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Secretário faz a entrega do novo sistema de captação na ETA Belmonte

Matéria publicada em 20 de outubro de 2015, 06:00 horas

 


Novo sistema de captação com três motobombas ficará pronto em 40 dias, capacidade total de 1.200 litros/seg

Captação: André Corrêa conhece equipamentos que foram implantados pelo Saae-VR (Foto: Divulgação)

Captação: André Corrêa conhece equipamentos que foram implantados pelo Saae-VR (Foto: Divulgação)

Volta Redonda – O secretário estadual de Meio Ambiente, André Corrêa, oficializou, nesta segunda-feira (19), a entrega dos três sistemas flutuantes de captação de água para o Saae-VR. Os equipamentos são dotados de bomba, motor e quadro elétrico. O novo modelo será adaptado ao Rio Paraíba do Sul, com capacidade de retirar 400 litros por segundo para cada bomba, alcançando assim 1.200 litros/seg de água para o abastecimento de toda a cidade.

O equipamento está sendo instalado num trecho do rio localizado em frente a ETA Belmonte (Estação de Tratamento de Água). O prefeito Antônio Francisco, o presidente do Saae, Paulo Cezar de Souza (PC), o gerente da ETA, Patrick Kent, os deputados estaduais Nelson Gonçalves, Edson Albertassi; o deputado federal Deley de Oliveira; e a vereadora América Tereza, participaram do evento.

O equipamento adquirido com recursos do CEIVAP (Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba e Associação Pró Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, e governo do estado, servirá como alternativo para captar água do rio para o tratamento da ETA, em caso do nível do Paraíba ficar mais baixo, dificultando a captação normal que é feita pelo SAAE.

Neto destacou a parceria com o governo estadual com ações para superar a atual crise hídrica no estado com investimentos, visando assegurar o abastecimento de água potável com uma captação mais segura e flexível para o consumo saudável da população, sem desperdício no uso do produto. O recurso do Ceivap foi de R$ 700 mil.

Uma das vantagens do novo sistema operacional de captação, que deve ficar pronto num prazo máximo de 30 a 40 dias, é que se baixar ou subir o nível do rio, este sistema flutuante, colocado mais ao meio do rio Paraíba acompanha essa mudança, e mantém a captação. Este sistema é diferente do sistema comum que funciona na margem do rio, colado à área da ETA Belmonte, e que teria dificuldades na captação da água se o nível baixar muito. “A parte civil já está com 80% das obras prontas, faltando agora a interligação do flutuante, que são os tubos de borrachas, ou seja, a ligação da borracha estrutural com os barreletes metálicos”, explicou o engenheiro Patrick Kent, gerente de tratamento da água da ETA Belmonte.

O presidente do SAAE, o PC, informou ao secretário estadual que parte dos flutuadores que estão sobrando servirão para a montagem de uma eco barreira no Paraíba, auxiliando a reter uma quantidade a mais de água para o abastecimento. Ele explicou ao secretário que o novo modelo adotado na parceria com o governo estadual foi pensado justamente num período confortável de abastecimento, mas sem esquecer a segurança da captação em caso de falta de chuvas na região, como vem ocorrendo.

André Corrêa inspecionou a obra e disse que é o investimento mais acertado que o governo estadual pode fazer a curto prazo: “Além de Volta Redonda, estamos executando projetos a curto prazo em oito municípios para garantir a captação nesta crise hídrica. É uma medida de contingência para que a população tenha a garantia desta captação no rio Paraíba”, frisou o secretário de Meio Ambiente.

Reunião na Cúria debateu poluição
e crise hídrica em Volta Redonda

O Secretário Estadual do Ambiente, André Corrêa, participou de uma reunião na Cúria Diocesana, na Vila Santa Cecília, para debater questões ligadas à sua pasta. O encontro contou com a participação de integrantes da Comissão Ambiental Sul/RJ e do Movimento Ética na Política (MEP), além de diversos ambientalistas, pesquisadores, biólogos, professores e representantes da Igreja Católica.

Também foram à reunião com Corrêa o deputado federal Deley de Oliveira (PTB), o deputado estadual Nelson Gonçalves (PSD), o vice-prefeito de Volta Redonda, Carlos Roberto Paiva (PT) e o vereador José Jerônimo Teles Filho (PSC).

A maior parte dos itens colocados em discussão tem relação com as atividades mantidas pela CSN na Usina Presidente Vargas. A poluição do ar, a contaminação do bairro Volta Grande IV e a Floresta da Cicuta estiveram em pauta. Além disso, a crise hídrica também foi debatida.

Pó preto

O presidente da Comissão Ambiental Sul, Délio Guerra, disse que a situação de Volta Redonda no que diz respeito ao meio ambiente ainda é precária.

– Nós estamos aqui fazendo um apelo. Temos diversas preocupações com os problemas de saúde da população, principalmente no que se deve à poluição emitida pela CSN. A Comissão Ambiental tem procurado trazer alguma solução e achamos conveniente conversar com a Secretaria de Estado para expressar nossas preocupações – destacou.

Volta Grande IV

O caso da contaminação do solo no bairro Volta Grande IV também foi debatido. A maior queixa dos moradores é com relação à demora na realização de estudos e exames que possam mostrar se há risco para seres humanos no local.

Floresta da Cicuta

Há um processo aberto pela CSN para que a Floresta da Cicuta seja incluída em uma nova categoria, passando de uma Árie (Área de Relevante Interesse Ecológico) para RPPN (Reserva Particular de Patrimônio Natural. Na cidade, ambientalistas e funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) são contrários à mudança.

Crise hídrica e transposição

Outro tema levantado foi sobre a crise hídrica e a possibilidade de uma segundas transposição das águas do Rio Paraíba do Sul.

Secretário afirma que 
vai cobrar providências

O Secretário Estadual do Ambiente, André Corrêa, se comprometeu em evento na Cúria Diocesana em ajudar a Comissão Ambiental e ao ICMBio a cobrar uma posição da CSN em relação a todas as questões discutidas.

– Os termos de compromisso (assinados com a CSN) estão em vigor e ainda que não tenham sido integralmente cumpridos estão em negociação. Diversos setores da sociedade estão envolvidos nesta discussão da poluição e vamos cobrar que a empresa cumpra tudo aquilo que prometeu – disse.

– Em relação à floresta, me coloco à disposição. Proponho que tenhamos um encontro bimestral, para que possamos acompanhar o que evoluiu em todas essas questões e o que precisa de uma atenção especial – disse.

Sobre a crise da água, o Secretário afirmou que não ‘irá travar uma guerra’ com outros estados e que irá tomar medidas de redução no consumo.

– Infelizmente terei que ser muito transparente no que vou dizer, mas infelizmente o que estamos vivendo hoje vai ser cada vez mais frequente e intenso. As mudanças climáticas já estão acontecendo e nós estamos vivendo a pior crise hídrica da região sudeste. O principal desafio nesse momento é administrar a crise e começar a plantar medidas que vão ser resolvidas em médio e longo prazo. Precisamos fazer captações mais eficientes e utilizar medidas de emergência nessa crise. Nós não vamos travar uma guerra de água com outros estados, mas iremos construir uma solução com responsabilidade – declarou.

A Secretaria ainda acrescentou outros projetos em andamento, como a criação do primeiro Refúgio do Paraíba de Vida Silvestre, que abrangerá uma área de cerca de 12 mil hectares. Ele será uma área de extensão que estará protegida pelo governo e que irá abranger 13 municípios do Sul Fluminense.


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Um comentário

  1. cada dia que passa fico mais indignado com estas pessoas que não fazem nada e so diz asneira nenhuma prefeitura ao longo do rio paraiba dosul mantem algum projeto de reflorestamento dos rios e suas nascente que desaguam no rio isso e uma vergonha criaram a tal da codesvasp acho que e isso so para empregar padrinhpos policos com nova taxa criada para nos pagarmos.

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