NY Times coloca Del Nero entre indiciados nos EUA - Diário do Vale
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NY Times coloca Del Nero entre indiciados nos EUA

Matéria publicada em 3 de dezembro de 2015, 15:29 horas

 


Ricardo Teixeira também estaria na lista de pessoas que responderão por supostas fraudes

Na mira: Del Nero está entre citados em casos suspeitos de corrupção (Foto: CBF)

Na mira: Del Nero está entre citados em casos suspeitos de corrupção (Foto: CBF)

Nova York (EUA) – O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira, e o atual mandatário da entidade Marco Polo Del Nero, estão entre os indiciados da nova operação da Justiça dos Estados Unidos. A informação é do jornal americano “New York Times”, que já havia adiantado a operação na quarta-feira.

Na manhã desta quinta-feira, Juan Miguel Napout, presidente da Conmebol, e Alfredo Hawit, da Concacaf, foram presos na Suíça, no mesmo hotel em que foram detidos diversos dirigentes (incluindo o ex-presidente da CBF, José Maria Marin) em maio.

Outro Caso

Em um processo semelhante ao que ocorreu com Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, Jérôme Valcke, ex-secretário geral da entidade máxima do futebol, e Michel Platini, ex-presidente da Uefa, o presidente da CBF Marco Polo Del Nero está sendo investigado pelo Comitê de Ética da Fifa.

– Abrimos procedimento formal na Câmara de Investigação do Comitê de Ética no dia 23 de novembro contra o senhor Del Nero. Posso confirmar isso agora. O motivo é uma suspeita de diversas infrações às regras de ética da Fifa. É uma suspeita – declarou o porta-voz do Comitê, Andreas Bantel, em entrevista ao Globoesporte.com.

Caso sejam confirmadas as infrações, Del Nero pode ter que deixar o cargo de presidente da CBF. Algo parecido com o ocorrido com Blatter, Valcke e Platini, que estão banidos de qualquer atividade ligada ao esporte devido a suspensão de 90 dias (que pode ser prorrogada por mais 45 dias).

Del Nero também é suspeito de ter recebido propina e estar envolvido em outros escândalos de corrupção. O dirigente está na mira da Justiça americana e, por conta disso, tem evitado deixar o Brasil, com medo de ser preso fora do país e acabar extraditado para os EUA.

Marco Polo, inclusive, deixou de acompanhar a Seleção Brasileira em amistosos e partidas pelas Eliminatórias Sul-Americanas. Além disso, o presidente da CBF não compareceu a reuniões do Comitê Executivo da Fifa, tanto que deixou o cargo da entidade, sendo substituído pelo vice-presidente da CBF Fernando Sarney.

NOVAS PRISÕES: O governo suíço informou na manhã desta quinta-feira que dois dirigentes da Fifa foram presos em Zurique, na Suíça, suspeitos de aceitar subornos de milhões de dólares. Por volta de 6h do horário local, o presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, e da Concacaf (Confederação das Américas do Norte e Caribe), Alfredo Hawit foram detidos.

As prisões foram feitas pela polícia local antes de uma reunião de dois dias da entidade, que iria discutir reformas na Fifa. “Os dirigentes da Fifa são suspeitos de aceitar dinheiro em troca da venda dos direitos de ‘marketing’ relacionados com a transmissão de campeonatos na América Latina e com partidas das eliminatórias para a Copa do Mundo”, afirma o ministério da Justiça suíço em comunicado.

A ação ocorreu no hotel Baur au Lac, o mesmo onde diversos executivos da Fifa (incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin) foram presos no dia 27 de maio. Curiosamente, Hawit, de 64 anos, assumiu a Concacaf após o ex-presidente da entidade, Jeffrey Webb, ter sido em preso na operação de sete meses atrás. A situação se repete com Napout, de 57 anos, que substituiu Eugenio Figueiredo, também detido no meio do ano.

Como resposta, em seu site oficial, a Fifa limitou-se a dizer que está ciente das prisões e que contribuirá com as investigações do caso, mas que não voltará se pronunciar nesta quinta.

“A Fifa está ciente das ações tomadas hoje pelo Departamento de Justiça dos EUA. A Fifa vai continuar a cooperar totalmente com as investigações norte-americanas, como permitido pelas leis suíças, assim como a investigação liderada pela Procuradoria Geral Suíça. A Fifa não fornecerá mais comentários sobre os acontecimentos”, escreveu a entidade.

Segundo informações do jornal americano “New York Times”, a operação desta quinta ainda prevê a prisão de mais pessoas, dentre elas, funcionários e ex-funcionários da Fifa. O nome de Josef Blatter, ainda segundo a publicação, não está entre os possíveis alvos neste caso. As prisões ocorrem à mando da Justiça dos EUA, parceiro do governo Suíço.


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