domingo, 24 de março de 2019

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Volta Redonda terá unidade de conservação

Matéria publicada em 13 de março de 2019, 17:33 horas

 


Reserva de refúgio silvestre será oficializada por decreto do prefeito Samuca Silva, em Volta Redonda, para área de quase 4 mil hectares

Audiência pública detalhou planos para unidade de conservação que será criada por decreto
(Fotos: Secom/VR)

Volta Redonda – A Secretaria de Meio Ambiente de Volta Redonda realizou no final da tarde desta terça-feira, dia 12, no auditório Professor Sylvio Jorge de Oliveira Shad, do Centro Universitário Geraldo Di Biase (UGB), campus Aterrado, uma audiência pública para discutir a criação da Unidade de Conservação Integral Vale dos Puris, um refúgio para a vida silvestre. A Unidade de Conservação será oficializada em breve por decreto do prefeito Samuca Silva, terá uma área de 3.854,22 hectares, no entorno do Parque Municipal do Ingá.

O secretário municipal Mauricio Ruiz Castello Branco, justificou a realização da audiência pública. “Este é um ato formal, simples, breve, que antecede a criação de qualquer reserva natural. Os procedimentos de criação estão sendo desenvolvidos segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), que foi instituído com o objetivo de estabelecer critérios e normas para a criação, implantação e gestão de unidade de conservação”, disse.

Reserva Vale dos Puris

Na audiência foi apresentado um estudo feito pelo secretário Mauricio Ruiz  e equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente para análise e consultas públicas, depois aberto a perguntas para esclarecimento de dúvidas dos participantes. A Unidade de Conservação de Volta Redonda terá 3.854,22 hectares no entorno do Parque Municipal do Ingá, região norte, sendo uma reserva entre os 15 maiores Refúgios de Vida Silvestre criados no país. O nome Puris é uma homenagem aos povos indígenas que já viveram na região, entre Volta Redonda, Porto Real e Resende e foram exterminados, de acordo com a SMMA.

O prefeito Samuca Silva disse que o município tem de preservar a sua origem e história: “É preciso buscar o crescimento econômico, desenvolvendo uma política sustentável, não agredindo o meio ambiente. Temos que proteger as nascentes descobertas e mapeadas, as aves que frequentam a nossa região, a preservação da Mata Atlântica ameaçada e lembrar os povos que chegaram antes de nós. Defender a natureza é o primeiro passo para defender a preservação da vida e fazer de Volta Redonda uma cidade verde, com influência ambiental na região”, afirmou.

A UC e Refis será institucionalizada com base na Lei Federal 9.985 de 18 de julho de 2000, que define as diretrizes para a criação das Unidades Estaduais, Federal e Municipais. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, constituído por um conjunto de unidades federais, estaduais e municipais, define como metas, contribuir para manutenção da diversidade biológica e dos recursos genéticos, proteger espécies ameaçadas de extinção, contribuir para preservação e restauração da diversidade do ecossistema natural, promover o desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais.

Usando slides, fotos, mapas, o secretário apresentou fotografias feitas num único dia de dezenas de aves, tipos diferentes de formigas, e estudos de nascentes de minas de água potável na região mais alta, que serão protegidas pela Unidade de Conservação e Refúgio de Vida Silvestre a ser criada. Mais de 100 nascentes mapeadas pela equipe estarão protegidas. Os produtores rurais da região serão chamados para trabalhar em conjunto no manejo para a proteção e recuperação de florestas, com árvores nativas da Mata Atlântica. Terão oportunidades de remuneração financeira no trabalho de recuperação de área degradada.

Participantes do evento elogiaram a criação da Unidade de Conservação na preservação do meio ambiente: “Uma cidade industrial passará a ter um grande abrigo para sua flora e fauna. Isto será super importante para a gente”, diz a estudante de biologia Débora Cássia da Silva, 23 anos.

O biólogo e ambientalista Paulo Bougleux, comentou: “Eu já ajudei na defesa de mais de 30 Unidades de Conservação em Minas Gerais, acredito que esta é a única saída para a preservação da diversidade, da biota que ainda resta na região do Médio Paraíba. É uma decisão muito significativa para a natureza e a preservação”, frisou.

Ricardo Wagner, funcionário do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), gestor de uma UC de 11.133 hectares (Itatiaia a Três Rios) afirmou que “esta é uma iniciativa muito importante, numa região impactada por conta da história de ocupação, onde poucas áreas foram preservadas”.

A ciclista Simone de Carvalho aprova a criação da Unidade de Conservação: “A Secretaria está de parabéns e pode contar com a ajuda da nossa Associação de Ciclistas do Sul Fluminense, porque todo ciclista ajudar a proteger e conservar”.

 

 


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9 comentários

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    E aquela mata que foi engolida pela montanha de escória próxima ao bairro Brasilândia e Volta Grande ?

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    Boa iniciativa, perguntar não ofende, e as áreas verde da cidade de Volta Redonda,RJ vão continuar sendo invadida? Quais serão as providências ?

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    Parabéns secretário! agora o gaiolão do céu aberto. com coisa que os passaro pediu para faser para ficar mais perto do homem. não tem poder para tirar a escória.paraiba morrendo!

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    E o desmatamento na entrada do Jardim Belvedere a pretexto de se fazer uma rotatória. Ele TBM havia várias nascentes, fauna e flora abundantes, terreno alagadiço com animais próprios deste habitat como por exemplo saracuras. Sabemos que a intenção ali é outra, especulação imobiliária. Tem uma outra situação, estão canalizando essa água para o Ribeirão que corta o Casa de Pedra, essas águas vão dependendo do volume alargar os bairros Sessenta e Vila. Aguardem

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      Aposentado e pescador

      Do lado esquerdo tinha uma lagoa eu mesmo já pesquei traíra e cara tinha muita,agora esta tudo aterrado se ninguém fizer nada vão aterra o lado direito. e mais para frente tem outra
      lagoa do lado direito em frente uma concessionária de automóvel vamos ficar de olho .
      INEA (Instituto Estadual do Ambiente),

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    Parabéns mesmo !!!

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    Parabéns ao secretário Mauricio Ruiz pela iniciativa!

    VR pode fazer muito mais pelo Meio Ambiente, mas cuidado com a SMI que não pode ver na frente uma árvore que dá sombra para os pedestres que eles tosam sem dó.

    As podas da SMI é uma tosa geral, ou seja, sacrificam a árvore toda. Tenho fotos de inúmeras árvores TOSADAS sem nenhuma necessidade, e por tabela, quebram as calçadas com o caminhão pesadão para recolherem os galhos. Acreditem se quiser: eles deixam as árvores secas para trás.

    Quer APENAS 3 exemplos de árvores sacrificadas? Lado esquerdo após o sinal luminoso da av. acima da rodoviária (várias); logo a frente na saída da ponte em direção ao viaduto N.S. das Graças (essa é estandarte e símbolo do desleixo de VR com as árvores. 271.998 residentes VIVOS de VR mais milhares de turistas já se depararam com o tronco seco, o qual teve todos os seus galhos TOSADOS sem dó); e após a quadra coberta no início de Três Poços, lados esquerdo e direito (várias). Se quiserem tenho fotos de alguns dos caminhões, das placas e nomes dos motoristas falado por eles mesmos até 3 meses atrás.

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      boa informação, poderia fazer uma reclamação direto para o Samuca na prefeitura ou pelo Fiscaliza VR !

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      Pagador de impostos

      E complementando, temos também a Light que também faz verdadeiras mutilações nas árvores, a pretexto de, na visão deles, fazerem podas nas mesmas.

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