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Coração que pensa

Matéria publicada em 15 de dezembro de 2018, 12:27 horas

 


Coluna desta semana traz o assunto da inteligência emocional

Em pleno século XXI, em plena quarta revolução industrial, em tempos de inteligência artificial, vale a pergunta: O que, enquanto líderes, empreendedores, professores, e pais. O que estamos ensinando? Como estamos desenvolvendo as pessoas que nos cercam e como estamos desenvolvendo a nós mesmos?

Vamos pensar enquanto pais, pois esse é um assunto bem caro a todos os pais e futuros pais, sem contar que podemos fazer as devidas associações para outras possibilidades de desenvolvimento, como trabalhar a inteligência emocional dos nossos filhos? O vocabulário diz muito de cada pessoa. É muito importante ampliar o vocabulário das crianças, para que elas não se expressem de maneira subjetiva e metafórica, por exemplo: “estou com boi no peito”, “estou mal”, “estou desesperada”, e sim que trabalhemos vocabulários mais específicos, como “estou frustrado”, “estou decepcionado”, “estou ansioso”, “isso não ocorreu da maneira que eu esperava”. Porque, uma vez que o vocábulo for mais adequado, é mais fácil resolver a sua causa e, dessa forma, não haverá espaço para a questão do “exagero” e nem para distorções interpretativas acerca de determinados problemas. Um exemplo simples pode ser a enorme diferença entre “estou muito mal” e “estou ansioso, pois acredito que tenha ido mal na prova”. Uma comunicação com o vocabulário mais assertivo, certamente poderá ser entendida de uma maneira melhor. Preparar a nós mesmo e a nossos filhos a se adaptarem a novos ambientes, a novos conceitos, a novas estruturas é fundamental para o desenvolvimento de cada indivíduo. Portanto, o autoconhecimento é fundamental, conversar sobre nossas fortalezas, nossas fraquezas, e sobre o que pode ser aprimorado. Isso é fundamental para nosso desenvolvimento enquanto seres em pleno desenvolvimento.

Para essa certeza de desenvolvimento pleno e constante, cito um dos maiores escritores de língua portuguesa, João Guimarães Rosa: “O senhor… Mire veja: o mais importante e bonito do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam.Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.

“É muito comum perguntarmos aos nossos filhos, às pessoas (crescemos ouvindo essa pergunta) o que eles querem ser quando crescer, e a palavra “ser”, na maioria das vezes, está atrelada à profissão, mas quando a pergunta “o que você quer ser” é atrelada à profissão, estamos todos fadados ao fracasso, uma vez que a profissão é algo externo a nós e ainda não teremos gerência acerca das demandas do mundo e nem de quais profissões estarão em alta ou em baixa. Vamos pensar juntos, a profissão pode ser transformada daqui a 15 anos, pode não mais existir daqui a 10 anos, ou mesmo o desejo de “quero ser rico” – também é algo que se encontra no externo. Isso depende do mundo, não depende somente do indivíduo, é muito diferente de “quero ser corajoso, quero ser ético, quero ser honesto e íntegro”. Notemos que o ser deve sempre vir de dentro, apenas.

Desenvolver a autoconfiança é fundamental, saber dizer “sim” e saber dizer “não”. Não saber dizer “não” causa estresse, causa esgotamento e até depressão. Confiar em si mesmo e ter os próprios referenciais, mensuráveis, de sucesso é fundamental para uma vida mais harmônica nestes tempos de “likes” e “selfies”.

Em 1972, um estudo foi realizado na Universidade de Stanford, nos Estado Unidos, com o intuito de testar a capacidade das pessoas de adiar uma satisfação. A um grupo de crianças foi oferecido um delicioso “marshmallow”, com a seguinte explicação: “Você pode comer o doce a hora que quiser, mas se conseguir resistir por uns minutos (o tempo era de 15 minutos, mas as crianças não sabiam) e não comê-lo, ganhará DOIS doces”.

O objetivo dos cientistas era medir quanto tempo cada criança conseguiria resistir ao impulso de comer o doce. Mas também queriam analisar se este comportamento teria algum efeito ou relação com o sucesso pessoal e profissional no futuro de cada uma. Parte das mesmas crianças foi avaliada novamente muitos anos mais tarde.

A conclusão: aquelas pessoas que conseguiram controlar o impulso da sua satisfação imediata, eram, na média, pessoas adultas com mais sucesso tanto profissional quanto pessoal.

Das 600 crianças participantes, cerca de um terço conseguiu resistir à tentação durante os 15 minutos e ganhar o segundo “marshmallow”.

Cabe destacar pontos relevantes acerca do desenvolvimento da inteligência emocional, vamos lá:

1) A capacidade de se transformar, de se reinventar não deve ser atrelada somente a algum tipo de interesse, os relacionamentos devem ser firmes e genuinamente preocupados com o outro e não baseados na individualidade de cada um ou no próprio interesse.

2) A capacidade do perdão é fundamental, a capacidade de se relacionar bem com as pessoas, não ser perfeccionista, por exemplo, quando se é perfeccionista, uma série de problemas podem surgir, como depressão e principalmente a ansiedade. Já que qualquer coisa que não seja perfeita leva imediatamente à frustração.

3) Saber descansar, saber estar offline, saber estar desconectado da pressão externa e aproveitar os momentos de forma simples são atitudes fundamentais para uma vida emocional e psicologicamente saudável.

4) Evitar vícios ou qualquer outro tipo de hábito nocivo, desde tomar muito refrigerante, muita cafeína, drogas e bebidas alcoólicas.

5) Dormir adequadamente, não alimentar pensamentos negativos e não se comparar aos outros tornam o dia a dia e as relações mais prósperas e saudáveis.

6) Conectar-se à natureza e a algo superior, ao transcendente, é fundamental para a nossa conexão com nosso eu interior. No mais, é crer que somos todos super heróis e vitoriosos, pois todos que estamos aqui vencemos a primeira e mais importante corrida das nossas vidas, com exceção dos gêmeos, pois estes empataram no primeiro lugar.

 

Boa leitura, TMJ!

Raphael Haussman: Pprofessor, Coach, consultor e apaixonado por educação e desenvolvimento humano e, ainda, pai da Raphaela e do Theo, seus maiores referenciais de sucesso.

Nosso dicionário

Inteligência emocional – Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer e avaliar os seus próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles.

Autoconhecimento – O autoconhecimento ou conhecimento de si é a investigação de si mesmo. Também pode ser um projeto ético, quando o que se busca é a realização de algo que leve o sujeito a ser mestre de si mesmo e, consequentemente, um ser humano melhor.

Autoconfiança – Autoconfiança é a convicção que uma pessoa tem, de ser capaz de fazer ou realizar alguma coisa. O termo, que é típico da literatura terapêutica e de autoajuda, é muitas vezes usado como sinônimo de autoestima e de autoaceitação.

Universidade de Stanford – A Universidade Stanford é uma universidade de pesquisa privada situada em Palo Alto, Califórnia, Estados Unidos, e uma das instituições mais prestigiadas do mundo, com a maior seletividade de graduação e a posição de primeira colocada em várias pesquisas e medições no país.

Perfeccionista – O perfeccionismo é um distúrbio neurótico no qual a pessoa sente constante insatisfação com seu desempenho e dúvidas sobre a qualidade de seu trabalho, levando o indivíduo à escrupulosidade, verificações de pormenores, obstinação, prudência e rigidez excessivas prejudicando a sua pontualidade e eficiência.

Depressão – Distúrbio mental caracterizado por depressão persistente ou perda de interesse em atividades, prejudicando significativamente o dia a dia.

Ansiedade – Grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia.

Estar offline – Offline (ou off-line) é um termo da língua inglesa cujo significado literal é “fora de linha” e também pode qualificar alguma coisa que está desligada ou desconectada. É habitualmente usada esta expressão para caracterizar o indivíduo que está “deligado ou desconectado” do seu entorno.

Dica de leitura
Inteligência Emocional, publicado em 1986 e que já vendeu mais de 5 milhões de cópias.

Daniel Goleman ensina que o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência de um indivíduo. Não há uma loteria genética que define vitoriosos e fracassados no jogo da vida e, embora existam pontos que determinam o temperamento, muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados. De acordo com Goleman, portanto, temperamento não é destino.


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2 comentários

  1. Avatar

    Sim, devemos cultivar um bom coração para desenvolvermos um bom pensamento, para isso, é essencial, a leitura da Bíblia diária, pois essa leitura fortalece o coração e cultiva os bons pensamentos.

    Pode fazer a pesquisa: todos aqueles políticos, que roubaram a população, e estão presos, não liam a Bíblia!
    É só lembrar que Dilma, através do CONAD, proibiu a religião na recuperação dos drogados! Ou seja, eles, os petistas, não são salvos por Jesus, e não querem que outras pessoas sejam salvas por Jesus, que é a Palavra de Deus! Como Palavra de Deus, é a única Palavra que toca mesmo o coração e cria filhos de Deus para a vida!

    Como diria o Senador Magno Malta: “Eu não conheço ninguém que o governo Dilma recuperou, eu não conheço ninguém que o SUS recuperou, eu conheço milhares nesse país que foram recuperados pela pregação do Evangelho, que chegaram como lixo, chegaram destruídos, acabados, desdentados, doentes, desacreditados… e mais do que liberto das drogas, saíram de lá lavados no Sangue de Jesus!”…

  2. Avatar

    Leitura ajuda pra tudo na vida .

    Ajuda a ter um vocabulário melhor, a desenvolver o raciocínio, a memorizar regras gramaticais e a interpretar textos de todas as matérias…

    Um dos grandes incentivadores de leitura do meu filho foi o professor de matemática do 7ano e 8 ano, chamado Odilon.

    Sugeriu vários livros e conversava sobre a importância deles…

    Pois os alunos sabiam os cálculos , mas tinham dificuldades em transformar o problema em linguagem matemática…

    Um excelente profissional que aproveito o espaço para agradecer seu empenho.

    Um verdadeiro educador no sentido amplo da palavra.

    Ensinava a deduzir fórmulas e não a velha decoreba.

    Estimulou jogos de raciocínio lógico para os meninos e meninas…

    E esteve sempre aberto para um papo amigo com os alunos.

    O meu muitíssimo obrigado.

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