos consumidores. Dois fatores que sempre prejudicaram os melhores planos econômicos no Brasil… O excesso de intervenção do governo, não deixando o mercado alcançar naturalmente seu ponto de equilíbrio a cada flutuação, também é nefasta…

  6. Os empresários dos setor alimentício estão fazendo rodízio de aumento de preços para extorquir os consumidores. Culpam a seca, mas ela já foi até pior e nem por isso o percentual de reajuste foi tão grande.

    • Quando o brasileiro vai deixar de ser burro?

      Roberto o importante é que tiramos a Dilma (alguns se referem elegantemente a ela como anta, bandida, e outras coisitas mais), o judiciário teve 44% de aumento salarial, esta tendo olimpíadas, pessoas sem a menor condição física ou mental vão perder a aposentadoria por invalidez, vão acabar com aposentadoria e 13°, ninguém mais vai aposentar porque vamos todos morrer antes com a reforma que vão fazer entendeu? e outros presentinhos que ganharemos aos pouquinhos fique tranquilo, agora não sei porque você esta reclamando? não somos mais coxinhas, somos troxinhas, legalzinho e maneirinho né.

  7. Ta tudo bem, o que importa são as olimpíadas

  8. Inflação galopanta

    Esse IBGE está de brincadeira com a população dizer que a inflação está em 8.79, qualquer pessoa que vai a um supermercado sabe que no ano esse indice está no minimo uns 40% acima do que estava no inicio do ano, estão manipulando indice para que o povo fique cada vez mais pobre pois manipulando não tem como os trabalhadores reivindicar aumento salarial de acordo com o verdadeiro índice

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