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Seleção Brasileira: Tite falar em observar atletas com lupa por lista

Matéria publicada em 27 de março de 2019, 19:42 horas

 


Praga, República Tcheca- O amistoso contra a República Tcheca, disputado na tarde desta terça-feira, marcou a última chance de Tite para fazer testes antes de divulgar a lista de convocados para a Copa América. Após o ensaio derradeiro, o técnico falou em seguir em detalhes a performance dos candidatos a defender a Seleção Brasileira.
– Vamos ter um trabalho muito grande de acompanhamento e eles sabem disso, porque já colocamos: ‘Joguem muito nos seus clubes, porque isso credencia a retornar’. Vamos monitorar em cima, de lupa, cada um e o momento deles pode ser o fator determinante – disse Tite, especialmente sobre a briga acirrada no setor ofensivo.
O atacante Vinícius Júnior, formado no Flamengo e contratado pelo Real Madrid, integrou a lista de Tite para os amistosos com Panamá e República Tcheca, mas acabou substituído por David Neres por lesão. Questionado sobre o jovem cortado, o técnico foi esclarecedor. “Não adianta querer ser bonzinho. O Vinícius perdeu uma oportunidade, vai ter que jogar muito no seu clube. O Everton, vai ter que continuar jogando muito. O David, também. Porque, assim, você eleva o nível do atleta. Os fatos são esses”, declarou Tite.
O técnico divulga a lista de 23 convocados para a Copa América no dia 17 de maio. Na primeira fase do torneio, a ser disputado no Brasil, a Seleção enfrenta Bolívia, Venezuela e Peru. A estreia, contra os bolivianos, está marcada para 14 de junho, no Estádio do Morumbi. “Abre um leque maior de possibilidades pelo desempenho e por algumas evidências claras”, disse Tite, sobre os recentes amistosos contra Panamá (1 x 1) e República Tcheca (3 x 1). “Seria muito fácil manter a estrutura básica do time e a regularidade, mas não é o momento”, comentou.

TITÊS

Tite costuma empregar um vocabulário próprio nos diálogos com a imprensa. Após o triunfo de virada sobre a República Tcheca, o comandante evitou rebater as recentes críticas por sua maneira de se expressar, já apelidada de “titês”.
Além de empregar uma série de termos técnicos, alguns de sua própria autoria, Tite muitas vezes é prolixo e pouco objetivo nas respostas durante as entrevistas coletivas. O estilo sempre foi o mesmo, mas, diante do rendimento abaixo do esperado da Seleção, recentemente virou motivo de críticas e piadas. “Como é que vou analisar crítica? Crítica, é de cada um. Minha atividade é exposta e tenho que saber absorvê-las. Absolutamente, não guardo pedras. A única situação que coloco é de moral, de educação. O resto, é do jogo. Sem pedras para devolver. Absolutamente, respeito. Sem hipocrisia”, afirmou Tite.
Desde a queda nas quartas de final da Copa do Mundo, o Brasil passou invicto pelos amistosos contra Estados Unidos (2 x 0), El Salvador (5 x 0), Arábia Saudita (2 x 0), Argentina (1 x 0), Uruguai (1 x 0), Camarões (1 x 0), Panamá (1 x 1) e República Tcheca (3 x 1). Questionado sobre os oito jogos, Tite procurou ser claro. “Foi normal. Para o cara que está me ouvindo lá no supermercado onde vou com a (esposa) Rose: quando estamos trabalhando com pessoas que já conhecemos, as coisas fluem com maior naturalidade. Com os atletas, é a mesma coisa. Então, (com os testes) o processo de criação fica, de certa forma, prejudicado. Mas o padrão foi normal”, disse.
O amistoso contra a República Tcheca marcou a última exibição da Seleção antes da divulgação da lista de convocados para a Copa América, que será disputada no Brasil. O treinador publica os 23 relacionados para o torneio continental no próximo dia 17 de maio.


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