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Alívio marca volta de Follmann ao Brasil

Matéria publicada em 13 de dezembro de 2016, 11:50 horas

 


Jackson Follmann precisará passar por nova cirurgia em São Paulo (Foto: Reprodução Facebook)

Jackson Follmann precisará passar por nova cirurgia em São Paulo (Foto: Reprodução Facebook)

Chapecó – Na madrugada desta terça-feira (13), Jackson Follmann foi o primeiro sobrevivente da tragédia com o voo da Chapecoense a voltar para o Brasil. O goleiro desembarcou em São Paulo, onde ficará internado no hospital Albert Einstein para uma cirurgia na vértebra. O jornalista Rafael Henzel e o lateral Alan Ruschel retornaram também nesta terça, porém num outro voo.

Viajando com o goleiro, o ortopedista da Chapecoense, Marcos Sonagli, afirmou que Follman sentiu um pouco de receio quando o voo estava próximo de pousar.

– Ele estava sem expressão. O que eu vi foi que ele soltou o ar quando pousou. Foi uma sensação de alívio. Ele ficou acordado o tempo todo – relatou Sonagli.

Após ter sua perna direita amputada, Follman voou em uma aeronave especial, equipada como uma unidade de terapia intensiva (UTI). O voo fez escala em Manaus, no Amazonas, para reabastecer, antes de pousar no Aeroporto de Congonhas.

– Obviamente, depois de um acidente aéreo é visível apreensão de fazer o voo. Tentamos acalmar, toda equipe foi cautelosa. O Follmann foi medicado em função das dores que já tinha, mas não teve dor adicional pelo voo. Teve momento de descontração – declarou.

Na última semana, os médicos da Chape afirmaram que Follmann havia melhorado de sua condição e que os focos de infecções em sua perna tinham retraído, descartando a necessidade de aumentar o grau da amputação.

Agora, a concentração está na intervenção da vértebra.

– É uma cirurgia na segunda vértebra cervical, há risco de lesão na medula. Mas o risco é calculado, por isso tentamos tomar as melhores decisões, por isso estamos aqui em São Paulo – encerrou o médico da Chapecoense.

Brasileirão: STJD nega multa por W.O.
duplo de Chapecoense e Atlético-MG

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) negou os rumores que Chapecoense e Atlético seriam penalizados com uma multa por não entrarem em campo, na tarde de domingo, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.

As equipes em comum acordo, junto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), não foram a campo devido ao acidente com o avião da Chapecoense, quando ia para a Colômbia, para a disputa da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, tragédia que vitimou 71 pessoas, entre elas jogadores, comissão técnica e jornalistas que estavam no voo.

“O Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, tomando conhecimento de notícias veiculadas em diversos sites internacionais, vem dizer que as informações são inverídicas e que não houve nenhuma pena de multa aplicada aos clubes Atlético e Chapecoense pelo não comparecimento na última rodada do Campeonato Brasileiro”, destacou em nota.

A ausência de Chapecoense e Atlético na Arena Chapecó, no entanto, não alterou em nada o Campeonato Brasileiro. As equipes tiveram o W.O. duplo decretado, mas ambas já estavam classificadas para a Copa Libertadores, o Galo por estar em quarto na tabela e a Chape por ter conquistado a Copa Sul-Americana, e em nada mudaram em relação às outras equipes.


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