Marco Polo Del Nero se isenta de envolvimento com escândalo - Diário do Vale
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Marco Polo Del Nero se isenta de envolvimento com escândalo

Matéria publicada em 29 de maio de 2015, 16:12 horas

 


Dirigente surpreendeu ao deixar Zurique na quinta, mesmo com as reuniões do Congresso Anual da Fifa ainda em andamento

Coletiva com Presidente Marco Polo Del Nero na sede da CBF na Barra da Tijuca, Rio de jnaeiro, 29 de maio de 2015 (Foto: Rafael Ribeiro)

Coletiva com Presidente Marco Polo Del Nero na sede da CBF na Barra da Tijuca, Rio de jnaeiro, 29 de maio de 2015
(Foto: Rafael Ribeiro)

Rio – O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, desembarcou no Rio de Janeiro no fim da madrugada desta sexta-feira. O dirigente surpreendeu ao deixar Zurique na quinta, mesmo com as reuniões do Congresso Anual da Fifa ainda em andamento. O voto do Brasil na eleição da Fifa deve ser feito por um representante da CBF.
A volta de Del Nero ao Brasil aconteceu depois de sete dirigentes da Fifa terem sido detidos na Suíça em um escândalo de corrupção, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin. Apesar de não ter seu nome citado pelo FBI, o atual mandatário da entidade decidiu retornar ao Rio de Janeiro antes mesmo da eleição para o novo presidente da Fifa, que acontece nesta sexta-feira.
No desembarque no aeroporto do Galeão, por volta das 4h30 (de Brasília), depois de um voo que partiu da Alemanha, Del Nero preferiu não conceder entrevistas, alegando apenas que iria para casa e, em seguida, se dirigiria para a sede da CBF.
Mais tarde, o presidente concedeu entrevista e negou que tenha a intenção de deixar o cargo ou qualquer relação com as denúncias de corrupção contra dirigentes da Fifa.
– Não existe renúncia, mesmo porque não há nenhuma razão para que eu venha a fazer isso -, afirmou o presidente, que ainda acrescentou.
– Ouvi falar agora de renúncia. Mas é impossível, não tenho nada a ver com isso.
Em dois arquivos do FBI, um dos envolvidos sem ter o nome divulgado é definido como membro do alto escalão da Fifa, da Conmebol e da CBF. No entanto, Del Nero negou que seja suspeito das investigações.
– Eu não sou, porque não recebi nada e nem receberia -, declarou.
O dirigente também afirmou que desconhece as irregularidades denunciadas pela Justiça dos Estados Unidos . “Não sabia, como vou saber. Não tinha conhecimento, em hipótese alguma”, acrescentou.
Del Nero garantiu também não ter tido nenhum envolvimento na assinatura de contratos ilegais durante o período da administração do antecessor.
– A função do vice-presidente é colaborar naquilo que o presidente solicita. Tudo que ele solicitava que eu fizesse, eu fazia -, discursou Del Nero, referindo-se aos três anos em que serviu Marín na alta cúpula da CBF.
– Não assinei nenhum contrato na administração do presidente Marín.
O ex-presidente da CBF é acusado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por envolvimento em dois crimes. Ele teria recebido suborno de R$ 15 milhões da empresa uruguaia Datisa, sócia da Traffic. A negociação envolvia a compra de direitos de transmissão de três edições da Copa América, além da Copa América do Centenário, que será em 2016. O acordo teria sido feito em maio de 2013, quando Marín era então presidente da CBF.
A outra denúncia também é sobre pagamento de propina, na venda de direitos de transmissão da Copa do Brasil. A transação teria ocorrido em agosto de 2012, envolvendo a Traffic e outra empresa de marketing esportivo não identificada. O acerto previa pagamento de R$ 2 milhões anuais para Marín e outros supostos envolvidos.
Mas as acusações não fazem do cartola preso um condenado, defende o advogado Marco Polo Del Nero. O atual presidente deixa subentendido que, por ele, o antecessor não estaria banido da entidade antes de ser julgado.
– É triste. A gente presta solidariedade ao ser humano, amigo. Mas na função de presidente da CBF tem que tomar as providências necessárias. Estou muito chateado, perplexo, mas tenho de exercer a função em favor da CBF -, pondera, responsabilizando a Fifa pelo banimento de Marín do quadro da confederação nacional.
– Uma pessoa só é considerada culpada após o trâmite em que for julgada. Mas recebemos tarefa da Fifa, que é uma entidade soberana, no sentido de banir o vice-presidente. Estamos seguindo a decisão da Fifa -, explica.


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