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No Flamengo, Lomba está sendo cobrado por conta da eleição

Matéria publicada em 17 de setembro de 2018, 17:31 horas

 


Flamengo vive momento turbulento fora de campo e instável dentro do gramado


Rio – 
A eleição presidencial no Flamengo vem tomando conta dos bastidores do clube, apesar de o pleito estar previsto apenas para dezembro. Candidato da situação, o vice-presidente de futebol Ricardo Lomba vem sendo cobrado por assessores e companheiros de chapa a promover uma troca no departamento de futebol, principalmente com a saída do técnico Maurício Barbieri.

O mau desempenho do time após a Copa do Mundo está colocando, segundo eles, o sucesso do pleito em jogo. Com uma oposição cada vez mais forte e unida, contando inclusive com caciques políticos influentes na Gávea, Lomba teme passar pela vergonha de perder uma eleição pertencendo a um grupo que vem sendo elogiado por sanear as finanças do Flamengo.

Após a Copa do Mundo o Flamengo, que liderava o Brasileirão com cinco pontos de vantagem para o segundo colocado São Paulo, já foi superado pelo próprio Tricolor, pelo Internacional e pelo Palmeiras. Acabou eliminado pelo Cruzeiro nas oitavas de final da Copa Libertadores com direito a uma derrota de 2 a 0 com o Maracanã lotado. Depois, pelo confronto de ida das semifinais da Copa do Brasil, novamente no Maracanã, empate sem gols com o Corinthians, que ameaça a vaga na rodada de volta, prevista para dia 26 de setembro na Arena Corinthians, em São Paulo (SP).

A insistência de Barbieri de não priorizar competições e tentar usar na maioria das vezes o máximo do time titular tem irritado alguns dirigentes. Ainda mais agora, quando a Copa do Brasil se tornou a chance mais viável de um título em 2018. Os aliados de Lomba pedem um nome de mais peso, como Vanderlei Luxemburgo, Dorival Júnior ou Levir Culpi, todos disponíveis no mercado. Mas Eduardo Bandeira de Mello é totalmente contra a saída de Barbieri neste momento.

O Flamengo terá a semana livre para trabalhar pela primeira vez desde a parada da Copa do Mundo, uma vez que o time só volta a campo no próximo domingo, quando recebe o Atlético-MG no Rio de Janeiro pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. A equipe disputou uma sequencia de 18 jogos neste período, 13 pelo Campeonato Brasileiro, 3 pela Copa do Brasil e 2 pela Libertadores. O retrospecto, entretanto, não foi positivo: 7 vitórias, 6 derrotas e 5 empates, com 18 gols marcados e 17 sofridos.

– Sabemos que precisamos melhorar e temos pouca margem para corrigir o que é necessário. São 54 dias sem uma semana cheia para trabalhar – justificou Barbieri na semana passada.

O meia Diego, expulso contra o Vasco, fica de fora. Porém, o time só será definido por Barbieri nas últimas atividades da semana. Como na quarta-feira dia 26 tem o duelo decisivo com o Corinthians, o treinador, caso ainda esteja no comando do time, pode acabar preservando alguns titulares que têm apresentado um desgaste muscular muito grande e, por consequência, um maior risco de lesão.


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