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Alan Kardec: um barramansense no olho do furacão do coronavírus

Matéria publicada em 1 de março de 2020, 11:07 horas

 


Atleta barramansense contou ao DIÁRIO DO VALE como está sua vida diante do surto da doença

Alan defende o Chongqing Dangdai Lifan desde 2016 e ainda não sabe como será a temporada-Foto: Divulgação/Chongqing Dangdai

Congqhing, China/Barra Mansa- O novo coronavírus já infectou mais de 80 mil pessoas, matou 2,7 mil delas e vem afetando o mundo todo. Nesta última semana, os dados apontavam para casos registrados em quase 40 países ou territórios. A China ainda concentra grande parte, mas a proporção em relação ao restante do planeta tem diminuído. O medo está deixando o mundo em alerta, o que tá gerando impacto em diversos setores, entre eles o esportivo com o cancelamento e adiamento de diversos eventos com o objetivo de evitar aglomeração de pessoas.

Na China, por exemplo, os campeonatos de futebol estão paralisados por tempo indeterminado e os clubes treinam em outros países ou até liberaram o elenco. Nesta temporada, apenas no futebol masculino, 30 jogadores brasileiros têm contratos com times da primeira divisão e outros 12 na segunda divisão. Entres esses atletas está o atacante barramansense Alan Kardec, de 31 anos, que renovou contrato com o Chongqing Dangdai Lifan F.C por mais três anos.

Alan mora em Chongqing, município localizado na região sudoeste do país. De acordo com o jogador, na cidade, assim como em todo o país, a população está muito apreensiva, tomando todas as precauções preconizadas pelas autoridades estatais de saúde, bem como as da OMS.

– Meus familiares, bem como todos que têm parentes na China, estão apreensivos. Apreensão esta que hoje faz parte de toda população mundial que é esclarecida. Detalhes como a transmissão do vírus por pessoas assintomáticas preocupam demais – destacou.

Além de Alan, o Chongqing Dangdai conta com outros brasileiros, tanto no elenco quanto na comissão técnica, e a doença é assunto não apenas entre os colegas, mas entre todos.

– Existem outros brasileiros no time, mas não só entre nós o coronavírus predomina em todas as conversas no país – lembra.

Desde o dia 28 de janeiro, Alan e a equipe estavam em Okinawa, no Japão, em pré-temporada, com previsão inicial de retorno a China no último dia 14 de fevereiro.

– Estávamos no Japão fazendo a pré-temporada e a mesma acabou. Diante da crise existente, fomos liberados alguns dias. Vim ao Brasil, onde se encontravam minha esposa e filhas e estou seguindo para Dubai com elas e mais alguns familiares. Esta viagem é a passeio e após isso todos retornam ao Brasil, menos eu, que fico no exterior aguardando a decisão do clube sobre nosso futuro, que ainda é uma incógnita – contou o atacante.

O Campeonato Chinês começaria no último dia 21 de fevereiro, mas está suspenso por tempo indeterminado. Outros eventos esportivos também foram paralisados. A expectativa é de que o país volte a ter as competições partir de abril, mas pode não se confirmar. A Fórmula 1, por exemplo, adiou o GP da China que aconteceria no fim de semana de 17 a 19 de abril. A categoria ainda não anunciou uma data alternativa, mas prometeu que vai manter negociações com os promotores da corrida e monitorar a situação de saúde pública para avaliar a remarcação da prova no calendário.

Por Amanda Teixeira


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