Tragédia com a Chapecoense: Áudio de rádio colombiana revela insistência de piloto para pousar - Diário do Vale
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Tragédia com a Chapecoense: Áudio de rádio colombiana revela insistência de piloto para pousar

Matéria publicada em 30 de novembro de 2016, 21:03 horas

 


Na gravação é possível acompanhar o relato de problemas do modelo Avro RJ85 com combustível

Tragédia: Equipes de resgate vistoriam a área onde estão os destroços do avião (Foto/FuerzaAereaColombiana)

Tragédia: Equipes de resgate vistoriam a área onde estão os destroços do avião (Foto/FuerzaAereaColombiana)

Medellín – A Rádio Blur, da Colômbia, divulgou um novo áudio da conversa entre o piloto do avião da Lamia, Miguel Quiroga, que transportava a delegação da Chapecoense, e a controladora de voo do aeroporto de Medellín. O registro do que seria a última conversa que o piloto teve com a torre de controle do aeroporto José Maria Córdova apresenta recorrentes pedidos para que a aeronave boliviana possa pousar.

Na gravação é possível acompanhar o relato de problemas do modelo Avro RJ85 com combustível. Quiroga tem sua permissão para pousar recusada por conta de uma outra aeronave, da empresa Viva Colombia, que havia declarado estado de emergência antes. Assim, a controladora de voo pede para que ele plane em volta da região do aeroporto.

A situação se estende, uma vez que além do avião boliviano e da aeronave Viva Colombia, há também um voo da Avianca na região próxima ao aeroporto esperando permissão para aterrissagem. Diante da necessidade do pouso, Miguel Quiroga relata à controladora: “Estamos em falha total, elétrica e de combustível”, o que é a última manifestação do piloto.

A partir daí não há mais sinais do voo da Lamia. Os funcionários da torre de controle do aeroporto de Medellín ainda tentam entrar em contato por mais algumas vezes, mas sem sucesso. A partir da 0h33 (de Brasília) não há mais sinais do Avro RJ85, que estava a cerca de 13 quilômetros de seu destino final.

O acidente aéreo desta terça-feira (29), o mais trágico na história do esporte mundial, deixou 71 vítimas: 19 jogadores, 20 jornalistas, 17 integrantes da comissão técnica, oito dirigentes/convidados e sete tripulantes.

Tripulantes falam sobre momentos antes do acidente

Sobrevivente à queda do avião que levava a equipe da Chapecoense até Medellin, a aeromoça Ximena Suárez deu sua primeira declaração após a tragédia.

“As luzes se apagaram e não lembra de mais nada depois disso”, disse Suárez à secretária de governo de Antioquia, Victoria Eugenia Ramírez, logo após ser resgatada. Ximena sofreu diversas fraturas e batidas na cabeça no acidente.

“Sobrevivi porque segui os protocolos de segurança. Na situação, muitos se levantaram de seus assentos e começaram a gritar. Coloquei a mala entre as pernas para formar a posição recomendada em acidentes”, afirmou o técnico de voo boliviano Erwin Tumiri segundo o jornal La Vanguardia.

Além dos dois integrantes da tripulação, três jogadores da Chapecoense – Alan Ruschel, Jackson Follman e Neto – e o jornalista Rafael Henzel também sobreviveram a queda. O goleiro Danilo chegou a ser resgatado com vida, mas morreu no hospital devido aos ferimentos.

O médico Juan Antonio Rodríguez, que vem acompanhando os brasileiros no hospital colombiano San Juan de Dios, disse que Neto e Rafael Henzel apresentaram melhora nas últimas 12 horas.

“Houve tendência de recuperação importante nas últimas 12 horas. A circulação vem respondendo bem. Vamos esperar mais 48 horas para a verificar a recuperação”, disse Rodríguez à Rede Globo. Neto foi o último passageiro retirado com vida dos destroços. Apesar de permanecer entubado, o médico prevê que o zagueiro deverá passar por mais uma intervenção cirúrgica.

Os outros dois jogadores sobreviventes – Alan Ruschel e Jackson Follmann – seguem hospitalizados. De acordo com Luciano Buligon, prefeito de Chapecó que está na Colômbia, o lateral esquerdo tem o estado menos crítico até agora.

“O Alan é o que está em melhores condições. Todos estão na UTI. O caso mais grave é do Follmann. O ponto alto é a equipe médica, muito dedicada, comprometida. A cada minuto aumenta a nossa esperança de que eles voltarão a ter uma vida normal. Trouxemos três médicos de Chapecó para que eles possam passar notícias em português e fazer laudos em português para que todos tenham a melhor informação do caso”, disse ao Fox Sports.


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