PSA Peugeot Citroën paralisa produção

Por Diário do Vale
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Parada: Montadora em Porto Real suspendeu atividades hoje por conta do protesto de caminhoneiros

Parada: Montadora em Porto Real suspendeu atividades hoje por conta do protesto de caminhoneiros

Porto Real e Ribeirão Preto

Em decorrência do protesto dos caminhoneiros que já atinge 12 Estados do país, diversas montadores estão paralisando as atividades por falta de peças. Em Porto Real (RJ), o grupo PSA Peugeot Citroën suspendeu a produção nesta quarta devido à falta de componentes. Em nota, a empresa afirma que a greve dos caminhoneiros prejudicou a entrega de peças. Ainda segundo a montadora, a fabricação de autos deve ser retomada assim que as entregas se normalizarem.
Pelo terceiro dia consecutivo, a linha de montagem da Fiat em Betim (MG) não funcionou ontem. Em nota, a assessoria de imprensa da Fiat informou que aguarda a retomada da produção de veículos a partir do turno da noite desta quarta. Durante a manhã, policiais rodoviários federais cumpriam a decisão da Justiça Federal de desbloquear as rodovias mineiras, após pedido da AGU (Advocacia-Geral da União). “A confirmação desta expectativa dependerá da normalização do tráfego de caminhões na BR-381 ao longo do dia”, informou a empresa, na nota.
A Fiat também informou que faz um balanço sobre os prejuízos da produção parada. Na segunda e na terça, funcionários foram dispensados por falta de peças, uma vez que os produtos estavam nos que caminhões parados nas rodovias.

Dilma Diesel

Em meio à maior crise que enfrenta desde o início de seu governo, a presidente Dilma Rousseff afirmou hoje, em Feira de Santana (BA), que não é possível reduzir o preço do diesel, uma das principais reivindicações dos caminhoneiros que bloqueiam estradas em ao menos 12 Estados, provocando o desabastecimento em várias regiões do país.
“O governo não tem como baixar o preço do diesel”, disse. Segundo a presidente, o governo não elevou o preço do combustível, mas apenas recompôs o valor da Cide (tributo regulador do preço de combustíveis). “O que fizemos foi recompor a Cide. E não elevamos uma vírgula o preço dos combustíveis e nem abaixamos”, afirmou.
A presidente não detalhou quais medidas o governo vai oferecer aos caminhoneiros em rodada de negociações que está prevista para ocorrer nesta tarde, em Brasília.
Os caminhoneiros, que fazem protestos pelo país desde a semana passada, pedem redução no preço do diesel e do pedágio, tabelamento dos fretes e a sanção, por parte de Dilma, de mudanças na legislação que flexibilizam a jornada de trabalho – a categoria quer a liberação de mais horas trabalhadas por dia para aumentar os ganhos.
O governo teve dificuldades nos últimos dias para resolver o problema porque não conseguia identificar líderes que respondessem por todo o conjunto de manifestantes.
Responsáveis, em média, por 58% do transporte de mercadorias no país, segundo o Ministério dos Transportes, os caminhões têm participação ainda mais alta em setores como o de grãos. Ontem, o número de rodovias federais com trechos interditados pela paralisação caiu. São 99 pontos na manhã desta quarta (25), ante 115 registrados na noite de terça, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

Decisões Judiciais

Novas decisões judiciais determinaram a liberação de rodovias federais em três Estados hoje. As medidas atingem estradas de São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná, bloqueadas nesta semana por caminhoneiros que protestam contra a alta de combustíveis e pedágios.
O pedido para liberação das rodovias federais no país foi feito pela AGU (Advocacia-Geral da União). Na terça, o órgão obteve decisões também em Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. Com isso, ao menos seis Estados do país já tiveram decisões judiciais para desbloqueio das estradas desde o início dos protestos.
De acordo com a AGU, as decisões da Bahia, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais valem para rodovias federais de todo o Estado. Também há decisões restritas às regiões de Pelotas e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e de Curitiba, no Paraná.
Em caso de descumprimento, as multas vão de R$ 100 por hora a cada manifestante a R$ 50 mil, no caso de associações que realizarem protestos em alguns destes locais. Os valores variam por região. Em geral, os juízes avaliam nas decisões que o direito à manifestação não pode impedir o direito de circulação nas rodovias ou prejudicar o abastecimento de municípios.

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4 Comentários

clecio 27 de fevereiro de 2015, 04:07h - 04:07

e um absurdo os aumentos de tudo e o povo sendo massacrado como sempre por esses politicos que votamos na confiança deles melhorarem as condiçoes de vida de nos brasileiros mas eles so pensam em si proprio do mesmo jeito que votamos neles para nos representar temos que tira-los de la quando nao fazem por melhorar as coisas que precisamos para ter uma vida melhor pois para criar maneiras para nos prejudicar eles sao mestres fora aos politicos corruptos e mau intencionados um dos pontos que muitos nao veem pois ainda nao chegaram na idade e o fator previdenciario e o reajuste das aposentadorias defazadas os trabalhadores de hoje serao oas aposentados de amanha temos força para tirar todos aqueles que nao nos representarem com dignidade e honestidade e melhores condiçoes de vida.povo brasileiro nao vamos deixar esses maus politicos prejudicarem nos quem acreditamos ter votado certo mas infelismente fomos enganados

ÊTA POVINHO corrupto que elege corruptos 25 de fevereiro de 2015, 22:23h - 22:23

Como a Dilma não pode abaixar o preço do diesel se no mundo inteiro o preço do barril de petróleo caiu quase a metade? Será que os eleitores petistas sabem responder??

ÊTA POVINHO corrupto que elege corruptos 25 de fevereiro de 2015, 22:21h - 22:21

Eu sinceramente gostaria de saber o que tem a dizer os petistas e simpatizantes que votaram no PT e nos partidos coligados? É só prejuízo! Agora estamos todos pagando mais impostos e pagando por produtos mais caros, isso quando encontramos. Nas feiras já faltam muitos produtos.

Leitor 25 de fevereiro de 2015, 18:40h - 18:40

A dilma não aumentou o combustivel, ela aumentou os impostos (aqueles que ela tinha prometido que não ia aumentar). Boa sorte pra você que votou nela

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