segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Economia / Sul Fluminense perde 3,7 mil empregos em 2015

Sul Fluminense perde 3,7 mil empregos em 2015

Matéria publicada em 18 de março de 2015, 21:42 horas

 


Saldo dos dois primeiros meses é negativo em todos os setores principais e em todos os municípios, exceto Valença

Dimensões: Volta Redonda, município mais populoso da região, Volta Redonda perdeu 1.214 empregos em dois meses (Foto: Arquivo)

Dimensões: Volta Redonda, município mais populoso da região, Volta Redonda perdeu 1.214 empregos em dois meses
(Foto: Arquivo)

Sul Fluminense

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje pelo Ministério do Trabalho e Emprego, indicam que a região perdeu 3.792 postos de trabalho formais apenas nos dois primeiros meses de 2015. Os números também apontam para uma crise generalizada, já que houve mais demissões que admissões em todos os municípios – com exceção de Valença, que teve um saldo positivo de 10 empregos – e em todos os setores, exceto o de serviços industriais de utilidade pública, que apresenta 20 contratações a mais do que demissões.

Os setores

Os quatro setores que englobam a grande maioria dos empregos na região – Indústria, Comércio, Serviços e Construção Civil – registram perdas significativas em janeiro e fevereiro. O pior desempenho é o do comércio: foram 1.122 demissões a mais do que admissões, parcialmente explicadas pelas dispensas de empregados temporários contratados para as vendas de Natal, que normalmente são dispensados no início de janeiro.
A construção civil, que vem mostrando sinais de desaquecimento desde 2013, continua a reduzir seu efetivo e acumula, em janeiro e fevereiro de 2015, um saldo negativo de 1.067 postos de trabalho.
A indústria de transformação também mostra sinais de perda de fôlego e fechou 678 vagas no primeiro bimestre; o número fica muito perto dos 670 postos de trabalho eliminados no setor de serviços, que é o maior empregador nas cidades mais populosas da região.

Os municípios

Praticamente nenhum município da região escapou do fechamento de postos de trabalho este ano. A exceção foi Valença, com um saldo positivo de dez empregos, o que é um número muito baixo para o porte do município e indica uma situação de estabilidade nesse primeiro bimestre.
Todos os outros municípios apresentam saldos negativos e, de maneira geral, as maiores perdas ocorrem nas cidades mais populosas e com os maiores mercados de trabalho, ou mais industrializadas.
Volta Redonda, com a maior população e o maior número de empregos na região, teve a maior perda: 1.214 empregos. Seguem-se Angra dos Reis, com -804, Barra Mansa (-641), Porto Real (-251) e Resende (-240).

Brasil registrou queda de 2.415 postos de trabalho em fevereiro

Brasília

O número de trabalhadores demitidos em fevereiro superou o de admitidos em 2.415 vagas. O resultado é o pior para o mês, desde fevereiro de 1999, quando foi registrado saldo negativo de 78.030 empregos. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado decorre da diferença entre 1.646.703 admissões e 1.649.118 demissões registradas no mês. Em janeiro deste ano, o saldo negativo foi ainda maior: 81.774 postos de trabalho. Em fevereiro de 2014, o saldo foi positivo em 260.823 vagas.
O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, divulga os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), relativos ao mês de fevereiro (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Com isso, no acumulado do ano a queda de postos de trabalho equivale a 80.732 postos e, nos últimos 12 meses, a redução corresponde a 47.228 empregos. Segundo o ministro do Trabalho, Manoel Dias, apesar de o resultado ter sido negativo, há um indicador positivo: “ele demonstra estabilização em relação ao resultado obtido em janeiro”.
Os setores que mais influenciaram a queda do emprego em fevereiro foram o comércio, com diminuição de 30.354 vagas na comparação com o mês anterior, e a construção civil, com queda de 25.823 postos. “Por outro lado, tivemos uma recuperação na área de serviços [52.261 vagas criadas]. No caso do setor de construção civil, os empregos são por prazo determinado e, no fim do ano, tivemos o término de muitos desses contratos. Mas novos orçamentos [destinados aos programas de habitação voltados para a população de baixa renda] vão estimular novas contratações”, acrescentou Dias.
Segundo o ministro, há uma expectativa de melhora da situação de empregos na medida em que os R$ 56,5 bilhões previstos para a construção de casas próprias para a população de baixa renda forem sendo aplicados. “Estimamos que, só com esses investimentos, serão criados 2,5 milhões de empregos ao longo do ano. Já foram [liberados] R$ 8,7 bilhões para a contratação de mais de 99 mil unidades [residenciais] que vão gerar 285 mil novos postos de trabalho. Além disso, está em fase de estudo o acréscimo de R$ 10 bilhões nos investimentos para esse tipo de habitação.”
De acordo com o Caged, a indústria da transformação apresentou saldo positivo de 2.001 vagas,o que, para o ministro do Trabalho, também representa um bom indicativo. Nesse setor, houve dois destaques: a indústria de calçados, com a geração de 5.401 postos de trabalho, e a indústria de produtos alimentícios, com saldo positivo de 2.329 empregos.
O Rio de Janeiro foi o estado com mais  perda de vagas no mês, com déficit de 11.101 postos de trabalho. “Certamente, por influência das denúncias nos contratos envolvendo a Petrobras”, admitiu Dias. O segundo estado em perdas foi Pernambuco, com queda de 10.660 postos de trabalho. Os melhores resultados foram obtidos em Santa Catarina e no Paraná, com a criação de 12.108 e 8.574 postos de trabalho, respectivamente.

cidades

setores


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

2 comentários

  1. Avatar

    Aos desempregados que votaram na Dilma e acham o PT o máximo. Nem o Pronatec tá funcionando!!! 13 anos de PT e o castigo veio a cavalo. Boa sorte PTinhas!!!

  2. Avatar

    Esta onda de desemprego está no Brasil todo, em todos os setores da economia. O que tem de profissionais excelentes parados, é uma enormidade assustadora. Na área de Petróleo é imensa, a construção civil já começa a sentir o baque, o mercado imobiliário travou e vai por aí.
    Enquanto isso na Câmara dos Deputados, Ministro da Educação e Parlamentares, onde nenhuma das partes é santa, trocam farpas e acusações. Já disse isso aqui e vou repetir, ficam de gracinha, daqui a pouco um general vai levantar da poltrona, botar a tropa na rua e aí a DITA vai ficar DURA. Aí não ainda correr para debaixo da saia da mamãe,pois o couro vai comer…

Untitled Document