PSA Peugeot Citroën estuda demitir 800

Por Diário do Vale
Mau sinal: Queda nas vendas da PSA Peugeot-Citroën foi o dobro da registrada pelo setor de automóveis e comerciais leves (Foto: Arquivo)

Mau sinal: Queda nas vendas da PSA Peugeot-Citroën foi o dobro da registrada pelo setor de automóveis e comerciais leves
(Foto: Arquivo)

Volta Redonda

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Silvio Campos, informou ontem que a PSA Peugeot Citroën pretende fechar o segundo turno de produção de sua fábrica de Porto Real, o que pode gerar cerca de 800 demissões. Silvio informou que ele e outros diretores do sindicato estão negociando com a empresa para tentar evitar o desemprego em massa, mas adiantou que já vai começar a mobilizar a categoria. Ainda segundo o sindicalista, a gerência da fábrica disse que, para qualquer medida que não implique nas demissões, teria que obter permissão da matriz da montadora, na França.
— Vamos para a porta da fábrica para informar os trabalhadores sobre o que está acontecendo. O objetivo é sustar as demissões na mesa de negociação, mas se isso não for possível vamos parar completamente a produção — afirmou.
A fábrica atravessa um momento de queda de vendas. Nos dois primeiros meses deste ano, a empresa registra 10.154 emplacamentos, número 46,7% inferior aos 19.054 registrados no mesmo período de 2014. A montadora terminou o ano passado com 89.542 veículos licenciados, contra 116.330 em 2013, o que leva a uma redução de 23%. Em janeiro deste ano, a empresa licenciou 6.019 carros, enquanto em janeiro de 2014 foram 10.652 – uma queda de 43% que se acentuou com a redução de 51,5% verificada quando se comparam as vendas de fevereiro de 2015 (4.118) com as de fevereiro do ano passado (8.492). Os dados são da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) e indicam que o desempenho da montadora francesa é pior do que o da média das montadoras. O setor como um todo tem queda de 23% nos emplacamentos – a metade da perda registrada pela PSA Peugeot Citroën.

Vendas caem em todo o Brasil

Os resultados da indústria automobilística em fevereiro e no primeiro bimestre do ano foram revelados ontem pela Anfavea, em São Paulo. Os dados apontam ligeira retração de 2,3% na produção de autoveículos ao se comparar as 200,1 mil unidades produzidas no segundo mês de 2015 com as 204,8 mil de janeiro.
A comparação com fevereiro do ano passado, que registrou 281,6 mil, mostra redução de 28,9%, enquanto o acumulado de 2015 contra 2014 foi 22% menor. Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, o cenário extremamente difícil projetado para o primeiro trimestre está se confirmando:
“Em fevereiro tivemos menos dias úteis em razão da celebração do Carnaval em todo o País, sendo que no ano passado as festividades foram realizadas em março. Contudo, não há dúvidas de que os ajustes atuais, aliado ao aumento do IPI no início do ano, têm impactado diretamente a confiança do consumidor, comprovando a tese de que teremos um primeiro trimestre extremamente complexo”.
O licenciamento de autoveículos nos primeiros dois meses do ano – 439,8 mil unidades – caiu 23,1% frente as 572,0 mil unidades registradas no mesmo período de 2014. A análise mensal mostra que os 185,9 mil autoveículos comercializados em fevereiro representam queda de 28,3% sobre fevereiro anterior e 26,7% ante janeiro deste ano.
Nas exportações houve resultado expressivo de 91,8% de crescimento na comparação de fevereiro com janeiro – 31,3 mil contra 16,3 mil – e de 9,2% com relação as 28,6 mil de fevereiro de 2014. Em contrapartida, no resultado acumulado a queda é de 7,2%: 47,6 mil unidades deixaram as fronteiras brasileiras em 2015, enquanto no ano passado 51,2 mil já haviam saído do País.

Veículos pesados

O panorama também é complexo para os veículos pesados. No segmento de caminhões a produção de 16,2 mil unidades no primeiro bimestre de 2015 significa redução de 43,9% sobre as 29,0 mil de igual período de 2014. Apenas em fevereiro foram fabricados 7,8 mil caminhões, baixa de 48,7% contra fevereiro do ano passado e de 7,8% sobre janeiro.
No licenciamento a queda é de 50,3% no comparativo dos meses de fevereiro deste ano e do anterior – 5,2 mil unidades versus 10,4 mil – e de 32,5% ante as 7,7 mil do primeiro mês de 2015. O desempenho acumulado deste ano está 39,4% menor: 12,9 mil unidades contra 21,2 mil licenciadas em 2014.
As exportações seguem a tendência de baixa, apesar de fevereiro ter registrado alta de 22,2% em relação a janeiro: a comparação dos dois primeiros meses de 2015 e de 2014 mostra que as 2,6 mil unidades deste ano estão 11,1% abaixo das 2,9 mil do ano passado. No caso do segmento de ônibus, há estabilidade ao se comparar as 733 unidades exportadas nos dois meses transcorridos deste ano com as 746 do primeiro bimestre de 2014.
Já no licenciamento as 1,5 mil unidades de fevereiro estão em queda tanto com relação as 1,9 mil de janeiro quanto com as 2,8 mil de fevereiro do ano passado – 18,5% e 44,5% respectivamente. O acumulado do bimestre de 2015, com 3,4 mil, está 24,2% mais baixo do que as 4,5 mil dos primeiros dois meses de 2014.
A produção de chassis apresentou aumento de 15,5% de janeiro para fevereiro – 2,5 mil no primeiro mês contra 2,9 mil no segundo –, mas queda de 23,5% na comparação dos meses de fevereiro deste ano e do anterior. Com o resultado, o acumulado aponta redução de 13,4% entre 2015 e 2014: 5,4 mil contra 6,2 mil.

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Máquinas autopropulsadas

A produção de máquinas agrícolas e rodoviárias registrou acréscimo de 3,1% na comparação das 4,8 mil unidades de fevereiro contra as 4,6 mil de janeiro, mas decréscimo de 38,2% no confronto com as 7,7 mil do segundo mês de 2014. Na soma dos dois primeiros meses de 2015 foram produzidas 9,4 mil máquinas, resultado 27,4% menor do que as 12,9 mil de igual período do ano passado.
Nas vendas internas no atacado também houve alta, de 10,3%, na comparação das 3,7 mil unidades de fevereiro com as 3,3 de janeiro, mas a queda com relação as 5,6 mil de fevereiro do ano anterior é de 34,1%. No período acumulado também há retração: 2015, com 7,0 mil, está 24,9% menor do que as 9,4 mil de 2014.
As exportações de máquinas ascenderam 49,4% quando confrontadas as 826 unidades de fevereiro com as 553 de janeiro, mas caíram 20,7% frente 1,0 mil de fevereiro de 2014. Já a retração na comparação dos primeiros bimestres é de 13,8% – foram 1,4 mil este ano e 1,6 mil no ano passado.

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2 Comentários

ÊTA POVINHO corrupto 6 de março de 2015, 12:02h - 12:02

Cadê os eleitores do PT/PMDB Dilma/Pezão?

O esperança é que em 2016 já podemos mudar tudo isso se NINGUÉM VOTAR no PT/PMDB/DEM/PP. A Dilma já viu que mudamos o Congresso em 05 de outubro é já está fazendo reuniões a cada dois meses com os líderes partidários, coisa que ela não fez em todo o primeiro governo. Agora ela sabe que ficará muito difícil de governar com o nariz em pé este pais continental

Alex 6 de março de 2015, 10:17h - 10:17

Parabéns a todos os eleitores do PT e Dilma que nos afundaram mais em uma crise econômica. Desemprego, inflação, dólar nas alturas, Petrolão e corrupção desenfreada… Marca do PT.

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