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Paraguai repete 2011 e elimina Brasil nos pênaltis

Matéria publicada em 28 de junho de 2015, 07:08 horas

 


Concepción (Chile) – O roteiro foi bem parecido. Assim como na Copa América de 2011, o Paraguai eliminou a Seleção Brasileira nas quartas de final – e agora terá pela frente a Argentina. A exemplo de quatro anos atrás, também nos pênaltis: 4 a 3, desta vez depois de empate por 1 a 1 no tempo normal, no Estádio Collao, em Concepción.

Se naquela ocasião todos os quatro brasileiros cobradores erraram, agora foram dois os vilões: Everton Ribeiro (que entrou nos minutos finais no lugar de Robinho, autor do gol), em chute rasteiro para fora, e Douglas Costa, que isolou a bola. Pelo Paraguai, o único a desperdiçar foi Santa Cruz, batendo a bola por cima do travessão de Jefferson.

O gol de Robinho, aos 14 minutos, chegou a deixar o time brasileiro à frente no placar. Um belo gol de jogada coletiva que passou a impressão de que a partida seria tranquila. Não foi. O Paraguai partiu para o ataque, impôs sufoco e foi premiado com um gol de pênalti, marcado por Delis González, na segunda etapa. Foi dele também a última cobrança na disputa decisiva.

O duelo com a Argentina está marcado para terça-feira, dia seguinte ao confronto entre Chile e Peru. O palco será novamente o estádio municipal de Concepción, às 20h30 (de Brasília). No mesmo local será a disputa pelo terceiro lugar, três dias depois.

Neste sábado, o primeiro tempo terminou com pressão paraguaia, mas começou com um Brasil muito agressivo, determinado a sair à frente no marcador. Logo com um minuto de jogo, Philippe Coutinho arriscou de fora da área e obrigou o goleiro Villar a espalmar a bola para escanteio.

Uma desatenção defensiva, oito minutos mais tarde, quase estragou os planos, porém. Em rápido contragolpe, Delis González foi acionado dentro da área, pelo lado direito, e cruzou rasteiro. O passe buscava Santa Cruz, que só não recebeu a bola porque Thiago Silva, mesmo desequilibrado, esticou-se ao máximo e a afastou pela linha de fundo antes de cair.

Passado o susto, o time brasileiro encaixou ótima troca de passes e balançou a rede rival. De pé em pé, a bola mudou de lado e chegou até a direita, de onde Daniel Alves fez cruzamento rasteiro. Philippe Coutinho deixou que a bola passasse e chegasse novamente a Robinho, no meio da área. O atacante bateu de primeira e concluiu com gol a bela jogada coletiva.

Apesar de a equipe de Dunga mostrar maturidade com a bola nos pés, o gol precoce a fez recuar mais do que o necessário. O Paraguai, antes satisfeito em se defender, passou a povoar mais o campo ofensivo e, por pouco, não empatou aos 29 minutos, quando um atraso de cabeça da zaga surpreendeu Jefferson. Encoberto, ele deu um passo para trás e agarrou a bola.

O lance não transmitiu segurança, mas foi exceção. Depois disso, o goleiro brasileiro foi acionado em uma série de bolas aéreas e se saiu bem em todas. Também se mostrou atento nas poucas finalizações de fora da área. A pressão paraguaia, embora visível, não chegou a ameaçar efetivamente a vantagem do Brasil, que sofreu mais com as entradas faltosas do adversário.

No retorno do intervalo, o time treinado por Ramón Díaz persistiu na busca pelo empate, e Jefferson iniciou a segunda etapa espalmando bolas. Uma delas, aos 16 minutos, muito difícil, em cabeceio de Paulo da Silva após cobrança de escanteio. O rival crescia, e o empate parecia questão de tempo. Como, de fato, foi. Aos 24 minutos, um toque de mão de Thiago Silva dentro da área permitiu que o Paraguai marcasse em cobrança de pênalti cobrada por Delis González.

Sem novas grandes chances de gol – mesmo com a entrada de Everton Ribeiro no lugar de Robinho -, a vaga foi decidida nos pênaltis. O descansado meia, a propósito, foi o segundo brasileiro a cobrar, o primeiro a errar, depois de Fernandinho marcar. Na quarta cobrança, após gol de Miranda, Douglas Costa também desperdiçou. Mas o Paraguai foi melhor. Apenas Santa Cruz errou. Martínez, Cáceres, Bobadilla e González colocaram o adversário diante da Argentina, na semifinal.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 1 (3) X (4) 1 PARAGUAI

Local: Estádio Collao, em Concepción (Chile)
Data: 27 de junho de 2015, sábado
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (URU)
Assistentes: Mauricio Espinosa (URU) e Carlos Pastorino (URU)
Cartões amarelos: Daniel Alves e Philippe Coutinho (Brasil); Bruno Valdez, Pablo Aguilar e Osvaldo Martínez (Paraguai)

GOLS:
BRASIL: Robinho, aos 14 minutos do primeiro tempo
PARAGUAI: Derlis Gonzalez, aos 26 minutos do segundo tempo

PÊNALTIS CONVERTIDOS:
BRASIL: Fernandinho, Miranda, Philippe Coutinho,
PARAGUAI: Osvaldo Martínez, Victor Cáceres, Raul Bobadilla, Derlis González

BRASIL: Jefferson; Daniel Alves, Thiago Silva, Miranda e Filipe Luís; Fernandinho, Elias, Willian (Douglas Costa), Philippe Coutinho e Robinho (Éverton Ribeiro); Roberto Firmino (Diego Tardelli)
Técnico: Dunga

PARAGUAI: Justo Villar; Bruno Valdez, Paulo da Silva, Pablo Aguilar e Iván Piris; Derlis González, Eduardo Aranda (Osvaldo Martínez), Víctor Cáceres e Édgar Benítez (Óscar Romero); Roque Santa Cruz e Nelson Haedo Valdez (Raul Bobadilla)
Técnico: Ramón Díaz


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3 comentários

  1. Avatar

    Certas pessoas acham que somos idiotas, e este “técnico” anão, é um deles. Querer passar que no geral a participação na Copa América foi ótima, que uma “virose” derrubou o elenco, que desfalques desestruturaram a Seleção é um acinte. Querer colocar que ganhar a Copa América não é fundamental e sim as Eliminatórias e a Copa do Mundo, é passar diploma de burro ao torcedor, afinal, nós brasileiros queremos ganhar até campeonato de botão.
    Dunga, eu devia ter nascido burro, assim eu não sofreria tanto. Pede para sair, pede!!!

  2. Avatar

    Onde o PT governa, até o futebol vai mal.
    Empresários mandam e desmandam nas escalações.
    Pobre Brazil.

  3. Avatar

    O futebol mostrou a realidade do Brasil de hoje, uma verdadeira VERGONHA!
    Pronto! Falei!

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