Grupo Ânima entra no setor de moradia estudantil e planeja investir R$ 800 milhões - Diário do Vale
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Grupo Ânima entra no setor de moradia estudantil e planeja investir R$ 800 milhões

Matéria publicada em 31 de julho de 2021, 11:11 horas

 


A parceria prevê que a VBI vai construir até 15 prédios de residências, com 5 mil camas nos próximos sete anos- foto: Arquivo.

São Paulo- A gestora de recursos imobiliários VBI Real Estate e o grupo Ânima Educação acertaram nesta semana o maior acordo já registrado no jovem mercado brasileiro de moradias estudantis. A parceria prevê que a VBI vai construir até 15 prédios de residências, com 5 mil camas nos próximos sete anos, com um investimento que poderá totalizar R$ 800 milhões.

Juntas, as empresas selecionaram uma lista de quatro cidades – não reveladas por enquanto – que receberão os primeiros empreendimentos. Em média, cada imóvel terá cerca de 250 quartos O aluguel é cobrado por cama e vai de R$ 1,5 mil (cômodo coletivo) a R$ 3 mil (individual).

Os desembolsos nos projetos serão feitos pela VBI e colocados em prática pela Uliving, empresa de moradias estudantis fundada em 2012 pelos empreendedores Celso Martineli e Juliano Antunes. A startup tem como sócias a própria VBI, além da britânica Grosvenor Group. Uma unidade já pronta da Uliving em Santos (SP) também será incluída no pacote.

Caberá à Ânima garantir a demanda, encaminhando seus estudantes para esses imóveis. A companhia pode, inclusive, bancar o aluguel das unidades caso não apresente os inquilinos esperados. O grupo é dono da São Judas, do Centro Universitário Una e do UniBH, entre outros, reunindo 330 mil estudantes – escala de que o negócio precisa.

Inédito

É a primeira vez no Brasil que um grupo educacional fecha parceria dessa magnitude para oferecer moradias a universitários – algo bastante comum nos EUA e na Europa. Segundo o Ministério da Educação, o Brasil tem cerca de 8,5 milhões de universitários. Estima-se que um quinto tenha saído da casa da família para estudar – é justamente esse o mercado em que as empresas estão de olho.

“Essa aliança é totalmente inédita e exclusiva no Brasil”, destacou o CEO da Ânima, Marcelo Bueno. Segundo ele, a inovação atenderá um público cada vez maior de alunos da companhia, especialmente nos cursos de Medicina e Saúde, além dos jovens que mudaram de cidade.

A Uliving é pioneira no ramo e tem cinco edifícios em operação, com 2,3 mil leitos. Se a parceria com a Ânima for cumprida na íntegra, a Uliving vai triplicar o seu portfólio. “É uma parceria estratégica, porque ainda estamos desbravando um mercado pouco explorado”, disse o sócio da VBI, Rodrigo Abbud.

Como faltam dados sobre o funcionamento local desse mercado, o acordo só foi possível porque a Ânima abraçou a ideia e se dispôs a compartilhar dados sobre sua base de alunos.

O setor ainda tem poucos grupos organizados. Outro nome em crescimento é a Share, da incorporadora Mitre Realty em parceria com a Redstone Residential. A empresa tem três edifícios universitários, nos bairros da Consolação, Vila Mariana e Butantã – nas vizinhanças de Mackenzie, ESPM e USP, respectivamente.

Fonte Agência Estado*.


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Um comentário

  1. Se cuidem estudantes!!!!

    Se cuidem estudantes!

    Covid longa: pacientes ‘recuperados’ podem ter problemas de raciocínio e memória, aponta pesquisa

    Cientistas acabam de detectar mais uma provável complicação de longo prazo da covid-19: problemas cognitivos que prejudicam a memória, o raciocínio e a capacidade de resolução de problemas.
    Em uma pesquisa que envolveu dezenas de milhares de voluntários, eles notaram que pacientes “recuperados” da doença infecciosa causada pelo coronavírus apresentaram resultados piores em testes que medem a cognição.
    Em comparação com pessoas que não tiveram a enfermidade, a performance desses indivíduos chega a ser pior do que o desempenho de quem sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) ou foi diagnosticado previamente com problemas de aprendizagem.

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