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Com prata na Rússia, Thiago supera Gustavo Borges

Matéria publicada em 6 de agosto de 2015, 15:36 horas

 


Nos 200m medley em Kazan, nadador voltarredondense chega a 34ª medalha nas principais competições internacionais

Maior: Thiago Pereira já é o maior do Brasil em torneios internacionais (Foto: Arquivo)

Maior: Thiago Pereira já é o maior do Brasil em torneios internacionais (Foto: Arquivo)


Kazan, Rússia – 
A natação brasileira conquistou mais um pódio no Mundial de Kazan. Na manhã desta quinta, Thiago Pereira levou a prata nos 200m medley após completar o percurso em 1min56s65 e conquistou sua 34ª medalha nas principais competições internacionais (Olimpíadas, Mundial de piscina curta e longa, Jogos Pan-Americanos e Pan-Pacífico), ultrapassando as 33 medalhas de Gustavo Borges.

O ouro ficou com o norte-americano Ryan Lochte, que confirmou o favoritismo e se sagrou tetracampeão com tempo de 1min55s81. O chinês Wang Shun registrou 1min56s81 e completou o pódio. Outro representante brasileiro na prova, Henrique Rodrigues completou o percurso em 1min58s52 e terminou em sétimo.

“Rei dos Pans”, Thiago também superou a última exibição na categoria. Em Barcelona 2013, o nadador amargou o bronze após terminar a prova com 1min56s30, um centésimo atrás do japonês Kosuke Hagino. Na ocasião, Lochte faturou o ouro com 1min54s98.

Superação

Thiago Pereira, aliás, nunca passou tanto tempo seguido no pódio. Depois de sagrar-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos há um mês, ele voltou ao pódio internacional com a medalha desta quinta. Esta é a terceira medalha de Thiago na história da competição e a 27ª do Brasil na trajetória do maior evento da Federação Internacional de Natação – FINA.

Thiago esteve no pódio durante toda a prova. Ele virou em terceiro nos primeiros 50 metros, acompanhou o americano Ryan Lochte o tempo todo e chegou a estar na frente na virada dos 100m e 150 metros. Ryan o ultrapassou na reta final e fez 1m55s81. Thiago chegou em 1m56s65 e o chinês Shun Wang bateu em terceiro, com 1m56s81.

– Estou feliz. O importante é que consegui conquistar medalha. Foi uma prova bem nadada até os 150m eu estava ali junto com o Ryan. Visando o futuro dela, minhas viradas foram muito boas, principalmente o (estilo) peito e o (estilo) craw, que é uma virada em que eu já saio nadando independente do cansaço. A gente tem muito para trabalhar e treinar agora. Estamos a um ano dos Jogos. Amanhã vamos tentar colocar o 4x200m livre do Brasil na Olimpíada também. Está sendo muito corrido pra gente, logo depois do Pan. Tem sido um ano mais do que especial para mim. A prata é a minha melhor colocação em Mundiais de 50m. Minha estreia no pódio foi em Barcelona (2003) com dois bronzes.

Etiene faz história

Etiene Medeiros confirmou as expectativas e fez mais uma vez história para a natação feminina do Brasil nesta quinta-feira. Disputando a final dos 50m costas do Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, a pernambucana nadou para 27s26, recorde das Américas, e levou a prata porque perdeu ritmo no final da prova e viu a chinesa Fu Yuanhui tocar na borda em primeiro, com o tempo de 27s11. O resultado fez dela a primeira brasileira a ir ao pódio em um Mundial de piscina longa (50m). A também chinesa Liu Xiang ganhou o bronze ao cravar a marca de 27s58.

“Um momento de silêncio, por favor. Gente, que emoção, meu Deus. Nessa prova até chorei no banco de controle ali com o Vanza, só quem está aqui sabe como é o controle emocional que precisa estar. Estou muito feliz, fazendo melhor do que já tinha, nossa, a chinesa foi sensacional. Esse ano ela foi melhor do que eu e estou feliz. É a terceira medalha do Brasil, estou muito feliz gente, a adrenalina da prova ainda está aqui, é uma coisa natural, mas ainda estou aérea, mas muito feliz”, festejou Etiene ao canal Sportv.

Em Doha 2014, na piscina curta, a nadadora levou dois ouros e um bronze: 50m costas, revezamento 4x50m misto medley e 4x50m misto livre, respectivamente. Na ocasião, Etiene também havia se tornado a primeira brasileira a subir ao pódio em um Mundial. Em Toronto, ela também assegurou o inédito pódio feminino brasileiro em Jogos Pan-Americanos, também com os 50m costas.

“Sabia que ia chegar perto do recorde, até eu estava pensando nisso. Os 50m são muito rápidos, precisa de muita explosão, muita confiança. Estava patinando no início e preferi encaixar os dois primeiros ciclos antes de entrar com a frequência e foi bom. Baixei o tempo e consegui a medalha”, explicou a nadadora de apenas 24 anos, segunda colocada nas eliminatórias da última quarta-feira, quando também terminou atrás da chinesa.

“Hoje foi bem diferente de ontem, senti nos últimos seis metros. Numa prova de explosão é assim, no fim a gente não tem velocidade, tem que ter muito cuidado, você perde o controle de tudo”, encerrou.

Além de Etiene, Nicholas Santos e Thiago Pereira também garantiram láureas prateadas para o Brasil em Kazan. O primeiro ganhou a prata nos 50m borboleta, enquanto o segundo foi o vice-campeão nos 200m medley.

No geral, a equipe nacional tem seis medalhas na Rússia. Nas águas abertas, pelas maratonas aquáticas, o País levou um bronze (Ana Marcela Cunha nos 10km), uma prata (por equipes nos 5km) e um ouro (Ana Marcela Cunha nos 25km).


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Um comentário

  1. Ah legal, isso é muito bom para o Brasil!! O esporte é incentivador… Mais será porque nas entrevistas e ele não fala que é de Volta Redonda?

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