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Partidos se reúnem para decidir posição no segundo turno

Matéria publicada em 10 de outubro de 2018, 09:04 horas

 


Partidos ainda não conseguiram decidir candidatos a serem apoiados no segundo turno. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Brasília – A 18 dias do segundo turno, partidos derrotados na eleição presidencial ainda não decidiram se apoiam Jair Bolsonaro (PSL) ou Fernando Haddad (PT). A direção nacional do MDB, que lançou a candidatura de Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto, deve se reunir nesta quarta-feira (10) para decidir a postura na reta final do pleito.

Maior partido do país, o MDB vai para a reunião dividido. O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, candidato à reeleição, anunciou o apoio do MDB gaúcho a Bolsonaro, que conquistou 52,3% dos votos válidos no estado.

O candidato do MDB ao governo de São Paulo, Paulo Skaff, presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), que não disputa o segundo turno, também passou para o lado de Bolsonaro.

No entanto, líderes nacionais da agremiação, como o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e o senador reeleito Renan Calheiros (MDB-AL), são aliados de Haddad. Em Alagoas, o PT faz parte da coligação do governador reeleito Renan Filho (MDB).

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, marcou para hoje (10) a reunião de avaliação do desempenho do partido no primeiro turno das eleições e a decisão sobre a eleição presidencial, com a presença do candidato Ciro Gomes, terceiro colocado no pleito, com 13,4 milhões de votos.

Tanto Lupi quanto Ciro sinalizaram que o PDT estará com Haddad, mas mantendo uma postura crítica. Os candidatos eleitos pela legenda para a Câmara e o Senado devem participar do encontro.

O PPS também se reúne hoje para avaliar o seu desempenho no primeiro turno e a posição em relação à disputa presidencial. O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), defendeu que a legenda adote uma postura de neutralidade na disputa e, depois de concluído o processo eleitoral, faça oposição responsável ao vencedor.

A reunião do PSTU está prevista para amanhã (11). O partido anunciou que vai convocar a militância para tomar uma decisão conjunta em relação ao segundo turno. Com críticas a Bolsonaro e a Haddad, o PSTU anunciou que não dará apoio político a nenhum dos dois candidatos. A candidata do PSTU a presidente da República, Vera Lúcia, ficou com 55,7 mil votos.

O PV e a Rede, que se uniram em torno da candidatura de Marina Silva, devem decidir ainda nesta semana como vão se comportar no segundo turno da corrida presidencial. Marina já anunciou que a Rede fará oposição ao eleito, seja Haddad ou Bolsonaro.


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4 comentários

  1. O apoio desses partidos não acrescenta nada a Vitória de Bolsonaro, se todos que votaram NELE no 1º turno manterem seu voto, pode juntar Haddad, e outros partido que não terão votos pra vencerem nosso futuro presidente BOLSONARO 17

  2. Será mesmo importante o apoio dos derrotados? esses caras não aprendem, só se o eleitor for muito ignorante, agora um candidato vai decidir em quem devo votar, pediu meu voto, perdeu e quer que eu vote em quem ele escolher? Vamos prestar atenção, os rejeitados já estão articulando conchavos, só querem permanecer, se for necessário anulo meu voto mas não me compactuo com essa situação, perdeu tá fora.

  3. Esses partidos podem escolher a quem apoia, pra mim pouco importa e pra muitos também, o que é certo é que meu voto, jamais, mudará por alianças. Quero é mudança e chega corrupção, se bem que esta última tenho pouca fé que vá terminar, dada a rede criada por muitos anos da corrupção desse país.

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