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Usiminas demitirá 1,8 mil funcionários em Cubatão

Matéria publicada em 4 de fevereiro de 2016, 15:12 horas

 


A unidade da Usiminas em Cubatão, na Baixada Santista, em São Paulo, informou que vai demitir 1,8 mil funcionários, entre metalúrgicos e engenheiros, até o final deste mês. Segundo a empresa, a redução da capacidade produtiva da usina vai desativar algumas áreas da unidade, que foi prejudicada pela redução do consumo de aço no país. Houve queda 16,7% em 2015 em relação a 2014.

O presidente do Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, Florêncio Resende de Sá, estima que 7 mil empregos indiretos, de empresas terceirizados, também sejam afetados. Segundo Florêncio, desde o dia 19 de janeiro, 800 empregados diretos da Usiminas foram dispensados, dos quais 750 eram operadores e 50, engenheiros. “E algumas empresas terceirizadas, com 600 e com 800 funcionários, já fecharam em novembro”, disse ele.

O sindicato estima que 53 empresas terceirizadas na região de Cubatão serão prejudicadas. Para Florêncio, apenas quatro ou cinco empresas poderão resistir ao fechamento parcial da Usiminas, reduzindo o número de empregados para 15% do total atual. “O número de demitidos em toda a região pode chegar a algo entre 23 mil e 30 mil trabalhadores – eram mais de 100 as empresas que trabalhavam em função da Usiminas, quando falamos do setor de serviços, de comércio, que serão apertados de alguma forma.”

De acordo com a Usiminas, serão oferecidos aos demitidos benefícios extras como manutenção dos planos de saúde e odontológico por três a seis meses, auxílio-alimentação por quatro meses ou retorno de férias correspondente a 20 dias de trabalho, contribuição previdenciária por três meses, seguro de vida por quatro meses e prioridade na recontratação em caso de reativação dos equipamentos.

A empresa informou ainda que vai redirecionar cerca de 300 empregados para outras atividades na usina evitando esses desligamentos. “Estão sendo priorizados empregados que têm alguma renda, como aposentados e trabalhadores já em condições de se aposentar. Os desligamentos seguem o cronograma de desativação dos equipamentos”, informou a Usiminas.

Crise na siderurgia

A Usiminas classifica o momento de difícil e considera a crise a mais grave da história do setor siderúrgico. “A entidade, que congrega as principais usinas produtoras, contabilizou uma queda de 16,7% no consumo de aço em 2015 em relação a 2014, que por sua vez já havia sido 6,8% menor do que o de 2013. O mercado externo não tem se mostrado vantajoso, pois há um excesso de capacidade produtiva da ordem de 700 milhões de toneladas no mundo, o que tem depreciado os preços internacionais. Para manter a competitividade nesse contexto, não restou à Usiminas outra alternativa senão ajustar a sua capacidade produtiva”, diz a empresa.

A prefeita de Cubatão, Marcia Rosa, mostrou preocupação com as consequências que a redução das atividades da Usiminas podem gerar na cidade. “Queremos negociar saídas para reverter a crise. Cubatão não pode virar deserto”, afirmou Marcia Rosa, durante protesto pela manutenção da Usiminas, realizado em Janeiro.

 

usiminas


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12 comentários

  1. Vergonha lá e aqui tb, vcs sabiam que a csn produz o aço com menor custo por tonelada nos aços longos. E colocaram os operadores para trabalhar de seg a sab fazendo 8 horas, folgando apenas aos domingos. Conclusão estão trab 26 dias por mês, e o sindicato não faz nada, finge que não sabe.

  2. Como diz o capitão Nascimento:
    – O sindicato tem que acabar,
    – Os político 99% são ficha suja

    Demissões na CSN continuam e nada é feito por estes “gafanhotos “
    E as manchetes nos jornais nada…

    • Presumindo que só vc saiba dessas demissões e que a maior parte da cidade (incluindo a redação do jornal) não, deveria vc procurar os órgãos competentes para que lavrem uma denúncia…

  3. Acho estranho a Usiminas apenas demitir em Cubatão, não em sua usina principal de Ipatinga. Será que o lobby dos políticos mineiros é forte?…

    • Nem tudo, ou melhor, a grande maioria das coisas não se resolve com politica. As decisões corretas tem forte embasamento técnico, e mesmo estando vendo de longe, a decisão por Cubatão é sem duvida economica X financeira, a produção de placas em Ipatinaga é mais competitiva do que em Santos, a Usiminas está tentando sobreviver , e com decisões politicas tenha certeza, já estaria morta e enterrada.
      Se a igreja, a prefeitura, o governo do estado ou seja lá quem for quiser interver provavelmente a pergunta básica é “quem vai pagar?” Como o governo não faz sua parte eliminando esses cargos politicos e diminuindo o custo do estado, por falta de recurso para investir, o resultado é esse mesmo……..Enquanto isso , o sitio, o apto no Guaruja, as comissões, o pedagio do ParTido, os politicos em cargos técnicos, a conta de luz, …zika…

    • Mais competitiva em que sentido? Não basta dizer o milagre, tem que apontar o santo… Ipatinga, ao contrário de Cubatão, fica muito distante dos principais centros consumidores do aço, o que encarece o frete. Fica distante de qualquer porto também, diferente de Cubatão, que está praticamente à beira-mar e possui terminal privativo, assim como a CST e a CSA… A única vantagem que a unidade Ipatinga teria sobre a de Cubatão seria em relação aos salários pagos, custo com mão de obra, assim como ocorre com as montadoras que fogem do estado de SP, principalmente do anel metropolitano, onde os salários são os mais altos do país. Mas desconheço a política salarial da empresa, isso é só uma hipótese…

  4. Advinha aonde será a próxima sacanagem? ???

  5. Acabou a farsa do crescimento criada pelo PT.
    Mentiram, fraudaram dados estatísticos, inflação , empregos e renda.
    Ludibriaram o povo com mentiras e incentivaram seu endividamento.
    A crise era só uma marolinha…

    Agora mais uma vez vamos pagar o pato.

  6. Pau que dá em Chico da em Francisco… Barbas de molho c-s-ênicos e cia.

  7. aperte o 13 e confirma

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