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Projeto com financiamento do BID impulsiona economias regionais

Matéria publicada em 6 de maio de 2017, 14:00 horas

 


Rio – O governo do estado apresentou balanço positivo do chamado Arranjo Produtivo Local (APL), que arrebanhou cerca de 300 empresários no projeto de Desenvolvimento Econômico Local. A proposta foi criada pelo governo, em parceria com o Sebrae/RJ, e contou com investimento de US$ 1 milhão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os resultados foram apresentados em seminário nesta quinta-feira (4/05) no Centro do Rio.

O projeto contemplou os Arranjos Produtivos Locais (APLs) Moda Praia, em Cabo Frio, na Região dos Lagos, e Rochas Ornamentais, em Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense. Para medir os resultados, foram realizadas duas pesquisas que compararam a situação das empresas em 2013, ano de início do projeto com financiamento do BID, e 2017. Na comparação, houve o crescimento no faturamento anual, melhoria na exportação, maior utilização de comércio eletrônico e inovação.

Com loja em Cabo Frio há 25 anos, Cláudia Guimarães Rosa participou de três missões internacionais e abriu a loja virtual durante o projeto.

– É importante para trocarmos experiências, olhar o que o parceiro está fazendo, e não vê-lo como concorrente – disse a empresária.

Em Santo Antônio de Pádua, o principal benefício foi a legalização das empresas. Silvio Saide é dono de uma serraria e pedraria desde 2008, que agora estão totalmente legalizadas.

– Para a minha empresa, o maior ganho foi o intercâmbio com as instituições de legalização. Também investi muito em segurança do trabalho com apoio do projeto – disse Saide.

De acordo com a subsecretária de Comércio e Serviço do Governo do Estado, Dulce Ângela Procópio, apesar de serem distintos entre si, os dois APLs, Moda Praia e Rochas, apresentavam características semelhantes.

– Ambos lidavam com elevado índice de informalidade e dificuldades de interlocução entre os integrantes do setor – afirmou a subsecretária.

Hoje, as duas regiões contam com sistema de gestão dos APLs e governanças locais. O projeto já foi estendido para outro APL, de Moda em Itaperuna, no Noroeste.

– A ideia é que a metodologia desenvolvida seja aprimorada e replicada não somente em outros APLs no estado do Rio, mas até mesmo levada para outras regiões – comentou Luciana Botafogo, especialista do Fundo Multisetorial de Investimentos (Fumin), do BID.

Segundo o Evandro Peçanha, diretor do Sebrae/RJ, mais de 60% das empresas beneficiárias inovaram em processos, produtos e serviço.

– O financiamento do BID possibilitou a abertura de novos mercados e o incremento de 10% no faturamento das empresas, isso num momento de crise econômica no País e especialmente no estado do Rio – afirmou Peçanha.

Além da apresentação dos resultados do projeto e troca de experiências entre os integrantes das duas cadeias produtivas, o evento também terá como pano de fundo o lançamento do sistema Mooola, que vai integrar dados das duas bases de APLs. Estatísticas, referências e principais resultados do projeto estarão disponíveis neste sistema que será disponibilizado nos sites do Sebrae e do Governo do Estado.

Banco conclui projeto de financiamentos locais

O aumento de produção, a geração de empregos e os ganhos no faturamento foram destaque no Rio de Janeiro, como resultado projeto realizado nos últimos cinco anos, em parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, o Sebrae/RJ e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

– Muita gente discursa a favor do pequeno empresário, mas é preciso que investimentos reais sejam feitos a favor da categoria – afirmou o secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Christino Áureo, defendendo políticas públicas de desenvolvimento regional como estratégia promover emprego e renda.

Iniciado em 2013, o projeto que envolveu o governo, Sebrae e BID, beneficiou diretamente cerca de 100 micro e pequenas empresas nos setores de confecções e de rochas ornamentais. Mesmo sem terem características em comum os Arranjos Produtivos Locais (APLs) dessas duas cadeias foram escolhidos entre 30 APLs existentes no Estado para serem alvo do projeto, com o objetivo de promover o desenvolvimento econômico regional. O BID aportou US$ 1 milhão em recursos e o Sebrae/RJ com o governo estadual mais R$ 1,5 milhão. O resultado foi conhecido em seminário promovido para a troca de experiências entre os participantes durante a quarta e a quinta-feira no Rio.

Palestras, cursos de capacitação, incentivos para que os integrantes dessas cadeias participassem de worskhops, feiras e seminários no mundo todo.

– Fomos a Milão, conhecemos feiras internacionais em Londres, viajamos o Brasil aprendendo – comentou Claudia Pitanga, que tem uma confecção de biquínis em Cabo Frio.

Assim como outros concorrentes locais, ela investiu em inovação, e apostou no e-commerce, como outros 63% dos integrantes do projeto, segundo pesquisa desenvolvida pelo Sebrae, que registraram aumento médio de 10% nas vendas no período, a despeito da crise econômica.

A pesquisa mostrou também que em 2013, 62% das empresas de Cabo Frio faturavam até R$ 300 mil por ano e apenas 20% de R$ 300 mil a R$ 1 milhão. Atualmente, 56,4% ultrapassaram o teto dos R$ 300 mil, sendo que 13% delas romperam a casa de R$ 1 milhão (ante menos de 1% em 2013) e 8,7% arrecadaram mais de R$ 2,4 milhões.


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