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Reforma da Previdência deve estabilizar dívida pública em 2023

Matéria publicada em 27 de abril de 2019, 11:32 horas

 


Reforma da Previdência terá reflexos nas contas públicas somente em quatro anos (crédito AB)

Brasília – Principal medida do governo para reequilibrar as contas públicas, a reforma da Previdência deve estabilizar a dívida bruta do Governo Geral a partir de 2023. A projeção consta de estudo divulgado esta semana pela Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão auxiliar do Senado.

Segundo a edição mais recente do Relatório de Acompanhamento Fiscal, dedicada aos efeitos da reforma da Previdência, o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – só voltará a registrar superávit primário em 2023. Definido como economia para o pagamento dos juros da dívida pública, o superávit primário representa o principal instrumento para segurar o endividamento do governo.

De acordo com o estudo, mesmo com a aprovação da reforma, o Governo Central registrará déficits primários de 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos) em 2020, 0,9% em 2021 e 0,4% em 2022. No ano seguinte, o país voltaria a registrar superávit primário de 0,1% do PIB. O resultado positivo subiria gradualmente até chegar a 2,8% do PIB em 2030.

Em relação à dívida bruta do Governo Geral, o estudo prevê que ela subirá de 77,8% do PIB em 2019, para 79,72% em 2020; 81,03% em 2021; e 82,14% em 2022. O relatório não forneceu as projeções para os anos seguintes, apenas informou que ela se estabilizará entre 82% e 83% em 2023, começando a declinar nos anos seguintes.

Divergências

As estimativas de crescimento econômico da IFI são mais conservadoras que as do governo. O órgão consultivo do Senado projeta expansão de 2,4% para o PIB em 2020, 2,3% em 2021 e 2% em 2022. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 prevê crescimento de 2,7% no próximo ano, 2,6% em 2021 e 2,5% em 2022.

As projeções da IFI foram divulgadas antes de a equipe econômica liberar os dados atualizados de economia com a proposta atual de reforma da Previdência. O órgão calculou que o texto atualmente em vigor resultará em economia de R$ 670,9 bilhões de 2020 a 2029 apenas na Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada e das estatais. Com as mudanças no abono salarial e no Benefício de Prestação Continuada (BPC), haverá economia adicional de R$ 178,9 bilhões. As estimativas para a Previdência dos servidores federais não foram divulgadas.

Os dados divulgados pelo Ministério da Economia na última quinta-feira (25) apontaram economia de R$ 807,9 bilhões no mesmo período apenas com a Previdência Social. Ao incluir as mudanças na Previdência dos servidores federais, no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na restrição do abono salarial a quem ganha apenas um salário mínimo, a estimativa aumenta para R$ 1,236 trilhão.

Caso as estimativas do governo se confirmem, a dívida pública poderia estabilizar-se mais rapidamente. O Ministério da Economia, no entanto, não divulgou o impacto da reforma da Previdência sobre o endividamento federal. Por meio da rede social Twitter, a IFI comemorou a decisão do governo de abrir os dados sobre a reforma da Previdência e elogiou a construção do modelo de cálculos, mas pediu  informações adicionais sobre a razão de as estimativas do governo serem superiores às do órgão.

Criada em dezembro de 2016 por resolução do Senado Federal, a Instituição Fiscal Independente produz relatórios, notas técnicas, banco de dados e projeções econômicas que são levadas em conta pelos parlamentares na análise de projetos de lei e de medidas do governo. O órgão pode agir tanto por iniciativa própria como quanto por demandas específicas de senadores.


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4 comentários

  1. Bando de vagabundos. Vão trabalhar e parem de mamar na teta do governo. Petralhas.

  2. Interessante todos os meios de comunicação omitirem o perdão às dívidas astronômicas dos empresários que equivalem a pelo menos cinco vezes o que essa reforma de forma obscura e tendenciosa promete de economia. Como sempre o povo paga a conta da corrupção e exploração ao qual esse país foi submetido. A classe política só trabalha em causa própria e para nos manterem como gado para usufruirem em seus banquetes.

  3. A reportagem tão desonesta que não tem assinatura. Esse projeto vai destruir a estrutura de seguridade social no país. Não existe nada similar no mundo. Nosso problema está no refinanciamento da dívida pública, que possui pagamentos a curtíssimo prazos.Mas isso tem que mexer com o sistema financeiro, esse câncer que consume grande parte dos impostos recolhidos no país. O que recupera a previdência é retirar as obrigações de pagamento que constitucionalmente não são dela, recuperar os débitos das empresas e gerar novos empregos formais , mas para isso precisamos de um plano de recuperação da economia e para isso precisamos de um governo que o tenha. Esse governo do Mito não possui nada além das questões de costumes e hábitos.

  4. São estudos iguais aos dados obscuros do Paulo Guedes, só teoria para convencer os parlamentares a aprovar o projeto do governo, que pretende fazer os brasileiros trabalharem até morrer.
    Além do mais em 2023 já terá passado a eleição e aí ninguém vai lembrar dos erros do cálculo otimista da ”nova” previdencia.

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