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Dunga explica métodos de convocação

Matéria publicada em 8 de junho de 2015, 17:11 horas

 


Treinador da Seleção Brasileira afirma que qualidade técnica não é o único critério

Seleção: Dunga explica convocações de Tardelli, Eberton Ribeiro e Fred (Foto: Divulgação)

Seleção: Dunga explica convocações de Tardelli, Everton Ribeiro e Fred (Foto: Divulgação)unga

São Paulo – Escolhido para reconstruir a Seleção Brasileira após a vexatória reta final de Copa do Mundo no País, Dunga já dá lições. O técnico ressalta que montou o grupo que disputará a Copa América no Chile pensando na personalidade dos jogadores, não apenas na qualidade técnica. “Não se pode ver só o campo, tem que se ver além. Quem vê só a bola não sabe nada de futebol”, disse o treinador, usando a filosofia ao explicar a presença de Diego Tardelli e Éverton Ribeiro, que jogam na China e nos Emirados Árabes Unidos, respectivamente, ambos países com pouca tradição no futebol.

Em relação a Tardelli, Dunga ressaltou que escalou o atacante como titular no amistoso contra o México, nesse domingo, para provar a confiança da comissão técnica em seu futebol e a resposta foi com gol na vitória por 2 a 0. E Éverton Ribeiro entrou ao longo do segundo tempo da partida no Palestra Itália.
Mas o maior exemplo de visão “além da bola” de Dunga é Fred. O volante do Shakhtar Donetsk só vai à competição no Chile porque Luiz Gustavo foi vetado fisicamente, mas sempre esteve nos planos do técnico, que cita sua experiência na gelada Ucrânia como prova de personalidade, ajudando o time a avançar na Liga dos Campeões da Europa seguidamente.

“Há mais de quatro meses o Luiz Gustavo sofria com a lesão e já trouxemos o Fred porque, caso não tivesse condições, já teríamos alguém dentro do grupo com idade olímpica e que eu já conhecia do Inter. Eu sabia de sua personalidade e competitividade, por isso nem precisei falar com ele”, elogiou o técnico, feliz com o elenco que montou.
“O grupo já está muito motivado. O grau de dificuldade nos treinos é enorme pela qualidade dos jogadores e eles estão muito felizes na Seleção Brasileira. Queriam dar uma resposta para o torcedor com uma boa atuação e vencer, o que nos deu confiança, principalmente a quem não joga habitualmente. Formamos uma equipe competitiva porque não temos uma equipe, mas um grupo”, sentenciou.

Elogios do adversário

Derrotado pela Seleção Brasileira por 2 a 0, neste domingo, Miguel Herrera fez elogios ao adversário. Na opinião do comandante do México, o time treinado por Dunga mostra mais entrega em campo do que a que foi comandada por Luiz Felipe Scolari e humilhada na Copa do Mundo do ano passado.

“Esta equipe do Brasil tem mais intensidade, corre e se entrega mais do que a do Mundial”, disse o mexicano, com ressalva importante.
“Mas com uma pressão completamente diferente. Obviamente, essa equipe joga com menos pressão. No Mundial, jogavam com a exigência de ser campeão. Agora, foi um amistoso, sem perder ou ganhar pontos. Só tinha a pressão para vencer o jogo”.

A comparação foi inevitável por ter se tratado da primeira partida da equipe nacional no Brasil desde os vexames para Alemanha e Holanda, na semifinal e na disputa do terceiro lugar do Mundial, respectivamente. “Não sabia que era o primeiro jogo do Brasil em casa desde a Copa do Mundo. Por isso é que (os torcedores) reagiram de tal maneira quando o time não atacava. Agora, vão exigir sempre. Mas o Brasil têm história e precisa buscar coisas para deixar o que aconteceu apenas no passado”, receitou Herrera, cuja avaliação obviamente agradou a Dunga, substituto de Felipão na Seleção.

“Cada treinador tem uma forma de jogar e atuar. A minha é tentar tirar o melhor de cada jogador, colocá-los na posição em que podem render mais. Já sabemos que eles têm qualidade técnica com a bola e este é o nosso diferencial, mas isso não é suficiente. É necessário correr e marcar como fazem os adversários. Fizemos a nossa convocação pensando nessa competitividade”, comentou o brasileiro.

Ao menos a convocação realmente é diferente. São poucos os remanescentes do torneio que disputarão agora a Copa América. Antes da estreia no Chile (diante da seleção peruana, no domingo), a equipe de Dunga faz um último amistoso preparatório, na quarta-feira, contra Honduras, em Porto Alegre.


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