terça-feira, 12 de novembro de 2019

TEMPO REAL

 

Capa / Economia / Sul Fluminense tem ‘novembro azul’ com geração de empregos

Sul Fluminense tem ‘novembro azul’ com geração de empregos

Matéria publicada em 27 de dezembro de 2017, 17:20 horas

 


Volta Redonda, Angra e Barra Mansa conseguem amenizar perdas no ano; Resende segue como maior geradora de vagas

Resende se mantém em alta na geração de empregos

Resende se mantém em alta na geração de empregos


Sul Fluminense e Costa Verde – 
As cidades da região em geral receberam uma trégua na luta contra o desemprego em 2017 no mês de novembro. Dados do Ministério do Trabalho para o período, divulgados nesta quarta-feira, mostram que praticamente todos os municípios do Sul Fluminense e Costa Verde fecharam o penúltimo mês do ano com mais admissões do que demissões.

Maior mercado da região, Volta Redonda teve 1.616 contratados e 1.337 demitidos em novembro, com saldo positivo de 279 empregos gerados. No acumulado do ano, no entanto, a cidade ainda tem um saldo negativo de 429 demissões. Barra Mansa fechou novembro com 705 pessoas contratadas contra 656 demitidas, com saldo de 49 empregos. No ano, a cidade tem um déficit de 823 vagas no mercado de trabalho.

Angra dos Reis também conseguiu ficar no azul no penúltimo mês do ano. A maior cidade da Costa Verde teve 923 admissões contra 852 demissões, com 71 empregos a mais. No balanço de 2017, no entanto, os dados ainda são negativos com 867 vagas fechadas.

Alta no mês e no ano

Resende se mantém como a maior geradora de empregos no acumulado do ano. O município tem saldo de 1.183 empregos entre janeiro e novembro. No mês passado, a cidade conseguiu novamente um saldo positivo com 899 admissões e 789 desligamentos. Barra do Piraí é outra cidade que teve saldo positivo no mês de novembro (111 empregos gerados) e ainda tem uma “poupança” de 296 vagas geradas ao longo do ano.

Mês positivo

Com exceção de Quatis, que teve saldo negativo de 8 empregos, todas as demais cidades da região também tiveram saldo positivo em novembro. Paraty (189), Piraí (139), Porto Real (25), Itatiaia (3) e Pinheiral (38) tiveram o que celebrar na geração de empregos no mês passado.

No Brasil

O saldo de empregos formais no Brasil em novembro ficou negativo, com redução de 12.292 vagas. Em relação a outubro, houve redução de 0,03%, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. Os dados já consideram as novas formas de contratação estabelecidas na reforma trabalhista.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em novembro há uma tendência de saldo negativo do emprego. Ele argumentou, entretanto, que esse resultado não indica interrupção no processo de retomada do crescimento econômico, com criação de postos de trabalho. “Nos 11 meses do ano, oito foram positivos [com geração de emprego]”, disse Nogueira.

O resultado de novembro considera 1.111.798 de admissões contra 1.124.090 de desligamentos. No acumulado do ano, o saldo é de 299.635 empregos, com expansão de 0,78% em relação a dezembro de 2016. Nos últimos 12 meses, o saldo é negativo, com redução de 178.528 postos de trabalho, uma retração de 0,46%.

Setores da economia

Em novembro, o comércio foi o único setor que registrou saldo positivo (tanto atacadista quanto varejista), com a criação de mais de 68 mil vagas. Segundo o Ministério do Trabalho, as festas de fim de ano, que aqueceram as vendas, foram o motivo desse resultado.

A indústria de transformação registrou saldo negativo de 29.006 empregos. A construção civil reduziu 22.826 vagas. O setor agropecuária gerou saldo negativo de 21.761 vagas. O setor de serviços também apresentou saldo negativo de 2.972 vagas.

Regiões

A região que mais criou vagas formais em novembro foi a Sul, com 15.181 postos. A Região Nordeste abriu 3.758 vagas. As demais regiões registraram saldo negativo: Sudeste (-16.421), Centro Oeste (-14.412) e Norte (-398).

Em novembro, o salário médio de admissão no país ficou em R$ 1.470,08, enquanto o de demissão foi de R$ 1.675,58. Na comparação com outubro, houve aumento de 0,39% no salário de contratação e de 0,02% no de demissão.

 

Projeção

 

A projeção do Ministério do Trabalho é que em 2018, com o crescimento da economia (o Produto Interno Bruto – PIB) em 3%, devem ser criados 1.781.930 empregos formais até o fim do ano, na comparação com o mesmo período de 2017.

O ministério também divulgou uma estimativa mais otimista considerando o crescimento do PIB de 3,5%, com a criação, no próximo ano, de 2.002.945 vagas.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document