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Fluminense apresenta Abel Braga em clima de tristeza

Matéria publicada em 2 de dezembro de 2016, 17:37 horas

 


Treinador lembrou a tragédia aérea envolvendo a delegação da Chapecoense e disse que a volta ao clube ‘ameniza a dor’

Tristeza: Abel Braga lamentou a perda dos companheiros de profissão, jornalistas, em especial ao amigo Mário Sérgio (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Tristeza: Abel Braga lamentou a perda dos companheiros de profissão, jornalistas, em especial ao amigo Mário Sérgio (Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C.)

Rio – A diretoria do Fluminense apresentou na tarde desta sexta-feira (2), no salão nobre das Laranjeiras, Abel Braga como o novo treinador da equipe. O evento foi marcado pela tristeza ainda por conta do acidente aéreo que envolveu a delegação da Chapecoense.
Abel era um dos nomes trabalhados pelo presidente eleito Pedro Abad e que também agrada o atual mandatário, Peter Siemens, que vai deixar o cargo em dezembro. Os dois dirigentes participaram do evento, mostrando estarem em sintonia.

– Fiquei muito triste com a saída do Abel em 2013 e sempre falo que poderia ter lutado mais para mantê-lo. Hoje, portanto, esse resgate dele é algo muito importante no fim da minha gestão – disse Peter.
Pedro Abad também elogiou o novo treinador.
– Apesar de ser uma semana muito triste por conta do que aconteceu com a Chapecoense, algo que amenizou um pouco o clima para nós aqui dentro foi essa volta do Abel. Fico muito feliz de ter um treinador que já foi campeão pelo clube – disse Pedro.

Ao iniciar a entrevista, Abel também lembrou da perda dos companheiros de profissão.

– Essa volta ao clube me faz amenizar a dor que estou sentindo. Ontem fui a Curitiba porque fui fiador do meu filho no apartamento alugado que pertencia ao Gil. Convivi nos Emirados Árabes muito tempo com o Caio Junior. Relacionamento de frequentar casas. Como aqui se esquece as coisas com muita rapidez, não podemos esquecer que há um mês nós perdemos uma das maiores figuras que esse clube já teve que foi o Carlos Alberto Torres. Portanto, em um ano tão triste, apenas o futebol poderia amenizar essa dor – disse Abel, que antes da entrevista visitou a sala de troféus do clube.

O treinador surpreendeu ao criticar o atual time.

– O time do Fluminense hoje é um time sem cara. O time do Fluminense tem que ter caráter, entrega. Hoje acima de tudo precisa existir alma. Já fica o aviso. Vai ter que ter alma, caráter e uma noção exata do que representa o Fluminense – disse Abel, que disse que vai atuar em conjunto com a diretoria na formação do elenco.

O treinador opinou sobre a última rodada do Brasileirão.

– Essa questão é muito complexa. Espetáculo e alegria não vão ter. O jogo Chapecoense e Atlético não deve ter. Será uma insanidade obrigar a Chapecoense a jogar. As outras equipes necessitam do jogo para definir algumas situações. Não se pode colocar na caneta o resultado. Mas não sei o que falar, pois não tenho esse conhecimento jurídico – disse Abel.
O novo treinador só assume as suas funções em janeiro, portanto, Marcão, da comissão técnica permanente, continuará dirigindo o time na última rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 11 de dezembro contra o Internacional, às 17h, no Estádio Giulitte Coutinho, em Mesquita (RJ), pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Enquanto o Colorado luta para afastar o risco de rebaixamento, o Tricolor apenas cumpre tabela.

Homenagem

Durante a apresentação de Abel Braga, o presidente Peter Siemens anunciou que a sala de imprensa do centro de treinamento receberá o nome do Paulo Julio Clement, jornalista da “Fox Sports” que morreu no acidente aéreo que envolveu a Chapecoense.

– Nós já tomamos a decisão de nomear a nossa sala de imprensa do centro de treinamento, que vai ficar muito bacana, com o nome do Paulo Julio Clement. Além disso, estamos nos últimos detalhes para que o velório seja aqui em nome dele – disse Peter.

O presidente teve que segurar as lágrimas ao falar desta homenagem. Abel teve a mesma dificuldade.

– A frase que usei de time sem alma era do Clement. Esse acidente foi cruel. Até hoje não consigo falar da morte do Mário Sérgio, que jogou comigo aqui – disse Abel.


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